Biota Amazônica

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Simpósio da Biota Amazônica, evento do Museu Paraense Emilio Goeldi e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que vai promover o debate sobre as mudanças ocorridas na Amazônia nos últimos 40 anos. As discusões, que ocorrem de 11 a 14 de dezembro, em Belém, serão divididas nos temas: Geociências, Conservação, Zoologia, Botânica e Ciências Sociais. Mais informações pelo site do museu ou pelos telefones (91) 3249-6373 e 3249-1302. →

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2006

O velho e bom “entrave”

Um dos pontos mais quentes de discussão entre as áreas de infra-estrutura e meio ambiente do governo federal neste momento é a compensação ambiental. O instrumento, criado na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), prevê a destinação de recursos financeiros de obras com impacto ambiental a parques e reservas. A Casa Civil determinou que a portaria com a metodologia de cálculo da compensação deve ser publicada o mais rápido possível e deu ao Ministério de Minas e Energia a tarefa de acabar de vez com as intermináveis discussões entre o setor produtivo e o Ibama. Uma reunião final sobre o assunto ocorrerá nos próximos dias. →

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2006

Não gostei

O Ministério de Minas e Energia (MME) já tem em mãos a versão final da metodologia de cálculo elaborada pela Câmara de Compensação Ambiental do Ibama. Mas os técnicos do Ministério já revelaram que não gostaram da proposta. Assim como o setor privado, o MME esperava que a metodologia definisse um teto de cobrança da compensação. A Lei do SNUC determina apenas um mínimo de 0,5% sobre o valor do empreendimento. O que desagrada aos tocadores de obras do governo é que a procuradoria do Ibama já emitiu um parecer que considera a metodologia legalmente viável, pois em média ela não ultrapassaria 3,5% do valor dos empreendimentos. Para eles, isso é muito. →

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2006

Opinião de peso

Por trás da força do MME na condução das discussões da compensação ambiental está a gigante Petrobras. A estatal colocou na mesa um argumento bastante direto: ou se define um teto ou não haverá apoio à compensação. Para amenizar a posição, a Petrobras até aceita que o valor da taxa seja de até 3%. Para ela o importante é um teto definido, pois se não houver, alegam seus técnicos, a compensação vai bagunçar os leilões de blocos de exploração de petróleo. Outra reivindicação da estatal é que não se faça uma metodologia separada para compensação de empreendimentos marítimos. →

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2006

Fica, não fica

No mesmo dia em que a ministra Marina Silva aparece dizendo a Gerson Camarotti de O Globo, "perco o pescoço, mas não perco o juízo", a ministra Dilma Roussef dirá a Míriam Leitão, em entrevista que irá ao ar na Globonews, hoje às 21:30, no Espaço Aberto Míriam Leitão, que "se depender de mim, ela fica". A ministra, desde ontem, começou a dizer que não se pode atribuir ao Meio Ambiente todos os entraves ao desenvolvimento. Ela agora prefere atropelar o vernáculo, para desviar um pouco da rota de colizão direta com Marina Silva, dizendo que é preciso "eficientizar" a administração pública e a regulação, para destravar o desenvolvimento. Mas essa manobra, por enquanto, não parece suficiente para evitar a colizão frontal entre os desenvolvimentos e a ministra do Meio Ambiente. →

Por Carolina Elia
7 de dezembro de 2006

Sujeira

Depois de ter conversado longamente com O Eco na manhã desta quarta-feira sobre as delicadas negociações com deputados que querem reduzir os parques estaduais Cristalino I e II, o secretário de meio ambiente de Mato Grosso, Marcos Machado, e a superintendente de bidiversidade de Mato Grosso, Eliane Fachim, souberam na tarde de hoje que ontem os parlamentares aprovaram, na surdina, a segunda votação do substitutivo que tira quase 30 mil hectares das unidades de conservação. Ainda ontem, sem saber o que tinha se passado, a assessoria da Secretaria de Meio Ambiente (Sema) havia garantido que a segunda votação só aconteceria depois do término do diálogo entre técnicos do órgão e deputados. →

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Punhalada

A sujeira dos deputados formados pela bancada ruralista, entre os quais Silval Barbosa, Pedro Satélite, Dilceu Dalbosco e Zeca D'Avila, deixou técnicos da Sema indignados. Ontem mesmo eles haviam recebido a promessa de visita do presidente da Assembléia Legislativa, que iria expor detalhes da duvidosa proposta de redução das unidades de conservação. Além de não ter aparecido, não honrou sua palavra. →

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Nas mãos dele

Pela segunda vez em dois dias, Marcos Machado correu para o gabinete do governador Blairo Maggi para pedir o veto imediato a esse substitutivo. “Ele tem que vetar. Não há qualquer justificativa ambiental e técnica ao projeto dos deputados”, apelou Eliane Fachim, da Sema. →

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Caindo na real

O uso de álcool e biomassa na substituição de combustíveis fósseis tem sido vendido como uma solução quase mágica para todos os problemas energéticos. Mas não há motivo para tanto oba-oba. Reportagem da revista Grist faz um tour pelos impactos ambientais dos biocombustíveis, a começar pela erosão e contaminação da água decorrentes da plantação de soja ou milho em larga escala. Cientistas conscienciosos da questão estudam uma nova forma de produzir etanol, a partir de celulose. Com a nova tecnologia, seria possível obter álcool basicamente de qualquer planta. Até grama. Mas, antes que se crie uma nova febre de animação descontrolada, o texto afirma: produtores devem continuar plantando milho para aproveitar os rejeitos com essa nova técnica. E a previsão é que ela ainda demore alguns anos para ser desenvolvida. →

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Calor medieval

Desde a Idade Média não faz tanto calor nos Alpes europeus nesta época do ano. O alerta é do Instituto Central de Meteorologia e Geodinâmica da Áustria. Só há 1300 anos houve temperaturas tão altas na região. Em reportagem do site Planet Ark, o chefe do órgão cita um estudo que recriou mais de um milênio de padrões climáticos na área. Segundo o cientista, as geleiras alpinas atingiram o maior tamanho por volta de 1850. A poluição industrial iniciada no século XIX começou a afetar o clima no meio do século passado. Agora, as geleiras derretem a todo vapor. →

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Será a despedida?

Os funcionários do Ministério do Meio Ambiente se assustaram nesta quarta-feira com um convite enviado hoje em suas contas de email. Pela primeira vez em seus quatro anos de gestão, a ministra Marina Silva está convocando todos os servidores para uma reunião. A assembléia está marcada para o próximo dia 14 de dezembro. A convocação explica que "o evento tem como objetivo fazer um balanço das ações do ministério e reunir todos os funcionários que, diariamente, contribuem para a implementação da política ambiental". →

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006

Protesto

Circula na internet um manifesto eletrônico contra o projeto de lei aprovado em primeira votação em Mato Grosso que reduz os parques estaduais Cristalino I e II, no extremo norte do estado. O manifesto é movido pelo Instituto Brasileiro de Ecoturismo e Turismo Sustentável (Ecobrasil) e pela proprietária da RPPN Cristalino, Vitória da Riva Carvalho. Para participar, basta clicar aqui. →

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2006