Pesquisa

O Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Ibama iniciaram um projeto de 14 meses para monitorar a vida de 20 tartarugas de água doce na região. Elas receberam duas antenas transmissoras (foto) – uma delas de comunicação com satélite – para que possam ser acompanhadas pelos pesquisadores. O projeto é importante porque ainda se sabe muito pouco sobre as tartarugas da região e, portanto, falta informação para conceber uma estratégia para sua conservação. O projeto tem o patrocínio da Mineração Rio do Norte, uma subsidiária da Vale do Rio Doce, que entre outras coisas boa que faz no Brasil, patrocina também O Eco.

Por Redação ((o))eco
18 de novembro de 2005

Objetividade e mentira

No Real Climate, blog mantido porr climatologistas de peso para debater o aquecimento global, uma questão de alto interesse para jornalistas. Num posting do dia 18 de novembro, os autores questionam se, no caso do efeito-estufa, que praticamente virou uma unânimidade científica, o cânone da imprensa de ouvir os vários lados envolvidos numa questão em nome da objetividade não está comprometendo a verdade. Dizem que o aquecimento global é hoje dado científicamente comprovado e que dar voz aos que não aceitam essa hipótese nnao pasa de péssimo jornalismo. Têm razão.

Por Redação ((o))eco
18 de novembro de 2005

Sanhaço do coqueiro

Congelado pela luz de três flashes, o instante em que o sanhaço do coqueiro (Thraupis palmarum) arma o vôo foi fotografado no Rio de Janeiro por...

18 de novembro de 2005

Educação

O Centro de Pesquisas Florestais Internacionais (CIFOR) promove em parceria com outras instituições, entre elas a WWF, seminário sobre manejo florestal comunitário em Pucalpa, no Peru. Acontece de 22 a 25 de novembro.

Por Redação ((o))eco
17 de novembro de 2005

Isso é Brasil

Sergio Godinho, deputado estadual e ex-secretário de Meio Ambiente de Santa Catarina, e Valdir Colatto, deputado federal, convocaram audiência pública no município de São Joaquim. Aos presentes, disseram que o Parque Nacional de São Joaquim não existia, que não há restrições ao corte de araucárias na região e que os funcionários do Ibama deveriam ser expulsos de lá à bala. Os dois deputados mentiram, fizeram incitação à violência, mas continuam soltos. E com seus mandatos intactos.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2005

Isso também

Na Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão, a situação consegue até ser pior. O crime tomou conta de seus 273 mil hectares, dos quais 70% já foram alvo de madeireiros ilegais. Além das ocupações irregulares, das extrações de madeira e da presença de gado, há dentro da área da reserva plantações de maconha e operações de desmanche de carros. A Polícia Federal, ao invés de combater o crime, aconselhou o Ibama no estado a manter seus funcionários longe de lá.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2005

Tunga

Hotéis na orla do Rio de Janeiro cobram de seus hóspedes taxa que varia entre 3 e 1 dólar, dependendo da quantidade de estrelas que a Embratur atribui ao estabelecimento. Batizaram a tunga de taxa ecológica. Mas nem um centavo do dinheiro, que está sendo arrecadado desde 1993, foi investido em conservação ambiental. Foi desviado para financiar seminários sobre turismo e propaganda do Rio na Europa. A taxa, além de nunca ter servido à natureza, é irregular. Cobranças desse tipo só podem ser impostas por lei. Mas ela sempre teve a benção da Prefeitura carioca. As investigações policiais sobre o assunto concentram-se no Copacabana Palace.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2005

Placar da sujeira

Por falar em praias, o Ministério Público do Rio pediu à Prefeitura que as reformas que estão sendo feitas na orla para os Jogos Pan-americanos de 2007 incluam placares luminosos nos postos de salvamento informando o distinto público sobre as condições de balneabilidade das praias. É uma ótima idéia para preservar a saúde pública. Se César Maia não topar, o caso deve acabar na Justiça.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2005

Anti-bagunça

 A promotora Denise Tarin, que cuida da área de meio ambiente do MP do Rio notificou a empresa concessionária do bondinho do Pão de Açúcar para incluir no seu contrato com a turma que opera o Oi-Noites Cariocas – uma série de shows ao vivo no alto do Morro da Urca patrocinado por empresa de telefonia celular – exigências destinadas a reduzir o impacto ambiental da empreitada. Entre eles estão a limitação da lotação em 2 mil e 100 pessoas por show, estacionamento gratuito e a limpeza regular da mata ao redor do morro. O prazo para a resposta acabou. A concessionária receberá nova notificação. Se não responder, será levada à Justiça.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2005

Que pena

Por dois anos, Nova Iguaçu, município fluminense onde fica a Reserva Biológica do Tinguá, no Rio de Janeiro, teve um delegado federal só para cuidar de crimes ambientais. Eram 14 delegados na região - quadro raro, dava para cada um concentrar atenção num assunto. Mas a festa acabou. A falta de efetivo pelo Brasil

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2005