Os dez mandamentos

Não tem mais desculpa. O Independent de hoje publicou uma curiosa reportagem com dez dicas para as famílias reduzirem suas pegadas nas emissões de carbono e, de quebra, economizar um bom dinheiro no fim do mês com a redução de algumas contas. Entre as propostas, uma explicação de como trocar o sistema de lâmpadas por outro com maior eficiência e a sempre útil reciclagem. Neste caso, porém, o modelo de coleta dos materiais na Inglaterra dá um banho no brasileiro. Outras idéias menos convencionais também entraram no pacote. A utilização de duplas vidraças, por exemplo, contêm o calor dentro da casa e evita o lançamento de 560 kg de carbono por ano causado pelos aparelhos de aquecimento artifical. E nem aquela pequena luz acesa nos eletrônicos quando a função de stand-by foi acionada ficou de fora: ela usa de 10 a 60% de toda a energia necessária para o dispositivo ser ativado. Vale a pena conferir.

Por Redação ((o))eco
21 de junho de 2007

Um quarto

As Nações Unidas deram mais uma prova de que o investimento em energias renováveis vale a pena. Após alguns meses de debates, um relatório da ONU afirma que, por volta de 2030, um quarto de toda a eletricidade usada no mundo poderá ser adquirida a partir de fontes limpas. Apesar de que, atualmente, apenas 2% da matriz energética do planeta são de origem renovável, os cálculos apontam que 18% das usinas em construção vão adotar a prática. E o número não é de se espantar, uma vez que trinta e cinco bilhões de euros foram investidos em energia eólica, solar e biocombustíveis no último ano, quase o dobro do anterior. Achim Steiner, diretor-executivo do Pnuma, disse que este incremento também retrata uma profunda mudança ao colocar a tecnologia sustentável como componente fundamental do sistema global energético. A notícia está no The Guardian.

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21 de junho de 2007

Guerra climática

Achim Steiner também afirmou que o mundo pode passar por muitos conflitos em virtude das mudanças climáticas, que já aumentam o nível do mar no oceano Índico e causa a desertificação do Sahel africano. Para outra reportagem do Independent, ele disse que as pessoas precisam se deslocar e ocupar territórios alheios, o que geralmente gera embates. Segundo o diretor do Pnuma, o planeta já enfrenta a sua primeira guerra causada em parte pelo aquecimento. Em Darfur, no Sudão, o nível de chuva caiu 40% desde a seca que devastou a região na década de 80, causa das lutas que já deixaram 200 mil mortos e 2,5 milhões de desabrigados. Um relatório da ONU completo será divulgado na próxima sexta-feira com todos os assuntos da matéria, também veiculada na Folha de São Paulo.

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21 de junho de 2007

Bye, bye carvão

A quantidade de carvão nos Estados Unidos pode não ser tão grande quanto se imaginava, segundo um documento da Academia Nacional de Ciências do país. Isso significa que a tentativa de alcançar os recursos remanescentes pode ser ainda mais perigosa para os trabalhadores das minas e, é claro, para o meio ambiente. O relatório avisa que há matéria-prima suficiente para abastacer o consumo normal da nação pelos próximos cem anos, mas não existem garantias de que eles ainda vão estar presentes após este período. A preocupação dos norte-americanos passa pela considerável redução na produção de petróleo, gás e urânio em território doméstico. A notícia é do New York Times.

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21 de junho de 2007

Força da natureza

Estudo publicado pela revista científica Nature disserta sobre a capacidade de regeneração das florestas. Grupo de um centro de pesquisa americano mostrou que 16% da área de desmatamento na Amazônia foram causadas por uso agrícola, mas que metade deste espaço pode ser recuperado naturalmente. É necessário, para isso, que exista um equilíbrio entre os níveis de nitrogênio e fósforo. A notícia é do Estado de São Paulo com auxílio da agência Efe.

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21 de junho de 2007

O futuro é nuclear

O presidente da Eletronuclear falou ontem sobre os planos do governo para a retomada do programa nuclear brasileiro. A idéia é construir de quatro a oito usinas até 2030, em duas centrais nucleares. A primeira central deve ser construída no Nordeste, às margens do São Francisco, em Sergipe ou Alagoas. A segunda ficará no sudeste, e uma das alternativas em estudo é o Alto Tietê, no estado de São Paulo. A notícia está na Folha e no Estadão. O Valor Econômico, por sua vez, conta como foi a primeira audiência pública sobre a usina Angra 3. Falou-se de empregos, de hospitais, de qualificação profissional. Mas tinha também ambientalista para discutir lixo nuclear e a falta de planos de evacuação para Angra dos Reis.

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21 de junho de 2007

A folha e o mar

Num domingo de céu encoberto, depois de dois dias de chuvas torrencias sobre o Rio de Janeiro, a água parou de cair e Manoel Francisco Brito foi...

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21 de junho de 2007

Não houve acordo

Há dois dias, a Associação dos Servidores do Ibama (Assibama) circulou nota pública acusando o Ministério do Meio Ambiente de vender a alma na Câmara dos Deputados para aprovar a Medida Provisória 366, que cria o Instituto Chico Mendes. Segundo o comando da greve do Ibama, o governo fez acordo com a bancada ruralista para entregar ao Congresso a autoridade de aprovar a criação de unidades de conservação. A acusação causou tanto mal estar na alta cúpula do ministério que nesta quarta o presidente do Ibama, Bazileu Alves Margarido, enviou mensagem aos seus subordinados garantindo que tal acordo nunca existiu.

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20 de junho de 2007

Mas houve a conversa

Margarido admitiu que a base governista tentou contrabandear o tema da aprovação parlamentar para criar unidades de conservação nas suas negociações com o relator da MP 366. "Tal assunto foi de fato abordado em reunião realizada na última quinta-feira, dia 14 de junho, na sala da Liderança do Governo na Câmara dos Deputados, convocada pelo relator da matéria naquela Casa”, escreveu Margarido. “Nesta ocasião o MMA, o Ibama, o Instituto Chico Mendes e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República posicionaram-se contrariamente à eventual introdução, pelo Senado, de dispositivo legal estabelecendo tal restrição por ser inconstitucional"

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20 de junho de 2007

E ela não terminou

Um parlamentar de oposição afirma que realmente, no Senado, está se cozinhando uma Proposta de Emenda Parlamentar (PEC) para tirar do Executivo o poder para decretar unidades de conservação. Nas palavras do deputado "do jeito que o ministério faz não dá".

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20 de junho de 2007

Deus nos livre

Se o nosso parlamento ganhar o direito de decretar a criação de Unidades de Conservação, será mais fácil o país derreter pelo aquecimento global do que ver suas excelências votarem a favor da instalação de um Parque Nacional.

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20 de junho de 2007

Saco de gatos

Organizações não-governamentais estão trabalhando arduamente para que a frente parlamentar ambientalista que elas inventaram no inicio desde ano, não se dissolva por conta de seu tamanho e diversidade de interesses. Sob a liderança de Mário Mantovani, da SOS Mata Atlântica, os ambientalistas se dividiram em sete grupos de trabalho para discutir com deputados agendas consideradas

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20 de junho de 2007