Ianques com a palavra

Expectativa mesmo é com o posicionamento estadunidense. Delegações de centenas de países aguardam que os ianques adotem medidas e metas mais concretas em benefício do clima global. Mas tudo depende do moribundo sistema de tomadas de decisões por consensos das Nações Unidas.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Não se iluda

Se você acha que alguma decisão importante será tomada na COP13 para salvar a nossa pele do aquecimento global e o Protocolo de Quioto após 2012, pode tirar o cavalo da chuva. Quem avisa são cientistas, membros de ongs e até do governo federal. Segundo eles, no encontro de Bali deve ser definida apenas uma agenda para futuras negociações. Decisão mesmo, talvez em 2009... 2010.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Ladainha

Já o Brasil manda avisar que não arreda pé de permanecer na sombra. Deve chegar em Bali e tirar do bolso a batida posição de que países que reduzirem e comprovarem o desmatamento sejam compensados financeiramente. São os “incentivos positivos para a redução do desmate”. Apoiará também a manutenção do MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto, mesmo que esteja comendo poeira da China e da Índia, e também a transferência gratuita de tecnologia de países industrializados para aqueles em desenvolvimento.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Comodismo

"Vemos um comodismo nacional. Há pulverização de ações, não sabemos onde queremos chegar. Há uma falta clara de liderança no Brasil na área climática", avalia Humberto da Rocha, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Eu não

Quanto às metas internas e externas de combate ao desmatamento e redução de emissões, também não espere nada do lado brasileiro. A palavra parece provocar alergia no governo. Mauro Meirelles de Oliveira, da coordenação-geral de Mudanças Climáticas do MCT avisa que o país ainda reza o mantra das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” e na responsabilidade histórica de cada país pela bagunça climática do Planeta. “Assumir metas pode ser uma irresponsabilidade. Não se sabe exatamente os efeitos sobre o país”, diz. Entendeu?

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Amazônia quente

Apesar da atuação de alguns céticos, muitos cientistas brasileiros e estrangeiros não têm mais dúvida: seguir desmatando a Amazônia trará impactos no clima local, regional e global. Temperaturas maiores, evaporação menor e chuvas irregulares são alguns dos efeitos colaterais da destruição da floresta tropical. As previsões vêm em grande parte das medições feitas pelas torres do Experimento de Grande Escala da Biosfera. A iniciativa internacional de pesquisa é liderada pelo Brasil.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Tchau Amazônia

Essa pindaíba climático-ambiental poderia acabar com pelo menos 18% da floresta Amazônica, sem contar os 17% que o Brasil já permitiu que fosse desmatado. Nesse ponto, a professora Mercedes Bustamante, do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB), coloca os pingos nos is sobre a "savanização" da Amazônia. Ela avisa que haverá uma degradação da floresta e não um avanço do Cerrado. "Teremos uma floresta degradada e menos rica. Muitas espécies não terão tempo de se adaptar", avisa.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Tchau chuvas

Estudos recentes do Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais revelam que trocar árvores por soja ou pasto poderá reduzir as chuvas em até 26% e elevar a temperatura em 4,5 C na Amazônia nas próximas décadas. Os efeitos serão mais severos onde o desmatamento passar dos 40%. A situação piora com a queimadas, que crescem com as secas e a proximidade das estradas.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

Cerrado em chamas

Bustamante alerta que as emissões de gases que provocam o aquecimento global pela degradação do Cerrado, a savana brasileira, não têm sido corretamente avaliadas. Mais da metade do bioma já foi engolido pela agropecuária. Na região, há 50 milhões de hectares com pastagens plantadas e quase 15 milhões de hectares com soja, milho, algodão e outras culturas. E não se pode esquecer da crescente boiada nacional. Ela seria responsável por emissões anuais de Metano (CH4) equivalentes a de 36 milhões de carros de passeio.

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22 de novembro de 2007

Louva-deus

Esta deveria ter sido a fotografia de uma pétala de íris, respingada de orvalho na manhã escura. O louva-deus estava no talo, de cabeça para baixo....

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22 de novembro de 2007

Recursos e pessoal

O Instituto Chico Mendes prometeu abrir concurso público em 2008 para aumentar seu quadro de funcionários. E os servidores temporários terão contratos renovados. De acordo com João Paulo Capobianco, presidente do instituto, 1.530 dos cerca de seis mil servidores do Ibama serão transferidos para o Chico Mendes até o fim deste ano. E 130 milhões de reais estão reservados no orçamento da União para estruturação das unidades de conservação e projetos.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007

A realidade é outra

Reservar recursos no orçamento da União não quer dizer conseguir aplicá-los. Quem trabalha hoje com unidades de conservação no Brasil sabe que, recorrentemente, parte de um recurso chega e precisa ser gasto no dia seguinte, principalmente agora conforme o fim do ano se aproxima. Como nem sempre é possível fazer milagres, os recursos são devolvidos aos cofres públicos.

Por Redação ((o))eco
22 de novembro de 2007