Clima seco

Hoje completa um mês que não chove na Grande São Paulo. As conseqüências do período de estiagem já estão sendo sentidas pelos paulistanos, seja pelo aumento nos índices de poluição ou pelos inúmeros casos de doenças respiratórias. Na semana passada, por exemplo, o Hospital Municipal da Criança, de Guarulhos, informou que em junho já havia sido registrado aumento de 63% no número de atendimentos em salas de inalação, em relação aos meses anteriores. A umidade do ar registrada nesta semana ficou entre 25 e 30%. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMC), umidade entre 20% e 30% indica estado de atenção.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Silvestres

Com o Cetas inaugurado hoje, em Brasília, o País passa contar com 67 pontos para receber e tratar animais silvestres vítimas de tráfico e outros maus tratos. Desse total, 27 centros são do Ibama e o restante funciona em parceria com zoológicos, prefeituras, estados, universidades e ONGs. O governo quer ampliar para 117 os Cetas no Brasil. Desde 2005, cerca de 45 mil animais foram apreendidos por ano no País. São principalmente aves, seguidas por répteis e mamíferos. Quando se recuperam, voltam à natureza. Se não, terminam a vida em jaulas de zoos ou criadores autorizados.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Mudança climática?

De acordo com meteorologistas, a época da estiagem típica de inverno começou mais cedo este ano. A causa do fenômeno ainda não pode ser associada ao aquecimento da terra, mas o fato é que ela é mais um sinal da mudança do clima nos últimos anos.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Pior que o Saara

Na última quarta-feira, a umidade relativa do ar atingiu, às 16h, 13% no Aeroporto de Congonhas, de acordo com medição feita pela Aeronáutica. Nessa ocasião, o clima ficou mais seco do que o do deserto do Saara, que tem umidade média de 15%. Se a chuva não der o ar da graça até o final da semana, São Paulo poderá ter o inverno mais poluído dos últimos dez anos, segundo estimativa da Cetesb.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Banco de dados

O Instituto Maramar, ONG ambientalista sediada em Santos, no litoral paulista, está pedindo uma mãozinha de pesquisadores e organizações correlatas para criar um banco de dados da macroregião da Baixada Santista. As informações irão subsidiar o projeto de criação de uma Unidade de Conservação no Canal de Bertioga e Manguezais, dos municípios de Guarujá, Santos e Bertioga, que hoje sofrem com poluição e pressão da expansão portuária. Segundo Fabrício Gandini, presidente do Maramar, a proposta já recebeu posição favorável do Ministério do Meio Ambiente. Os dados – sobre fauna, flora, infra-estrutura, questão fundiária, entre outros – podem ser enviados para o e-mail [email protected].

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Minc atômico

Depois de lançar seu pacote de aceleração do licenciamento ambiental, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (22) que a licença prévia para retomada da construção da Usina Nuclear de Angra 3 será concedida amanhã (23) pelo Ibama. Ele garantiu que a licença trará a solução definitiva para o lixo nuclear.

Por Gustavo Faleiros
22 de julho de 2008

Baixa performance

Relatório publicado hoje sobre auditoria feita no Banco Mundial diz que a instituição e suas duas afiliadas – o IFC e MIGA – ainda terão muito trabalho pela frente para garantir que seus financiamentos a governos e grupos privados não causarão impactos negativos no meio ambiente. As conclusões da auditoria, levada a cabo por técnicos do próprio banco, está disponível para download em cinco línguas diferentes. Tem inclusive versão em português.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

O pior são os governos

A auditoria analisou 400 bilhões de dólares de empréstimos realizados entre 1990 e 2007 e concluiu que apesar de melhoras, a importância dada às questões ambientais no processo decisório da instituição ainda é baixa e enfrenta uma série de obstáculos. O principal deles é externo: o desinteresse de empresários em relação ao meio ambiente e a incapacidade institucional de governo em fazer cumprir as cláusulas ambientas de empréstimos obtidos junto ao banco.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Leitura

Lula e Dilma Roussef, o casal PAC, não têm, portanto, desculpa para deixar de ao menos passar os olhos no texto da auditoria. Lá, poderão ver que o desenvolvimentismo desenfreado é rota certa para o desastre ambiental.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

Nem o beabá

Aparentemente, segundo o relatório, o Banco Mundial nem tem bem uma idéia do que são investimentos ambientais. Dos 6 mil 792 projetos auditados, 2 mil 401, com uma valor total de 59 bilhões de dólares, foram oficialmente classificados como investimentos diretos em meio ambiente e gestão de recursos naturais. Um exame mais detido, no entanto, revelou que apenas uma minoria, com recursos equivalentes a 18.2 bilhões de dólares, poderiam ser incluídos nessa rubrica.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

O banco não é tão melhor

Mas o meio ambiente também sofre por conta de problemas internos ao Banco Mundial. Segundo o relatório da auditoria, além da falta de interesse, não há monitoramento e muito menos cobrança quanto à sustentabilidade de longo prazo dos projetos aprovados. A organização interna do banco, baseada em países e não áreas geográficas também é outro fator de dificuldades, pois boa parte dos projetos que são financiados têm impacto além de fronteiras nacionais.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008

De$matamento

A auditoria deteve-se em projetos do Banco e suas afiliadas em países considerados pobres, localizados na África e Sudeste da Ásia, e emergentes, entre eles India, Rússia, China e Brasil. No período analisado, nós fomos o terceiro país com mais empréstimos aprovados pelo banco, 356, que somados trouxeram para cá investimentos de mais de 38 bilhões de dólares. Um bom pedaço dessa grana financiou o desmatamento recente da Amazônia.

Por Redação ((o))eco
22 de julho de 2008