Agenda

José Eli da Veiga lança nesta quarta-feira em São Paulo o livro A Emergência Socioambiental, pela Editora SENAC-SP, com palestra e debate com Marcelo Leite, responsável pelo blog Ciência em Dia e colunista do caderno Mais! da Folha de S.Paulo. O evento acontece a partir das 19h30 no auditório da Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. Veiga é economista e professor da Universidade de São Paulo. →

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29 de agosto de 2007

Podia ser melhor

Um projeto de lei a ser aprovado pela Assembléia Legislativa de São Paulo pode dar ao estado a sua primeira política climática. Mas a notícia não é tão boa quanto pode parecer. O texto da nova legislação cita incentivos para algumas medidas de contenção das emissões de gases estufa. Não indica, porém, quaisquer metas de redução ou caminhos para fazê-lo. Em entrevista ao Estadão, o deputado Adriano Diogo (PT), autor da proposta, disse que o estabelecimento de prazos e alvos ficou para um segundo momento, quando o empreendedor deverá apresentar uma curva de lançamento de CO2 de seu negócio. A partir daí, o poder público decide o que fazer. Não custa lembrar que, excetuando as emissões por desmatamento, os paulistas são os maiores responsáveis brasileiros pela concentração de carbono na atmosfera. →

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29 de agosto de 2007

Vida pós-Katrina

Dois anos depois de Nova Orleans ser devastado pelo furacão Katrina, a cidade ainda está sendo reconstruída. E, em muitos casos, ecologicamente. Reportagem do Los Angeles Times conta que uma ong norte-americana chegou à região disposta a implementar um serviço prático de edificações sustentáveis. O projeto de maior visibilidade até agora é um complexo com cinco casas, dezoito apartamentos e um centro comunitário recheados de apetrechos ambientalmente corretos. Dentre eles, destacam-se os painéis solares, tecidos recicláveis para os tapetes e cisternas para coletar a água da chuva. A intenção da organização é mostrar aos povos do sul do país que este tipo de programa pode ser efetivo também em outros lugares. →

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29 de agosto de 2007

Adiantamento

O fim do inverno é a época ideal para se avistar o buraco da Camada de Ozônio acima da Antártica. Este ano, no entanto, o fenômeno ocorreu mais cedo, como informou a Organização Meteorológica Mundial. Segundo nota da Folha de São Paulo, é provável que a cavidade aumente de tamanho até outubro, quando será possível descobrir se está maior em relação ao do ano passado, considerado o recorde até hoje. Mesmo que as emissões de gases nocivos à camada recebam drástica diminuição, ela só deve se recuperar por volta de 2065. →

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29 de agosto de 2007

Desenvolvidos

A sueca Volvo, segunda maior construtora de caminhões do mundo, desenvolveu uma linha de motores adaptada para andar com combustíveis de origem renovável. A tecnologia permite que a engrenagem se movimente usando desde diesel sintético até uma mistura de hidrogênio com biogás. O executivo chefe da empresa, Leif Johansson, disse que se trata de uma boa medida para frear as emissões de carbono, mas que as firmas de energia e os políticos precisam se esforçar para tornar os combustíveis ecologicamente eficientes mais disponíveis para os consumidores. →

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29 de agosto de 2007

À venda

Uma pequena ilha paradisíaca com 2,7 mil quilômetros está à venda por nove milhões de euros no arquipélago das Canárias, na Espanha. Ambientalistas estão de olho na porção de terra que fica numa área protegida, mas está sob domínio privado. O grupo pede, a cerca de um ano, que o Ministério de Meio Ambiente do país desaproprie o terreno para torná-lo público. A medida acabaria com alguns problemas, como a impossibilidade de pesquisas na região para descobrir a situação de espécies em extinção que moram por lá, como o abutre do Egito. A notícia é do El País. →

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29 de agosto de 2007

Verde até no prato

Grupos vegetarianos têm se empenhado de uns tempos para cá em ligar o consumo de carne ao aquecimento global. E eles têm argumentos... científicos. Um estudo publicado pela Onu em novembro passado mostrava que a criação de animais para o consumo humano emite mais gases do efeito estufa do que todas as formas de transporte juntas. Foi o que bastou para organizações como a PETA (“Pessoas pelo consumo ético de animais”) caíssem em cima de ongs ambientalistas e personalidades como o ex-vice-quase-presidente-guru-ambiental americano Al Gore, que concentram esforços em estimular mudanças no comportamento do público, sem falar em revoluções na dieta. Cada vez há mais propaganda alegando que desistir do bife é mais ecológico do que adotar a bicicleta. Reportagem do The New York Times, no entanto, mostra que o tiro pode sair pela culatra: ao mexer num assunto tão espinhoso, é fácil fácil atrair antipatia generalizada para a causa. “Nós vamos encorajar companhias a produzir caminhonetes mais eficientes e também os consumidores a comprá-las”, diz Carl Pope diretor executivo do Sierra Club, uma das ongs criticadas pelos veggies. “Mas não achamos proveitoso palestrar sobre as escolhas pessoais de consumo de cada um”. →

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29 de agosto de 2007

Anote

Nesta quarta e quinta-feira, em Brasília, a Comissão de Gestão de Florestas Públicas, se reúne para discutir os critérios que serão levados em conta em licitações para concessões de exploração de recursos florestais. O debate será baseado em proposta elaborada pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Parece coisa complexa e é mesmo. Mas também é muito importante porque, ao contrário do que acontece em todas as licitações do governo federal, no caso de concessões em florestas públicas, o preço mais baixo não será o único critério a ser computado na hora de se definir uma proposta vencedora. A discussão, marcada para começar às 14 horas, é aberta ao distinto público desde que ele se inscreva em página do SFB na Internet. →

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28 de agosto de 2007

Critérios

E antes que algum sábio saia dizendo que, num caso desses, o Estado pode estar abrindo inadvertidamente mão de receita, não custa lembrar que além de preço, em se tratando de floresta, quanto mais pública, é tão ou mais importante avaliar o impacto ambiental de sua exploração. A relativização do preço é uma das novidades que veio com a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas. Para definir os ganhadores de concessões, o SFB também terá que considerar critérios trabalhistas e sociais. →

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28 de agosto de 2007

Mãozinha

O processo de concentração de gás carbônico na atmosfera pode estar relacionado com a substituição dos campos e pastos nativos ao redor do mundo por uma vegetação arbustiva, cheia de galhos e sem uso. A informação é de um estudo feito por cientistas norte-americanos em uma pradaria de Colorado. Num cilindro de 4,5 metros de diâmetro foi injetado a quantidade de gases estufa estimado para 2100. Em seu interior, os arbustos cresceram ainda mais. A maior preocupação é com a perda da finalidade das terras, usadas, hoje, por diversas espécies de animais como habitat e fonte de alimentação. Mas as mudanças climáticas não andam sozinhas nesta história. Segundo os cientistas, o hábito humano de apagar incêndios naturais também auxilia no processo. A notícia é do Los Angeles Times. →

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28 de agosto de 2007

Mesmo lugar

Não houve avanços significativos no primeiro dia da Conferência em Viena que reúne representantes da ONU e de cento e sessenta países para discutir novas metas de mitigação das emissões de gases estufa. De acordo com notícia das agências Reuters e Efe veiculada pelo Estado de São Paulo, os norte-americanos não aceitam reduzir seus lançamentos de carbono em 50% até 2030, como pedem os europeus. Mas não são apenas eles que ainda batem o pé contra metas pesadas de contenção. O Brasil manteve a postura de não entrar em nenhum acordo porque isso seria ferir os preceitos do Protocolo de Quioto. Foi o que declarou nosso representante em terras austríacas, o secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança do Clima, José Miguez. →

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28 de agosto de 2007