Em negociação

Enquanto as atenções estiverem voltadas para os jogos da Copa do Mundo, o Greenpeace estará negociando com seis grandes empresas do setor alimentício a assinatura de uma moratória contra a compra de produtos que dependam de soja plantada na Amazônia. O objetivo da ação é não perder mais nenhum hectare de floresta para dar lugar à plantação do grão. Representantes das empresas devem ser reunir com os ambientalistas no dia 26 de junho em Bruxelas. A turma do Mc Donalds já garantiu assento. →

Por Carolina Elia
31 de maio de 2006

Começo e fim

O Greenpeace diz que o cenário é “extremamente promissor” e acredita que terá boas notícias para divulgar até o fim de junho. Mas reconhece que há vários detalhes a serem acertados. Entre eles, estabelecer que critérios ambientais precisam ser respeitados para permitir o fim da moratória. →

Por Carolina Elia
31 de maio de 2006

Na pressão

Em paralelo, a ong também negocia uma moratória com a mesma finalidade com as quatro grandes produtoras de soja amazônica: Bunge, Cargill, ADM e Grupo Maggi. Chegar a um acordo com elas ficará mais fácil depois que as seis empresas do setor alimentícios – suas clientes corporativas – se comprometerem a não comprar mais soja produzida na Amazônia. →

Por Carolina Elia
31 de maio de 2006

Meio ambiente na Globonews

As discussões sobre o Projeto de Lei da Mata Atlântica e as pressões do agronegócio sobre a floresta amazônica são alguns dos temas que serão discutidos nesta quarta no programa Espaço Aberto Economia, da Globonews. Miriam Leitão entrevista Paulo Adário, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, e Fabio Feldmann, ex-secretário do fórum mundial de mudanças climáticas. O programa vai ao ar às 21h30. →

Por Carolina Elia
31 de maio de 2006

Pedaço disputado

O secretário de Desenvolvimento do Espírito Santo, Júlio Bueno, avisou que pedirá ajuda da Casa-Civil para anular a criação da Zona de Amortecimento do Parque Nacional de Abrolhos, decretada há duas semanas pelo Ibama. A área passou a ser de preservação por possuir influência direta no parque marinho. Mas a idéia desagradou à Agência Nacional de Petróleo, que alega ter projetos de produção de gás na região. O Ibama avisa que não vai abrir mão da zona de amortecimento que, na prática, exige apenas controle ambiental mais rigoroso sobre projetos de exploração na região. →

Por Carolina Elia
31 de maio de 2006

Rabo preso

A intrigante ausência dos deputados na Comissão Especial PEC do Cerrado, destinada a incluir o Cerrado e a Caatinga como patrimônios nacionais na Constituição, não é obra apenas da bancada ruralista, que forma em peso a Comissão. O presidente da Casa, Aldo Rebelo, e os principais componentes da Mesa são usineiros e a lenha do cerrado serve de matriz energética para as usinas. →

Por Redação ((o))eco
31 de maio de 2006

Que feio

Quando o deputado Fernando Gabeira enviou ofício para tentar levar a votação direto a plenário, Aldo Rebelo sinalizou que, apesar de o Regimento Interno permitir a manobra, ele não a faria, alegando ser antidemocrático tirar o poder da comissão. A falta de quorum na Comissão PEC do Cerrado já resultou em pelo menos 309 semanas sem uma única reunião, salvo a de instalação. →

Por Redação ((o))eco
31 de maio de 2006

Teste torto

Estudo feito no Canadá em 2004 e publicado em revista científica inglesa está sendo chamado de fraude. O trabalho, baseado em testes de sabor com consumidores comparando milho transgênico com milho normal, concluiu que a maioria preferiu o gosto do produto geneticamente modificado. Pudera. De acordo com fotografia tirada durante a condução do estudo e obtida por ong inglesa, a turma provou os dois alimentos sob cenas de preconceito explícito. Na frente do milho normal, havia uma placa que perguntava: “você comeria milho minhoquento”? Na frente do transgênico, outra placa avisava: “milho doce de qualidade”. A ong, segundo o The New Scientist, quer que o texto sobre a pesquisa seja retirado de circulação. →

Por Redação ((o))eco
31 de maio de 2006

Efeito estufa

Onze estados americanos liderados por Massachussets e secundados por alguns dos principais climatologistas americanos querem levar o aquecimento global à Suprema Corte. Pediram aos juízes que aceitem ouvir caso em que os estados acusam a Agência de Proteção Ambiental federal de não cumprir as obrigações da Lei do Ar Limpo, determinando os limites de emissões de gases em veículos saídos de fábrica. A agência diz que isso não cabe a ela, mas aos estados, que por sua vez alegam não ter poder sobre fabricantes que operam fora de suas fronteiras. Em primeira instância, o governo federal venceu. A notícia é da New Scientist. →

Por Redação ((o))eco
31 de maio de 2006

Vaso ruim não quebra

Com a morte anunciada para o início de 2006 e depois adiada para junho, ainda não vai ser desta vez que as problemáticas Autorizações para Transporte de Produto Florestal (ATPFs) vão acabar. Segundo o Ibama, por conta da greve não vai ser possível substituí-las pelo Documento de Origem Florestal (DOF), até a próxima quinta-feira, como queria o presidente do instituto. Até que o cronograma do novo sistema seja retomado, as ATPFs vão continuar sendo emitidas. →

Por Redação ((o))eco
30 de maio de 2006

Atrasos

O Ibama culpa a greve dos servidores pelo atraso nos testes de campo do DOF, mas eles estavam previstos para o mês de abril, muito antes da paralisação começar. →

Por Redação ((o))eco
30 de maio de 2006

Tráfico na floresta

Pistas clandestinas no meio da mata, grilagem de terras por criminosos, altos índices de desmatamento e invasão de unidades de conservação. Problemas como estes não são privilégios do Brasil. Artigo da Reuters mostra que nas florestas tropicais da Guatemala, a devastação anda em ritmo acelerado. A Reserva da Biosfera Maia, que conteria 7% da biodiversidade mundial, sofre com invasões de narcotraficantes. São os criminosos que promovem o desmatamento a fim de abrir pastagens e lavar o dinheiro com cabeças de gado. São os chamados "narco-rancheiros". →

Por Redação ((o))eco
30 de maio de 2006