
Esta deveria ter sido a fotografia de uma pétala de íris, respingada de orvalho na manhã escura. O louva-deus estava no talo, de cabeça para baixo. Verde e imóvel, passaria desapercebido, se não resolvesse subir para ver que movimento era aquele em cima da flor. Trata-se de um dos bichos mais fotogênicos que existem. Quando era menino na Grécia, o naturalista inglês Gerald Durrell passava horas debruçado sobre as plantas do jardim, em sua casa de Corfu, vendo-os caçar outros insetos com uma ferocidade dissimulada pelas garras postas em forma de mãos em prece. E o entomólogo francês Jean Henri Fabre descreveu seu olhar, no século XIX, como “alucinado”. Marcos Sá Corrêa fotografou-o com câmera digital Canon 20D em ISO 100, lente Canon Macro de 100 mm, dois flashes e tripé.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Entre o fim de um mundo e a urgência de outro: a batalha pela nossa imaginação
Somos tão bombardeados por distrações que é mais fácil vislumbrar o fim do Planeta do que do uso dos combustíveis fósseis →
Assassinatos dobram e Amazônia concentra violência no campo, aponta relatório da CPT
Violências por terra representam a maioria dos registros de ocorrências no último ano; País teve 1.593 conflitos por terra, água e trabalho no ano passado →
Merenda escolar amazônica garante renda em município mais desmatado do Brasil
Experiência em Altamira (PA) mostra como a alimentação escolar pode integrar segurança alimentar, adaptação climática e desenvolvimento regional na Amazônia →
