Símbolo em perigo

A lista de aves ameaçadas em solo brasileiro não traz grande mudanças em relação ao ano passado. A Ararajuba (imagem acima), ave que carrega as nossas cores na sua plumagem, continua ameaçada. Vinte e cinco espécies, que ocorrem de Norte a Sul do país, foram classificadas como criticamente ameaçadas. Elas ocorrem de Norte a Sul. Entre elas estão do tietê-de-coroa (imagem abaixo), nativo de área ao Norte do Rio de Janeiro, e o picapau-do-Parnaíba, que ocorre entre Maranhão, Piauí e o Tocantins e que ficou 80 anos sem ter um exemplar sequer avistado.

Por Redação ((o))eco
19 de maio de 2008

Esperança

Muito embora nenhum exemplar da espécie tenha sido visto na natureza desde 2000, a nova lista na IUCN não define a ararinha-azul (imagem) como extinta, mas críticamente ameaçada. A entidade diz que ainda há necessidade de mais levantamentos antes de reconhecer que a espécie foi varrida do mapa.

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19 de maio de 2008

Pesquisa

A lista da IUCN de aves ameaçadas pode ser vista no site da Bird Life. Lá há uma área de pesquisa onde se pode organizar os dados da lista por continentes, países e grau de vulnerabilidade de cada ave.

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19 de maio de 2008

Jirau concedida

O consórcio das empresas Suez e Camargo Corrêa e das estatais Eletrosul e Chesf venceu hoje o leilão para colocar em operação a Usina Hidrelétrica de Jirau, segunda barragem no Rio Madeira, em Rondônia. A usina de Santo Antônio foi leiloada em dezembro passado. A tarifa para comercialização de eletricidade vencedora foi de R$ 71,40 por megawatt-hora, menos 21,6% em relação ao teto de R$ 91. O leilão de Jirau durou sete minutos. A previsão é de que a usina comece a gerar parte dos 3,3 mil megawatts de capacidade a partir de 2013. O custo do empreendimento ligado ao PAC foi estimado em R$ 8,7 bilhões pela Empresa de Pesquisa Energética.

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19 de maio de 2008

COP 9

Foi aberta nesta segunda-feira a 9ª Conferencia das Partes (COP9) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), em Bonn, na Alemanha. A reunião, que acontece a cada dois anos, vai durar até o dia 30 de maio e discutirá medidas para reduzir a perda de biodiversidade no planeta até 2010, quando as metas estabelecidas ao longo dos últimos encontros serão colocadas em xeque. Apesar do êxito ainda duvidoso, esta convenção é o principal instrumento internacional para conservação da biodiversidade e uso sustentável dos recursos naturais.

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19 de maio de 2008

Empate duplo

Brasil e Japão, reunidos para a 4ª Reunião das Partes do Procotocolo de Cartagena em Bonn (Alemanha), com dezenas de outros países, bloquearam as negociações para a definição de regras globais voltadas à biossegurança. A informação é de entidades civis brasileiras. Isso complicaria tratativas para se chegar a um acordo que faça poluidores pagarem por danos causados pelos transgênicos ao meio ambiente, à biodiversidade, à saúde humana e aos agricultores. Há 216 registros de contaminação transgênica em 57 países. No Brasil, o número deve crescer, após a aprovação de milho transgênico, no início do ano. O relatório Registro de Contaminação Transgência 2007 pode ser acessado aqui.

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19 de maio de 2008

Temas da hora

Com base nas decisões tomadas na COP8, em Curitiba, em 2006, representantes de 189 países e União Européia negociarão temas como agricultura e biodiversidade, estratégia para conservação de plantas, espécies invasoras, biodiversidade florestal, medidas de incentivo, abordagem ecossistêmica, progresso do plano para atingir as metas de 2010 e as metas de desenvolvimento do milênio, além de recursos e mecanismos financeiros. Outro tema que deve agitar as mesas de discussões é a pressão dos biocombustíveis sobre a biodiversidade.

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19 de maio de 2008

Para sair do papel

O Brasil deve apresentar em Bonn números sobre a criação de áreas protegidas nos últimos anos. Estima-se que cerca de 40% de tudo que criou no mundo ocorreu no país. Também é esperado o lançamento da segunda fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

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19 de maio de 2008

Pendências

Para esperar efetividade nas decisões tomadas, a convenção precisa avançar em alguns pontos, entre eles a fundamental inclusão dos Estados Unidos, campeões no consumo de recursos naturais, hoje fora das discussões. É preciso também estabelecer um órgão de implementação dos mecanismos de financiamento para transferência de tecnologia entre países, além de aumentar os recursos do GEF (fundo para implementação da CDB), definir responsabilidades e compensações decorrentes do uso de transgênicos, elaborar um regime internacional sobre acesso aos recursos genéticos, e definição de um instrumento jurídico para proteção de conhecimentos tradicionais.

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19 de maio de 2008

Exército na Amazônia

O futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos, Minc, já começou a mostrar sua linha de atuação frente ao ministério. Ao admitir que a Amazônia será o maior desafio de seu governo, ele anunciou que pretende repetir as ações de segurança implantadas no Rio de Janeiro durante sua gestão como secretário do Meio Ambiente do Estado. A idéia é propor ao presidente Lula a participação das Forças Armadas na defesa dos parques nacionais e reservas indígenas e extrativistas da floresta amazônica. Com o anúncio da proposta, o que Minc queria mesmo era apaziguar os ânimos da comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação ao bioma após a saída da ministra Marina Silva do ministério, sugere o jornal Folha de S.Paulo.

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19 de maio de 2008

Protecionismo amazônico

Deu o que falar a matéria do New York Times do último domingo sobre a floresta amazônica. Com o título “De quem é a Amazônia, afinal?”, a reportagem ganhou destaque porque afirma que o governo Lula tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros. Segundo o jornal, tais especulações não pegaram muito bem por aqui, pois reascendem velhas atitudes de protecionismo territorial. Em tempos em que a Amazônia está em foco, as restrições refletem um debate maior que confronta os direitos de soberania do país com o fato de a floresta ser um “patrimônio da humanidade”, diz o NYT.

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19 de maio de 2008

Áreas atropeladas

Centenas de áreas naturais protegidas estão no caminho de projetos prioritários para o setor de transportes. Qualquer semelhança com o Brasil, é mera coincidência. Estamos falando de Europa. Segundo um relatório feito por organizações ambientais do Velho Continente, os planos da União Européia de alargar as passagens para circulação de mercadorias se choca com inúmeras zonas de conservação. Somente na França e Espanha, são mais de 150 áreas de proteção que podem ser afetadas por novas estradas, e em Portugal, a construção de um aeroporto pode trazer sérios estragos ao meio ambiente de Lisboa. Agora é esperar para ver quem vai vencer a quebra-de-braço. A notícia é do diário português Público.

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19 de maio de 2008