
Esta deveria ter sido a fotografia de uma pétala de íris, respingada de orvalho na manhã escura. O louva-deus estava no talo, de cabeça para baixo. Verde e imóvel, passaria desapercebido, se não resolvesse subir para ver que movimento era aquele em cima da flor. Trata-se de um dos bichos mais fotogênicos que existem. Quando era menino na Grécia, o naturalista inglês Gerald Durrell passava horas debruçado sobre as plantas do jardim, em sua casa de Corfu, vendo-os caçar outros insetos com uma ferocidade dissimulada pelas garras postas em forma de mãos em prece. E o entomólogo francês Jean Henri Fabre descreveu seu olhar, no século XIX, como “alucinado”. Marcos Sá Corrêa fotografou-o com câmera digital Canon 20D em ISO 100, lente Canon Macro de 100 mm, dois flashes e tripé.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Da COP28 às últimas negociações em Bonn: o lugar da cultura no regime climático da ONU
A transversalidade do termo, que abre espaço para pautas como diversidade e direitos humanos, segue impedindo avanços e tratando a cultura como secundária ou alternativa →
Reserva do IBGE no Distrito Federal é transformada em Estação Ecológica
Com a mudança, a reserva ecológica de 1,3 mil hectares no Cerrado que abriga mais de 4 mil espécies passará a ser gerida de forma integrada entre IBGE e ICMBio →
A quem serve um projeto que impede o Estado de agir contra crimes ambientais?
Embargos, apreensões, interdições e demais medidas cautelares não existem para punir. Existem para interromper o dano enquanto ele acontece →

