Clima de atentado

No primeiro dia da reunião do G8 – grupo formado pelos oito países mais industrializados do mundo, na Escócia, todas as atenções eram para estar voltadas para as discussões sobre mudanças climáticas. Mas atentados terroristas em Londres roubaram a cena. O primeiro-ministro Tony Blair voou para a capital imediatamente, mas os demais líderes decidiram continuar o encontro. A previsão é que a agenda proposta seja cumprida. Pela manhã, antes do ataque, Blair tomou café da manhã com Bush para discutir aquecimento global. Segundo o The Guardian (gratuito), Blair se concentrou em convencer Bush a dialogar sobre o que fazer depois de 2012, quando os prazos de Kyoto expiram. O presidente americano, que ignora o tratado, disse que aceita entrar na roda desde que países em desenvolvimento também se comprometam a pagar o ônus do aquecimento da terra. →

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2005

Clima de despedida

Um dos geólogos que mais contribuíram para as teorias de aquecimento global, o americano Gerard C. Bond, faleceu aos 65 anos, em Nova York. Em 1993, ele publicou um estudo revelando que o clima da terra tem ciclos de aquecimento. Ele chegou ao resultado pesquisando o fundo do mar do Atlântico Norte. O The New York Times publicou um obituário. →

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2005

Encolhida pela ganância

Um tipo de flor de lótus que só nasce nas montanhas altas da China e do Tibet encolheu graças à ação do homem. Elas são valiosas tanto para a medicina tradicional quanto para os turistas, que pagam alguns dólares por um espécime. Resultado: de tanto extraírem os melhores e maiores exemplares das encostas, os bons genes se extinguiram. As flores de hoje são dez centímetros menores que as suas antecessoras, revela o The New York Times (gratuito). →

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2005

Efeito Dilma

Apenas duas semanas depois de empossada ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff conquistou vitória emblemática em uma briga que a mobilizava há quase um ano, como ministra das Minas e Energia. A Licença de Operação concedida pelo Ibama no dia 4 de julho libera a hidrelétrica de Barra Grande para encher suas comportas. E, para quem acha que é mania de perseguição julgar que Dilma está por trás disso, convém dar uma olhada no site da senadora Ideli Salvatti, que anunciou a licença antes do Ibama e disse que recebeu a notícia diretamente da Casa Civil. Luiz Felippe Kunz, diretor de Licenciamento do Ibama, nega a influência de Dilma e diz que o órgão agiu com autonomia e tomou a decisão depois de meses de estudos. Só falhou na hora de divulgar a licença. →

Por Lorenzo Aldé
7 de julho de 2005

Avança o PL das Florestas

Depois de muito custo, o Projeto de Lei de Gestão de Florestas Públicas foi aprovado na Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira, dia 6. A proposta institui novas regras para a exploração privada das florestas, por meio de concessões, e cria uma nova instituição, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Retirado o regime de urgência, o projeto entrou no fim da fila das prioridades na Câmara, e só foi votado no meio da crise graças ao esforço de duas pessoas: Tasso Azevedo, diretor de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, que lutou durante todo o processo para que o projeto tramitasse dentro do prazo, e o deputado Beto Albuquerque, relator do PL, que precisou de muita habilidade para atender a todos os interesses sem ferir o texto original. Agora o projeto vai para o Senado. Se não for modificado, de lá segue para a sanção presidencial e vira lei. →

Por Carolina Mourão Lorenzo Aldé
7 de julho de 2005

Corte zero

Em 2006, Mato Grosso, no passo do Curupira, vai servir de laboratório para uma experiência inédita do Ibama no combate ao desmatamento: uma moratória na derrubada de árvores. Na quinta-feira, numa reunião na sede do órgão em Brasília, seu presidente, Marcus Barros, e o interventor no Mato Grosso, Elielson Ayres de Souza, discutem os aspectos legais da portaria que proibirá por um ano qualquer corte do que sobrou de floresta no estado. →

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2005

BioWillie

Quem diria,o cantor americano Willie Nelson virou garoto propaganda e investidor de um tipo de biodiesel batizado de Biowillie. O novidade anda ganhando adeptos no interior dos Estados Unidos graças ao preço da gasolina e do diesel normal. Segundo o Wall Street Journal, enquanto os combustíveis fósseis encarecem, subsídios federais tem reduzido o preço do biodiesel. Ainda assim, o país só consegue suprir 4% do mercado americano. →

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2005

Não bota na boca

O Parlamento Europeu proibiu o uso do químico “phthalates” em brinquedos. Ele é utilizado para torná-los macios, mas um estudo americano mostrou que a substância é cancerígena e pode provocar má formação dos órgãos reprodutores. A BBCNEWS conta que os fabricantes tentaram argumentar que a substância é segura, mas não convenceram. →

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2005

O Atlas do câncer

Os ingleses mapearam onde há a maior incidência de mortes provocadas por câncer no país e descobriram um perfil. A maioria dos casos causados por cigarro e consumo excessivo de álcool acontece nas áreas mais degradadas do país, onde á qualidade de vida é pior. A história saiu no The Guardian (gratuito). →

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2005

Onde está Bush?

Às vésperas da reunião do G8 na Escócia, o cartunista Steven Bell, do The Guardian, começa seu ataque de bom humor contra Bush. Vale a pena dar uma olhada. Um dos temas da reunião é o aquecimento global, assunto que o governo americano gostaria de congelar para sempre. Blair quer que os países participantes assumam compromissos, mas Bush já disse que não acredita em mudança climática. →

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2005

Árvores para o G-8

Quando os líderes dos oito países mais ricos do mundo estiverem iniciando a reunião do G8 na quinta-feira, dia 7, mulheres de Burkina Faso estarão pensando neles. Elas plantarão oito árvores em forma de círculo para lembrar os dois principais temas do encontro: África e aquecimento global. O site allAfrica(gratuito) lembra que Burkina Faso pode ter sua dívida externa perdoada pelo grupo de políticos. →

Por Redação ((o))eco
5 de julho de 2005

Antes de Bering

A arqueóloga Niéde Guidon, que comanda o Museu do Homem Americano no Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, ganhou um importante reforço para sua controvertida teoria sobre a chegada dos humanos nas Américas. Ela reivindica ao sítio arqueológico do Boqueirão da Pedra Furada os vestígios mais antigos deixados pelo homem no continente, depois que encontrou artefatos e uma fogueira de pelo menos 50 mil anos. Mas a versão consagrada no meio científico é de que a ocupação americana aconteceu há cerca de 11 mil anos, pelo estreito de Bering, que liga Sibéria e Alasca. Agora, uma equipe de cientistas acaba de datar em 40 mil anos algumas pegadas humanas preservadas por cinzas vulcânicas em uma pedreira a 130 km da Cidade do México. Os especialistas já trabalham com a hipótese defendida por Guidon, de que os primeiros americanos chegaram ao continente pelo mar, e não a pé. →

Por Carolina Mourão
5 de julho de 2005