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Refugiados da fome

Pela primeira vez, chefes de Estado da União Européia vão tratar a questão ambiental como um problema de segurança de suas fronteiras. Isso porque um documento que será apresentado esta semana em reunião com os líderes europeus alerta para a multiplicação de imigrantes motivados pela seca, mudanças climáticas e fome. Segundo o documento, é esperado que a Europa sofra "pressão migratória em suas fronteiras e a instabilidade política e os conflitos poderão aumentar no futuro". Atualmente, cerca de 500 mil imigrantes ilegais entram na Europa por ano, número que deve aumentar, já que até 15% das terra aráveis no mundo poderão ser perdidas, com 5 milhões de afetados, de acordo com o levantamento. Nas Nações Unidas a luta é para que seja criado o status de "refugiado da fome" para aqueles que tentam escapar das conseqüências da mudança climática em seus países. Como solução para o problema, UE deve rever a meta de 20% de redução das emissões de CO2 até 2020. A notícia é do jornal Estado de S. Paulo.

Redação ((o))eco ·
10 de março de 2008 · 18 anos atrás

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