Assim que se faz

Uma das melhores maneiras de provar quando algo está errado é mostrar o jeito certo. Pois é isso o que um grupo de ambientalistas do Greenpeace está fazendo com o Japão. Através do auxílio de imagens de satélites, os cientistas estão monitorando 19 baleias jubarte durante a viagem que elas realizam do Pacífico Sul de volta para a Antártica. Desta forma, eles pretendem entender seus movimentos, a estrutura da população e o comportamento no ambiente natural. É uma boa maneira de mostrar aos japoneses que não é preciso matar esses animais para estudá-los.

Por Redação ((o))eco
11 de outubro de 2007

Sem desculpas

Os paulistas acabam de receber novos aliados no combate à perda de biodiversidade. Três mapas baseados em dados do Programa Biota-Fapesp foram lançados nesta quarta-feira na Secretaria de Estado do Meio Ambiente, em São Paulo, e vão servir para ajudar na conservação dos ecossistemas. Ao todo, mais de dez mil espécies de animais e vegetais foram contempladas na pesquisa, assim como as características físicas das distintas regiões dentro dos limites da terra da garoa. A partir de agora, as desculpas para as poucas ações por falta informações vão ter que diminuir. A notícia é da Fapesp.

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11 de outubro de 2007

Conservadores

Besserman fez questão de lembrar, no entanto, que os relatórios do IPCC são extremamente conservadores, e devem ser assim. Ele explicou seu ponto de vista dizendo que qualquer conhecimento sem consenso científico não pode apresentar informações muito drásticas. Ou seja, na opinião do chefe do IPP, os pesquisadores não são alarmistas, como defendem algumas teses.

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10 de outubro de 2007

Foi dada a partida

“O século XXI começou no dia 2 de fevereiro de 2007”. A frase, dita na manhã desta quarta-feira pelo presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Sérgio Besserman, durante o seminário “Rio: Próximos 100 anos”, retrata bem o sentimento dos ambientalistas. Esta foi a data em que os principais formadores de opinião do planeta se voltaram para o quarto relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) da ONU e perceberam de uma vez por todas o grande desafio ambiental que a humanidade terá daqui para frente.

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10 de outubro de 2007

Imediatamente

Ana Luiza Coelho Netto, professora e doutora da UFRJ, defendeu o reflorestamento imediato nas áreas de entorno dos remanescentes florestais das encostas cariocas. Segundo ela, além de ajudar na interceptação das chuvas, estoque de água e seqüestro de carbono, as copas das árvores também ajudam na conservação das escarpas rochosas. Essa atitude, afirma, pode contribuir para que os deslizamentos sejam menores em um futuro de cenários ambientais preocupantes.

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10 de outubro de 2007

De cabeça para baixo

Um dos pontos mais tocados durante o primeiro dia do seminário realizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro e pelo Instituto Pereira Passos foi sobre a necessidade de promover ações locais pensando em soluções globais. Para tanto, será preciso fazer extensa mudança tecnológica, comportamental e de infra-estrutura, principalmente no setor de transporte.

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10 de outubro de 2007

Falta estudo

Os ecossistemas lagunares também mereceram especial nas previsões sobre o futuro do Rio de Janeiro. Alex Prast, pesquisador do instituto de biologia da UFRJ, disse que há muito pouco estudo sobre o tema na cidade, seja em organizações públicas ou privadas. Mas nem por isso deixou de dizer que um eventual aumento no nível dos oceanos pode levar alta taxa de salinidade para as lagoas. Com isso, é provável que haja perda de biodiversidade, substituição das comunidades de fauna e flora e desaparecimento das plantas aquáticas que “filtram” o esgoto.

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10 de outubro de 2007

Papagaio

Marcos Sá Corrêa nem lembrava dessa fotografia, trazida de uma viagem à Araxá onde a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração mantém um...

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10 de outubro de 2007

Pela aprovação

O relator do projeto, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), amenizou um pouco as propostas dizendo que serão as secretarias estaduais quem decidirão se a recomposição de reserva legal ocorrerá em bacias hidrográficas diferentes daquela da área degradada. Mas votou pela aprovação conjunta de um dispositivo que ao mesmo tempo permita a redução da reserva legal na Amazônia e ainda libere 30% para o plantio de palmáceas. É bom lembrar que palmáceas na Amazônia são uma das promessas para a produção do biodiesel. O relatório completo de Khoury, apresentado ontem a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara, pode ser lido aqui.

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10 de outubro de 2007

Alarme geral

As organizações ambientalistas com atuação na Câmara dos Deputados estão em estado de alerta com o Projeto de Lei que será votado na próxima semana na Comissão de Meio Ambiente. Trata-se de uma proposição (PL 6424;2005) vinda do Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) que prevê a liberação de plantio de espécies exóticas na recomposição de reserva legal na Amazônia e sobre a qual foram apensados dois projeto de lei da Câmara. O primeiro, o PL 6.840/2006, do ex-deputado José Thomaz Nonô (PFL-AL), diz que os proprietários de terra podem compensar o desmatamento de reserva legal em outras bacias hidrográficas, algo que até agora é proibido pelo Código Florestal de 1965. O segundo projeto (PL n° 1.207/2007), de autoria do Deputado Wandenkolk Gonçalves (PSDB-PA), tenta mais uma vez diminuir a reserva legal, de 80% para 50% nas propriedades rurais na Amazônia Legal.

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10 de outubro de 2007

Mata Atlântica na pior

Outro ponto criticado pelo Greenpeace é a permissão para compensar reserva legal fora da bacia hidrográfica degradada. Segundo a ONG, o setor sucro-alcooleiro paulista propõe que a compensação da reserva legal da Mata Atlântica seja feita em outros biomas, o que permitiria que tudo o que está hoje desmatado virasse “um imenso canavial”. “Se isso ocorrer, regiões inteiras da região da Mata Atlântica poderão ser consideradas ‘áreas livres de árvores’, com seriíssimos prejuízos para a população, a biodiversidade, os rios e o clima”, diz o diretor de políticas públicas do Greenpeace, Sergio Leitão.

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10 de outubro de 2007

Mobilização geral

As ONGs estão abismadas como o tema está passando batido pela sociedade. A matéria já foi aprovada no Senado e se for aprovada na Comissão de Meio Ambiente poderá voltar para uma segunda e definitiva votação entre os senadores. A briga dos ambientalistas é para que os deputados levem o tema até o plenário da Câmara onde o debate seria maior. Nesta quarta-feira o Greenpeace soltou um comunicado argumentando que a aprovação do projeto de lei 6424 seria o começo do fim da Amazônia. O coordenador da campanha Amazônia, do Greenpeace, Paulo Adario, afirma que as mudanças em discussão no Código Florestal podem ser “negativas e arrombar de vez as portas das florestas brasileiras, transformando em terra arrasada tudo o que já foi conseguido em termos de proteção a esses ecossistemas”.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2007