Campanha

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a ONG Vitae Civilis lançam, nesta semana, a campanha "Mude o consumo para não mudar o clima", que pretende informar ao consumidor o quanto ele contribui para as emissões de CO2 e sugerir alternativas de mudanças de hábitos cotidianos. Para isso, Idec e ONG prepararam ações durante toda a semana, em vários pontos da cidade de São Paulo. Nessas atividades, um programa de computador fará os cálculos de emissões de cada pessoa. A mesma ferramenta também está disponível no site climaeconsumo.org.br.

Por Redação ((o))eco
11 de março de 2008

Irregularidades

Uma vistoria realizada no aterro municipal de Itapecerica da Serra, cidade do interior de São Paulo, na última sexta-feira, mostrou que a situação do local não anda nada boa. Localizado em área de proteção de mananciais, o aterro apresentou inúmeras irregularidades, como vazamento de chorume, falta de terra para cobrir o lixo e despejo de materiais de construção. Diariamente, cerca de 110 toneladas de lixo, proveniente das cidades de Itapecerica e São Lourenço da Serra, são depositadas lá. A prefeitura de Itapecerica da Serra tem 90 dias para realizar ações emergenciais no local.

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11 de março de 2008

Cartões

Pelo site da campanha, é possível baixar cartões já endereçados aos presidentes das principais redes de supermercados do Brasil, como este para diretor-superintendente da rede Carrefour, que diz: "Prezado Sr. Jean Marc Pueyo, como consumidor desse supermercado, solicito que o senhor exija dos seus fornecedores um sistema de rastreamento da carne bovina comercializada que me garanta não estar contribuindo para o desmatamento da Amazônia Legal ao comprar esse produto no seu estabelecimento. Essa informação precisa estar visível para os consumidores".

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11 de março de 2008

Contra desmatamento

Além de disponibilizar a calculadora de emissões de CO2, as entidades também irão distribuir cartões-postais contra o desmatamento. A idéia é que os consumidores enviem os cartões ao supermercado que freqüentam exigindo que a carne vendida naquele estabelecimento não venha de fazendas que contribuam com a diminuição das florestas.

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11 de março de 2008

Sobreviventes de guerra

Imagens captadas por câmeras instaladas em florestas da Libéria, no oeste da África, trouxeram uma boa notícia: o hipopótamo pigmeu, espécie rara que se acreditava ter sido dizimada pelo desmatamento, caça ilegal e pela guerra, ainda vive na área. O hipopótamo pigmeu é como uma miniatura do hipopótamo comum, com 75 cm de altura e 180 quilos. Segundo notícia da BBC Brasil, a presença do animal foi comemorada, mas a preocupação ainda é grande, já que menos de três mil exemplares permanecem em seu habitat natural, em florestas da Libéria, Serra Leoa e Guinéa. Como apenas 10% destas florestas estão preservados, os animais vivem sob constante ameaça. Apesar de terem sobrevivido a duas longas e brutais guerras civis, os animais ainda têm de enfrentar a caça predatória e perda de habitat.

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10 de março de 2008

Lições de Bogotá

Não, não estamos falando de Álvaro Uribe e sua guerra contra a guerrilha. Estamos falando de Bogotá como exemplo de que os problemas de mobilidade de uma capital latino-americana podem ser resolvidos usando-se um pouquinho de bom senso e de coragem para romper com certos paradigmas. O site americano Street Films traz bastante material sobre a cidade, suas ciclovias, e sobre o TransMilenio. Os vídeos são em inglês (via Treehugger).

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10 de março de 2008

Refugiados da fome

Pela primeira vez, chefes de Estado da União Européia vão tratar a questão ambiental como um problema de segurança de suas fronteiras. Isso porque um documento que será apresentado esta semana em reunião com os líderes europeus alerta para a multiplicação de imigrantes motivados pela seca, mudanças climáticas e fome. Segundo o documento, é esperado que a Europa sofra "pressão migratória em suas fronteiras e a instabilidade política e os conflitos poderão aumentar no futuro". Atualmente, cerca de 500 mil imigrantes ilegais entram na Europa por ano, número que deve aumentar, já que até 15% das terra aráveis no mundo poderão ser perdidas, com 5 milhões de afetados, de acordo com o levantamento. Nas Nações Unidas a luta é para que seja criado o status de "refugiado da fome" para aqueles que tentam escapar das conseqüências da mudança climática em seus países. Como solução para o problema, UE deve rever a meta de 20% de redução das emissões de CO2 até 2020. A notícia é do jornal Estado de S. Paulo.

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10 de março de 2008

Ibama em números

O Ibama finalmente divulgou números sobre o que quase todo mundo já sabia: faltam servidores para a fiscalização das matas brasileiras. Segundo notícia do jornal Folha de S. Paulo, hoje há apenas um fiscal para cada 4.502 km², o que significa que cada um desses funcionários tem a obrigação de cuidar, em média, de uma área equivalente a três cidades de São Paulo. Alguns estados da região Amazônica estão entre os mais críticos nesta proporção. De acordo com um levantamento feito a pedido do Ministério do Meio Ambiente, atualmente 2.030 pessoas trabalham em todo o sistema de unidades de conservação do país. O ideal seria ter ao menos 9.075. Além do baixo número de fiscais, servidores ainda reclamam de falta de estrutura básica, baixos salários e desorganização administrativa. Apesar do levantamento e das reclamações, o órgão diz que o número "não ideal" de funcionários é compensado por ações "otimizadas" e focadas em áreas de proteção prioritária. O Ibama também destaca a parceria com outros órgãos, como a Polícia Ambiental, e garante que, desde 2004, foram gastos cerca de 29 milhões de reais em melhorias.

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10 de março de 2008

Tudo parado

O processo de reconhecimento de comunidades de remanescentes de quilombos sofreu uma reviravolta. O jornal Folha de S. Paulo noticiou, nesta segunda-feira, a decisão do governo federal de suspender as demarcações por tempo indeterminado. Causando polêmica entre as entidades quilombolas desde que fez mudanças na legislação, no ano passado, o governo agora anunciou mais uma regra para o jogo: só poderão requerer o reconhecimento de comunidades aquelas pessoas que já vivem nesses territórios. Aos que pedirem áreas hoje ocupadas por fazendeiros ou por outros trabalhadores rurais, nada feito.

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10 de março de 2008

Só no gogó

Numa escala de um a dez, os brasileiros levaram nota 5,5 na preservação do meio ambiente. O julgamento é dos próprios filhos desta terra. Numa pesquisa feita sobre os valores do brasileiro, os cidadãos do país verde-amarelo admitiram que muito ainda precisa ser feito por aqui no campo ambiental. Mas, curiosamente, quando o papo diz respeito à auto-crítica, o cenário muda: para os participantes do levantamento, a nota atribuída a si mesmos resultou numa generosa média de 8,5. Ou seja, se existem mazelas no meio ambiente do país, a culpa é dos outros. Segundo especialistas consultados pelo jornal O Globo, a incongruência nos números é devido à percepção que o brasileiro tem de meio ambiente. Para muitos, a palavra da moda remete simplesmente a bichinhos e plantinhas, não levando em consideração aspectos como energia, lixo, água, consumo...

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10 de março de 2008

Resgate

No sábado, a mesma equipe de fiscalização encontrou, ao todo, 102 pássaros silvestres mantidos em cativeiro nas casas da região serrana do estado fluminense. Dois homens foram levados à delegacia para prestar depoimento. Os animais, depois de examinados por um veterinário, chegaram até o Centro de Triagem do Ibama, em Seropédica.

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10 de março de 2008