De virada

O Japão conseguiu comprar mais três votos na Comissão Internacional da Baleia, da ONU, o que lhe dará maioria na reunião que acontece ainda esta semana e pode lhe render a presidência do grupo. O país quer acabar com a moratória da caça ao mamífero, em vigor há vinte anos. A diplomacia japonesa não mede esforços. Oferece pacotes de ajuda financeira a países pequenos que nada têm a ver com os animais, mas entram nos fóruns internacionais e votam a seu favor. Ainda segundo o The Independent, esse pode ser o início de uma virada dos países caçadores (entre os quais estão também Noruega e Islândia) contra o movimento ambientalista, que há anos luta pelos mamíferos com frases já famosas como “Salvem as baleias”.

Por Redação ((o))eco
14 de junho de 2006

Em vez de madeira, diamante

A Polícia Federal iniciou na última segunda-feira a Operação Tibagi para combater a extração ilegal de diamantes e crimes decorrentes da falsificação do documento que permite a comercialização internacional das pedras. Segundo as investigações, o superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) comandava a quadrilha que retirava clandestinamente diamantes do leito do rio Tibagi, preso em Curitiba. Foram cumpridos ainda outros 11 mandados de busca e apreensão.

Por Carolina Elia
13 de junho de 2006

Fora do ar

Numa decisão inédita, a juíza federal de Porto Alegre, Clarides Rahmier, determinou a suspensão de todas as propagandas que tenham apelo publicitário estritamente positivo em relação ao plantio de monoculturas de árvores, como pinus, eucalipto e acácia negra. Ela argumenta que como a prática também traz problemas ambientais, deve ser explicitada para o público. A decisão foi motivada por uma ação movida pelo Núcleo Amigos da Terra Brasil e União pela Vida.

Por Carolina Elia
13 de junho de 2006

A nova aranha

Chegou a temporada das aranhas nos jardins de O Eco. Para desespero de alguns econautas, cujo limite ambiental é dado pelas aranhas. Essa aí é da...

13 de junho de 2006

Na vidraça

Multas aplicadas pelo Ibama estão sendo derrubadas pela Justiça em primeira instância porque os juízes entendem que multar não é atribuição dos analistas ambientais que exercem a fiscalização. Essa interpretação ganhou força depois que o Ibama, em 2003, decidiu não criar o cargo específico de fiscal. Quem exerce essa e outras funções são seus analistas.Felizmente,os pareceres têm sido favoráveis ao instituto quando esse tipo de caso passa para segunda instância.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2006

Quanto vale?

A pesca, uma das principais atividades econômicas do Pantanal, está saindo caro para o meio ambiente. A contribuição das modalidades profissional e esportiva para o PIB de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é estimada entre 170 e 280 milhões de reais por ano. Mas a extinção de apenas uma espécie, o pacu, pode representar uma perda de, no mínimo,15 milhões de reais.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2006

Perto do fim

Desde 1994, as populações de pacu decrescem a uma taxa de 18% ao ano. Se continuar assim, a espécie some em 16 anos.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2006

Pendenga

Um desentendimento jurídico paralisa a criação de duas reservas extrativistas (Resex) no estado do Amazonas há quatro anos. Nos municípios de Boca do Acre e Barcelos, o Ibama planeja criar as Resex do Rio Arapixi e Rio Unini, respectivamente. Mas o governo estadual alega que, como as terras em questão pertencem ao Amazonas, as unidades de conservação não poderiam ser federais.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2006

Caiu na política

A questão é controversa, já que em novembro de 2005, o Instituto de Terras do Amazonas autorizou a criação das reservas pelo Ibama. Mas, em janeiro deste ano, a Procuradoria Geral do Estado recomendou que o governo iniciasse a desapropriação das áreas, embora o Ibama tenha defendido que o procedimento não fosse necessário.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2006

Pressionados

Enquanto as áreas não são legalmente protegidas, surgem denúncias de agressões de grileiros contra os coletores de castanha da região do rio Arapaxi. Os próprios servidores do Ibama que visitaram a área também já foram ameaçados de morte.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2006

Não custa nada

Era para ser uma simples reportagem lida no avião, mas a empresária mineira Rita Valladares não virou a página. Ela encantou com o que descobriu sobre o trabalho de conservação de anfíbios de Elza e Germano Woehl Jr, no Instituto Rã-Bugio (SC), e decidiu ajudar. Criou uma luminária em forma de sapinho e doa 10% do que ganha com as vendas para a entidade catarinense. As luminárias de Rita estão à venda no país inteiro desde maio e viraram história na revista Terra da Gente.

Por Redação ((o))eco
12 de junho de 2006