Desmonte

Na contramão do desenvolvimento a qualquer custo, o Sindicato dos Empregados em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Fundações Estaduais do RS e a Apedema, entidade que congrega instituições ambientalistas do estado, promovem nesta terça (20) o Seminário Políticas Públicas de Meio Ambiente – O desmonte dos órgãos ambientais do Rio Grande do Sul. O encontro promete chumbo grosso contra a má condução da política ambiental pelo governo gaúcho, alvo de ação do Ministério Público Federal.

Por Redação ((o))eco
19 de maio de 2008

Bloqueio indígena

Desde a manhã de domingo, índios Enawenê-Nawê bloqueiam a estrada que liga Cuiabá à Juína (MT), na altura da ponte sobre o rio Juruena. Em um manifesto atribuído a diversas etnias, eles reivindicam a paralisação efetiva das obras das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) do complexo Juruena, denunciando que, apesar da determinação judicial, os empreendedores não suspenderam as construções. Os índios cobram também compensação pelos impactos da PCH Juína, erguida nos limites com a terra habitada pelos cinta-larga, e da usina hidrelétrica Dardanelos, em Aripuanã.

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19 de maio de 2008

ICMS ecológico

De acordo com o manifesto, além de melhorias no atendimento de saúde nas aldeias, os índios exigem que pelo menos 40% do ICMS Ecológico arrecadado pela prefeitura de Juína – segundo maior arrecadador do estado graças à existência de diversas terras indígenas – sejam aplicados em seu benefício. Para haver negociação, o documento pede a presença de diversos prefeitos, representantes da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Funai, Ibama, Secretaria de Meio Ambiente, governo do estado e empresas responsáveis pelas usinas.

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19 de maio de 2008

Isolado

Caso não tenham as reivindicações atendidas em uma semana, os índios ameaçam incendiar as torres de transmissão de energia que ligam Juína e outras cinco cidades do noroeste de Mato Grosso ao resto do país. Com exceção de carros oficiais e ambulâncias, nenhum outro veículo conseguiu ultrapassar o bloqueio. A principal empresa de ônibus que atende a região avisou que a circulação de seus veículos está suspensa por tempo indeterminado.

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19 de maio de 2008

Ovos de tracajá

Enquanto o futuro da Amazônia é discutido aos quatro ventos, a relação desarmônica entre biodiversidade e homem continua soprada aos quatro...

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16 de maio de 2008

Mais barato

O governo da Austrália anunciou esta semana que pretende sacrificar 400 cangurus, causando alvoroço entre ambientalistas. O motivo alegado é que o pula-pula dos animais estaria destruindo o habitat de outras espécies ameaçadas, entre lagartos e insetos. A princípio, o plano era levar os mamíferos para uma região afastada, mas a idéia caiu quando a conta do traslado chegou na mesa das autoridades. De acordo com o El Mundo, o ministério australiano da Defesa afirmou que seria muito mais barato exterminá-los. Apesar de ter prometido usar métodos “humanos” para a matança, o argumento não convenceu grupos ambientalistas, que resolveram levantar faixas em protesto.

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16 de maio de 2008

Futuro da água

Com previsões de que a demanda por água potável aumente em 15% até 2030, Los Angeles está mexendo os pauzinhos para não passar aperto. O governo local está em vias de lançar um polêmico plano para reaproveitamento de recursos hídricos. Seguindo o modelo da vizinha Orange County, onde o projeto de reciclagem de água vai muito bem, obrigado – como mostra o Wall Street Journal – Los Angeles está disposta a gastar um bilhão de dólares no projeto. Além da implementação de novas tecnologias que permitam o aproveitamento das gotas que vêm do céu, a proposta vai marcar no calendário os dias permitidos para lavagem de carros e calçadas. Mais detalhes no Los Angeles Times.

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16 de maio de 2008

Ladeira abaixo

Desde que os dinossauros se foram, as espécies animais de hoje passam por um declínio sem precedentes em suas populações. Segundo o “Índice do Planeta Vivo”, lançado por uma parceria entre a Sociedade Zoológica de Londres e as organizações WWF e Global Footprint Network, a redução de animais ocorre numa velocidade dez mil vezes mais rápida que a natural. E o estrago está por toda a parte. Entre as espécies terrestres, o declínio foi de 25%. Nas marinhas, o decréscimo atingiu 28%, e as marinhas sofreram queda de 29%. As aves marinhas são umas das mais prejudicadas: suas populações diminuiram 30% da década de 90 para cá. Segundo o diário The Independent, que criou gráficos com os resultados do levantamento, os dados serão discutidos durante a 9ª Convenção de Biodiversidade das Nações Unidas.

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16 de maio de 2008

Premonição animal

Pode até ser coincidência, mas a inesperada fuga de centenas de milhares de sapos de uma cidade próxima ao epicentro do terremoto no sudoeste da China, alguns dias antes do tremor, chamou a atenção do mundo. A migração anormal dos animais, que invadiram as ruas de Mianyang, foi interpretada pelos mais velhos como um sinal de desastre iminente, diz a Agência France Press. Por enquanto, os pesquisadores não confirmam que os fatos tenham relação, já que uma anomalia em animais pode ser provocada também por mudanças no clima e nas condições atmosféricas, mas também não descartam completamente a hipótese. A partir de agora, o Centro de Redes Sismológicas da China prometeu dar mais atenção ao comportamento dos sapos em relação aos terremotos para entender se há realmente alguma ligação.

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16 de maio de 2008

Tragédia ecológica

O ciclone Nargis, que destruiu parte de Mianmar há duas semanas, também terá um impacto devastador sobre a fauna e flora do sul do país, considerado o de maior biodiversidade do Sudeste Asiático, alertam grupos conservacionistas. Para se ter uma idéia do tamanho do problema, basta dar uma olhada no que o Nargis fez na região do delta do rio Irrawaddy, a mais atingida pelo ciclone e também morada de dezenas de espécies em perigo de extinção, como o golfinho de água doce. Também são esperados grandes impactos nas florestas do entorno do epicentro do desastre, já que, em breve, aumentará a demanda de matérias-primas para os trabalhos de reconstrução. Os impactos são tão grandes que alguns pesquisadores já comparam a tragédia ecológica ocorrida em Mianmar com a verificada depois do tsunami em 2004, que dizimou comunidades de tigres e elefantes. A notícia é da agência EFE e foi reproduzida pela Folha Online.

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16 de maio de 2008