Virou bolsa

O Brasil conseguiu liberar o comércio internacional do jacaré-açu, o maior predador da América do Sul, durante a 14ª Reunião da Conferência das Partes (COP14) da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Silvestres da Fauna e da Flora Ameaçadas de Extinção (Cites), realizada este mês, em Haia, na Holanda. Com a aprovação, a carne do jacaré produzida em área de manejo no Amazonas poderá ser exportada. Hoje, o ribeirinhos que vivem na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá manejam de forma experimental o réptil e já conseguiram despertar o interesse de uma rede nacional de supermercados, que pretende vender a carne do bicho.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Todos são culpados

A China não está aceitando facilmente o papel de vilã número um do meio ambiente. Tão logo um estudo da Agência Ambiental Holandesa demonstrou que os chineses ultrapassaram os americanos na emissão de gases estufa, autoridades vieram a público para dizer que não é justo o ocidente condenar o país. De acordo com reportagem do Planet Ark, o Ministério de Relações Exteriores afirmou que a culpa da poluição na China é também dos países ricos que transformaram a nação em “uma fábrica mundial”. Por um lado, dizem os chineses, os consumidores ocidentais querem os produtos baratos, mas por outro, condenam as emissões de poluentes. O episódio é só um aperitivo das dificuldades que estão por trás de um novo acordo mundial para redução de gases estufa.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Não sai do papel

Bandeira de ‘sustentabilidade’ da gestão Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, a rodovia BR-163 não sai mesmo do papel. As ONGs que participaram do plano ‘BR-163’ já fizeram até protesto recente na Esplanada dos Ministérios pedindo para o projeto andar, mas agora que a coisa parou mesmo. O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão das obras de asfaltamento por irregularidades na licitação feita pelo Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (DNIT). De acordo com o diário paraense O Liberal, a concorrência de 44 milhões de reais foi direcionada para beneficiar algumas empresas. Se obra será sustentável ambientalmente ninguém sabe ainda, mas a corrupção já está comendo pela bordas.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Oásis gelado

Uma pesquisa publicada na revista Science mostra que os icebergs que se desprendem do continente antártico em função das mudanças climáticas acabam por ajudar na absorção de carbono. Segundo matéria publicada no Estado de São Paulo, os enormes blocos de gelo comportam-se como um verdadeiro oásis no meio do oceano gelado. Ao vagar pelas águas, o iceberg solta nutrientes que propiciam o acúmulo de formas de vida em seu entorno. Os planctons são a principal espécie encontrada por pesquisadores do Instituto Monterrey Bay Aquarium e contribuem para a captura de carbono enquanto se alimentam do bloco que derrete.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Cana crua

Os usineiros de São Paulo terão que queimar menos cana na próxima safra. O governo do estado reduziu em 4% a área licenciada para a queima da cana, primeiro passo em uma trajetória que deverá levar a queimada zero até 2014 nas áreas do estado onde a colheita mecanizada é possível. A partir de agora o estado só licenciará usinas que trabalham com cana crua, informou o secretário Xico Graziano ao Estadão.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Índia motorizada

O transporte individual com carros de passeio nunca foi o forte na Índia. Tanto que a proporção de veículos no país é de sete para cada 1 mil habitantes. Nos EUA, esta média é de 477 por 1 mil. Mas isso está mudando rapidamente. Com o enriquecimento da classe média, a venda de veículos tem aumentado 16% ao ano. A entrada de novos carros nas estradas indianas deve se tornar ainda mais intensa com os lançamentos previstos para o ano que vem. Indústrias de veículos estão projetando os chamados “carros populares” que se estima custaram nada mais do que 3 mil dólares, algo como 5,8 mil reais. Reportagem no The Independent conta que além dos impactos nas rodovias de péssima qualidade, a atmosfera também está sofrendo com o surto automobilístico.

Por Redação ((o))eco
22 de junho de 2007

Sobrou um pouquinho

Como se sabe, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não foi nem um pouco generoso com meio ambiente. Além de não garantir dinheiro para programas de conservação ou desenvolvimento sustentável, ele financia projetos de infra-estrutura com alto potencial de impacto ambiental. Mas qual não é a surpresa com o anúncio do governo federal de que pelo menos um pouco sobrou para as unidades de conservação. O Programa de Revitalização do Rio São Francisco, única atividade do Ministério do Meio Ambiente que faz parte do PAC, vai destinar 4,5 milhões de reais ao Parque Nacional da Serra da Canastra, que protege as nascentes do Velho Chico. O dinheiro será usado para a recuperação e contenção de erosão das estradas do parque.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2007

Tigre protegido

Ambientalistas consideraram uma vitória a manutenção de barreiras para o comércio de produtos advindos de tigres asiáticos pela Convenção Internacional de Comércio de Espécies Ameaçadas de Extinção (Cites, na sigla em inglês). Criadores de tigre na Ásia afirmam que existem fazendas com superpopulação e que portanto seria possível abrir o comércio com indíviduos nascidos nos criadouros. As ONGs acreditam, contudo, que aumentar o mercado de peles, dentes e outros bens, iria acabar por vitimar tigres selvagens. Atualmente, existe um amplo mercado negro na China, país onde existe a tradição de se usar produtos de tigre. Antes espalhados por todo continente asiático, os tigres selvagens só ocupam 7% de seu habitat original.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2007

Proibido

Começa hoje em todo o território nacional o defeso das sardinhas. Quem for pego pescando, transportando ou comercializando o peixe estará sujeito a multas e até 3 anos de prisão. A proibição termina dia 19 de agosto.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2007

Oportunidade

A Universidade Federal do Paraná oferece curso de especialização em “Políticas ambientais para a cidade”, as inscrições terminam no próximo dia 29. O curso dispõe de aulas ministradas com enfoques em legislação ambiental, ciclovias e paisagens urbanas.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2007

Cadê?

Um lago com cinco hectares de superfície simplesmente desapareceu no Chile. Apesar da informação ter sido divulgada apenas ontem, especialistas disseram que pelo menos desde maio já não existe qualquer resquício de água em seu interior. Os blocos de gelo que normalmente flutuavam em sua extensão são depositados em uma cratera de 30 metros de profundidade, fenômeno até agora inexplicável para a Corporação Nacional de Florestas chilena, convocada para investigar o caso. A única pista que existe são algumas rachaduras descobertas no leito do lago, que atentam para a possibilidade das águas terem escorrido para dentro da terra. Como se não bastasse, o rio que o abastecia também secou e se transformou em um pequeno riacho.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2007