Mal planejado

A MP 304 criou o Plano Especial de Cargos do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama. O parágrafo que complica a vida do órgão foi introduzido no texto pelo Ministério do Planejamento, que não o consultou. Ele entra em conflito com a Lei de Crimes Ambientais, que garante ao Ibama a função de fiscalização para todo o quadro de servidores do órgão. O órgão teme que, com a brecha, infratores recorram aos tribunais questionando a competência dos servidores que os multaram.

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10 de julho de 2006

Em brasa

O seminário que reuniu em Brasília governo e atores contrários à transposição do rio São Francisco conseguiu produzir um consenso pleno: as carvoarias localizadas em vários pontos da bacia precisam ser combatidas, pois estão destruindo a Caatinga e acabando com as nascentes no Cerrado. O tema despontou já no discurso de abertura do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Claudio Langone, que mencionou a necessidade de repensar o modelo de desenvolvimento no São Francisco. O carvão extraído do Cerrado alimenta principalmente fornos de siderúrgicas no norte de Minas Gerais.

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7 de julho de 2006

Com a benção divina

A igreja, que foi a principal proponente do seminário, também está de olho na questão do carvão. Dom Luiz Cappio, o frei que jejuou contra a transposição, afirmou que a carvoagem é hoje o principal problema em sua Diocese, a de Barra, na Bahia. Segundo ele, além de destruir nascentes, a atividade está “corrompendo” o agricultor familiar que prefere se desfazer de áreas de mata em troca de dinheiro fácil. Dom Tomás Balduíno, presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT) defendeu uma quebra radical com o modelo de desenvolvimento na vale do São Francisco. A CPT está pedindo a moratória ao desmatamento no Cerrado.

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7 de julho de 2006

Repensando

Maurício Laxe, coordenador do Programa de Revitalização do Rio São Francisco, ligado ao MMA, afirmou durante o seminário que a virada do ano será o momento de repensar as ações do programa. Entre as questões, está exatamente maior foco nas siderúrgicas e carvoarias. Outro ponto será a revisão da revitalização de acordo com o Plano Decenal do Comitê da Bacia do Rio São Francisco. No planejamento atual, o Comitê exigiu que a maior parte dos recursos (76%) fosse aplicada em saneamento básico. O problema é que as ações de reflorestamento, que abocanham 11% do dinheiro da revitalização, estão em déficit. Existem 12 viveiros produzindo 4 milhões de mudas, mas estima-se que sejam necessárias 30 milhões de mudas.

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7 de julho de 2006

Nova rodada

O debate sobre a transposição do rio São Francisco não andou muito durante o seminário. Novas rodadas de discussão serão organizadas no futuro. A sociedade civil ainda crê que alternativas de menor porte podem garantir suprimento de água no semi-árido e de maneira ambientalmente sustentável. “Do jeito que está, o governo reproduz a indústria da seca”, argumenta o membro Articulação do Semi-Árido, Adriano Martins. O coordenador do Grupo de Trabalho da Integração de Bacias no governo, Pedro Bertone, avalia que as divergências continuam a ser as concepções sobre como deve se desenvolver a região mais pobre do país. “Se provarem que existe uma alternativa sustentável, que não a transposição, de suprimento de água e para o desenvolvimento econômico da região, o governo abandona o projeto”, disse Bertone.

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7 de julho de 2006

Novidades

Está chegando a Adventure Sports Fair, que acontece entre os dias 23 e 27 de agosto no Pavilhão da Bienal, Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A...

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7 de julho de 2006

Crime que compensa

O sistema usado mundialmente para coibir os atletas que fazem uso de substâncias ilegais durante competições, o famoso doping, está falido. Quem...

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7 de julho de 2006

Bagunça

O site de escalada Desnivel denuncia a desorganização do Campeonato Europeu de Escalada, realizado na cidade russa de Ekaterinburg. Apesar do...

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7 de julho de 2006

O Tucano

Este tucano (Ramphastos vitellinus), que faz ninho todo ano no mesmo tronco de sândalo no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, foi fotografado por...

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7 de julho de 2006

Apoio

A audiência pública realizada em Monte Alegre, no Pará, para debater a criação da Floresta Estadual do Paru, um colosso de 3, 6 milhões de hectares que o governo de lá quer implantar no Norte do estado, andou melhor que o esperado. As 250 pessoas que compareceram ao evento foram unânimes em apoiar a proposta. Reclamaram apenas de maior presença do Estado na região, que vem sendo alvo da ação de grileiros vindos do Norte do Mato Grosso.

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7 de julho de 2006

Avanço

Na audiência, funcionários da prefeitura contaram que a grilagem estava indo de vento em popa na região. Ela já abriu por lá 120 quilômetros de estradas clandestinas e começou a cortar árvores mais nobres. Adalberto Veríssimo, do Imazon, acha que a criação da Floresta do Paru vai impedir a progressão desse processo.

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7 de julho de 2006

Agenda

A próxima audiência sobre a Floresta do Paru será realizada em Almerin nesta terça-feira.

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7 de julho de 2006