Por um fio

O Programa Pantanal, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), está por um fio. O governo está analisando rescindir o contrato com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que disponibilizava até 400 milhões de dólares para o projeto. A decisão sai no fim de maio. O orçamento para 2005 do ministério é de 392,9 milhões de reais mas, segundo o coordenador do Programa Pantanal, Valmir Ortega, a instituição não pode usar o dinheiro do BID pois ele representa mais de 100% do total da verba calculada pelo governo para este ano. Ele disse que os empréstimos devem estar dentro da “janela orçamentária” estipulada. Ortega afirma que o projeto é prioridade para o MMA, mas, a partir de agora, deverá ser gerido com recursos do governo federal. No entanto,nos últimos 3 anos, mesmo com os recursos do BID, apenas 5% das atividades planejadas foram desenvolvidas. O Programa Pantanal abrange 40 municípios da Bacia do Alto Paraguai e pretende promover o desenvolvimento sustentável através do gerenciamento e da conservação dos recursos naturais do local. →

Por Redação ((o))eco
29 de abril de 2005

Aposentadoria da ATPF

O Ibama se prepara para aposentar a Autorização de Transporte de Produto Florestal (ATPF), que permite o transporte de madeira pelo país a fora e é constantemente fraudado pelas madeireiras ilegais. O documento será substituído pelo Sistema de Rastreamento de Madeira em Toras (Sirmat) e pela Declaração de Origem Florestal (DOF). Esta última poderá ser adquirida via internet. Bastará o madeireiro informar o volume do produto a ser transportado e identificar o comprador. O sistema automaticamente verificará se o usuário está apto a receber a autorização e, se tudo tiver correto, é só imprimir e mandar uma cópia junto com a carga. Já o Sirmat funcionará como uma conta bancária de madeira, brinca o próprio Ibama. Ele fará o controle do crédito do volume de madeira autorizado a circular. Também cruzará dados sobre as quantias de toras autorizadas e as efetivamente transportadas. O Sirmat está sendo testado no Amazonas e no Pará, principais produtores nacionais de madeira. O objetivo do Ibama com a mudança é conseguir controlar o produto desde a origem até a chegada na indústria. →

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2005

Peixe-boi à francesa

Este é o ano do peixe-boi amazônico. É também o ano do Brasil na França. A coincidência de ocasiões transformou o mamífero na atração principal de uma exposição sobre a Amazônia brasileira no Palais de la Decouverte, em Paris. Será apresentado no evento um vídeo exclusivo sobre o animal, que chega a pesar 350 quilos e medir 2,5 metros e está ameaçado de extinção. O documentário foi produzido pela Fundação Mamíferos Aquáticos e pelo Centro de Mamíferos Aquáticos do Ibama, instituições executoras do Projeto Peixe-Boi Amazônico. Os organizadores da exposição acham que a exposição vai ajudar a divulgação do projeto no exterior e sensibilizar os visitantes estrangeiros da importância da preservação da fauna amazônica. Além da exibição do vídeo, os franceses vão poder testemunhar a simulação de sons da floresta e participar palestras sobre ervas medicinais e reciclagem e oficinas de artesanato. →

Por Ana Antunes
28 de abril de 2005

A teia

Orvalhada pela primeira noite fria deste outono, a teia de aranha foi fotografada por Marcos Sá Corrêa no Parque Nacional do Itatiaia com câmera... →

28 de abril de 2005

Ônibus da morte

Pesquisadores da Universidade da Califórnia estão dizendo que o ônibus escolar faz mal à saúde das crianças. Na verdade, o que é nocivo é o diesel, seu combustível. Depois de muito estudo e cálculos, concluíram que crianças que vão e voltam do colégio de ônibus inalam mais exaustão do motor que qualquer outro cidadão que habita grandes centros urbanos. Nela, por exemplo, encontra-se partícula do diesel que é considerada cancerígena. As medições foram feitas em 6 ônibus escolares. Em todos eles, a poluição de diesel encontrada era substancial, conta reportagem do The New York Times (gratuito, pede cadastro). →

Por Manoel Francisco Brito
28 de abril de 2005

Reaparecido

Espécie de ave considerada extinta nos Estados Unidos, o picapau de bico de marfim, reapareceu. O departamento de ornitologia de Cornell reuniu vários indícios de observação do pássaro nos últimos meses em florestas no estado de Arkansas. Um deles foi filmado inclusive. O animal é considerado tão bonito que foi apelidado de pássaro do senhor porque todos que têm a sorte de vê-lo exclamam de admiração. Pelos registros, o último exemplar tinha sido observado em 1944, na Louisiana, revela o The New York Times (gratuito, pede cadastro). →

Por Manoel Francisco Brito
28 de abril de 2005

Sumindo

O picapau reapareceu, mas o atum azul do Atlântico está desaparecendo, dizem cientistas americanos ouvidos em reportagem do Guardian. Uma das duas populações de atuns deste tipo no Atlântico perdeu 80% do tamanho que tinha há 30 anos. A causa da ameaça à espécie é o estômago humano. Desde que o sushi virou uma iguaria mundial e o Ocidente descobriu o atum como prato de comida, o peixe virou coisa cobiçadíssima. Pela sua carne, restaurantes pagam qualquer preço. O mais salgado, no entanto, está sendo pago pelo próprio atum. →

Por Manoel Francisco Brito
28 de abril de 2005

Doutrinação

Jerry Greenfield, um dos pais do sorvete americano Ben & Jerry’s, cuja produção desde a sua fundação nos anos 80 tentou pelo menos seguir preceitos ambientais, está em Londres para inaugurar uma iniciativa própria contra o aquecimento global. Vai financiar uma escola preparatória para jovens que queiram divulgar os perigos do aquecimento global. Jerry acha que seus formandos ajudarão as pessoas a se conscientizar sobre a importância do assunto. A reportagem do Guardian lembra que Jerry e seu parceiro Ben resistiram à várias tentações de ficarem bem mais ricos do que já eram enquanto dirigiram sua empresa. Mas não conseguiram resistir a oferta de dinheiro que a multinacional Unilever fez pelo seu sorvete em 1999. →

Por Manoel Francisco Brito
28 de abril de 2005

Alpes nas Arábias

Parece, mas não é mentira. Em setembro, no Emirado de Dubai, em plena Península Arábica, onde temperaturas escaldantes são a norma, será inaugurada uma estação de esqui de inverno. Isso mesmo. Com neve verdadeira e tudo. Ficará bem no meio do deserto, abrigada num prédio fechado com 22 mil e 500 quilômetros quadrados de área construída, onde poderosos ar condicionados garantirão a manutenção de temperaturas alpinas. A pista principal terá 400 metros de extensão e os snowboarders poderão deslizar num tubo especialmente construído para eles com 90 metros de comprimento. Obra típica de quem tem muito dinheiro e não faz a menor idéia de como gastá-lo. A reportagem é do Mail & Guardian da África do Sul. →

Por Manoel Francisco Brito
28 de abril de 2005

Tadinhos

Os pediatras americanos estão diagnosticando um novo tipo de distúrbio entre as crianças que chegam aos seus consultórios. Trata-se da Síndrome de Deficiência da Natureza. Não está ainda diagnosticada como doença, mas mais como um divórcio entre as crianças de hoje em dia e o mato, causada pela gama de ofertas de divertimento que hoje pode ser encontrada dentro de casa. Como os vídeo games. Uma consequência imediata disso é que cada vez mais há menos crianças aparecendo em hospitais para consertar braços e queixos quebrados ou arranhões, todos ferimentos de uma época em que as crianças ficavam mais tempo fora do que dentro do lar. No longo prazo, quem já estudou o fenômeno teme que ele leve meninos e meninas, quando forem adultos, a não se importar com a saúde do meio ambiente. A reportagem está no The New York Times (gratuito, pede cadastro). →

Por Manoel Francisco Brito
28 de abril de 2005

Uma ponte para os morcegos

Depois de passar um ano tentando convencer o proprietário de uma ponte onde cerca de 1000 indivíduos de espécie rara de morcego fizeram sua casa a não destruí-la, as autoridades de Orange County, na Califórnia, resolveram o problema comprando a estrutura. Saiu por 95 mil dólares para os contribuintes do local, conhecido como um dos municípios mais conservadores dos Estados Unidos. A notícia está nos Los Angeles Times. →

Por Manoel Francisco Brito
28 de abril de 2005

Afinou

A situação da camada de ozônio, que tinha parado de ser uma preocupação, voltou a assustar os cientistas. Sobre o Ártico, ela está mais fina do que nunca, o que aumenta novamente os riscos de câncer de pele na Europa. Os cientistas já alertaram que neste verão, os europeus devem usar muito protetor solar, disse o Guardian (gratuito). Ao que tudo indica, o causador do problema não seria mais a poluição atmosférica, mas o aquecimento global. →

Por Redação ((o))eco
27 de abril de 2005