Boa vontade

Durante uma reunião informal na Suécia na última quinta-feira, ministros e funcionários de 28 países afirmaram querer estabelecer medidas concretas de combate ao aquecimento na Convenção da ONU sobre mudanças climáticas que acontece em dezembro. Até 2009 eles pretendem ter firmado um acordo de substituição ao Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. Dentre as medidas citadas estão a redução de emissões de poluentes, do desmatamento e o desenvolvimento de novas tecnologias. A notícia é do Estado de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
15 de junho de 2007

Respirada

Um estudo publicado na edição desta semana da revista Science serve de consolo parcial aos mais preocupados com o futuro dos ecossistemas face ao aquecimento global. Ao menos no que diz respeito às plantas do Ártico, cientistas descobriram que muitas espécies sobrevivem bem a grandes mudanças no clima, migrando e se adaptando às novas condições. A pesquisa foi realizada no arquipélago Svalbard, na Noruega, que foi recolonizado repetidas vezes por espécies vegetais ao longo de 20 mil anos de mudanças na temperatura depois da última era do gelo. Biólogos que estudam a vulnerabilidade da vida às mudanças receberam a notícia com entusiasmo. “Desde que o habitat propício esteja disponível, as plantas vão sobreviver”, disse ao The New York Times a professora de geociências da Universidade de Massachussets Julie Brigham-Grette. “Eu nunca vi isso demonstrado tão claramente quanto nesse artigo”, completou.

Por Redação ((o))eco
15 de junho de 2007

Rolo

O leilão de energia nova da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) marcado para 10 de julho pode ser desfalcado com a saída de cinco ou seis novas térmicas que oferecerão mais de 3 mil megawatts (metade da geração das usinas do Madeira). Os empreendedores estão indignados um uma das regras do contrato fixado entre as geradoras e distribuidoras após a compra: ele prevê multas severas caso as usinas não entreguem no futuro a energia prometida. Segundo cálculos de uma associação de usinas térmicas, uma interrupção de quatro meses no fornecimento de uma planta de 300 megawatts (por falta de gás no mercado, por exemplo – algo que os produtores não controlam) pode gerar uma punição de 31,3 milhões de reais, quase o custo de construção da usina. A notícia é do Valor.

Por Redação ((o))eco
15 de junho de 2007

Injustiça

Um esquilo atacou três pessoas num surto de fúria na última quarta-feira em Passau, cidadezinha alemã no estado da Bavária. O bicho entrou pulando na residência de uma senhora de 70 anos, que teve a mão mordida. Em pânico, ela correu para a rua sacudindo o membro, e só após longos minutos conseguiu que o animal se soltasse. Em seguida, o esquilo se atirou sobre um operário da construção civil de 33 anos, que se defendeu, tendo as mãos e braços arranhados. O bicho seguiu então de encontro a sua terceira vítima, um aposentado de 72 anos, que reagiu. A história terminou mal: o fofo esquilo, provavelmente atormentado pela companhia barulhenta dos vizinhos humanos, foi morto a golpes de muleta. Seu corpo, conta a notícia da revista alemã Der Spiegel, está num laboratório, onde serão feitos exames para saber se ele tinha raiva.

Por Redação ((o))eco
15 de junho de 2007

Pulso

A reunião das Ongs que estão desenvolvendo proposta de desmatamento zero para a Amazônia com o secretário executivo de Marina Silva, Capobianco, está marcada para as 15h30 de hoje no Ministério do Meio Ambiente. Elas vão lá para medir o grau de apoio da cúpula ambiental do governo à idéia.

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15 de junho de 2007

Velho novo mundo

Thelma Krug, responsável pela nova secretaria de mudanças climáticas do Ministério do Meio Ambiente e representante do Brasil no IPCC, deixou claro em seminário organizado pelo BID no dia 7 de junho, em Washington, que é adepta da velha política brasileira de evitar qualquer tipo de ousadia em relação ao tema. Disse que o Brasil não aceita assumir metas internacionais de redução de poluentes na atmosfera, é contra criar um mercado para desmatamentos evitados e questionou a precisão dos atuais métodos para a medição de emissão de carbono. A perplexidade da platéia transformou-se em espanto quando ela afirmou que o corte de árvores não leva, necessariamente, a um aumento nas emissões porque muito carbono ainda fica estocado na madeira que é transformada em móveis ou utilizada na construção de prédios. Quem quiser dar uma olhada na apresentação que Krug fez no BID pode encontrá-la aqui.

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15 de junho de 2007

Moderação

Num encontro organizado pelo Instituto Ethos esta semana em São Paulo, João Paulo Capobianco, faz tudo de Marina Silva na área de meio ambiente, acenou com a bandeira branca em direção aos empresários que estão de olho nas obras de infraestrutura do PAC de Lula. Disse que licenciamento ambiental não tem a ver com política de conservação e que o Ministério do Meio Ambiente olha para as empresas como parceiras.

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15 de junho de 2007

Fragilidade

Se foi de alguma serventia, o seminário realizado hoje em São Paulo para apresentar os estudos encomendados pela União dos Moradores da Juréia, no litoral norte do estado, revelou o quanto são frágeis as bases teóricas e legais do conceito de Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS).

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14 de junho de 2007

Contradição

Os consultores, contratados pela união dos moradores com dinheiro do Ministério do Meio Ambiente (MMA), pareciam estar lá para defender uma tese: a de que os moradores tradicionais podem morar lá e preservar a natureza. Mas o que as apresentações mostraram foi que, além de os palmitos estarem acabando, os moradores caçam e pescam ilegalmente. E que “população tradicional”, no final das contas, é um conceito político.

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14 de junho de 2007

Só para peixes

Em uma reunião com especialistas em peixes amazônicos, realizada no último dia 28 de maio, técnicos do Ibama responsáveis pelo licenciamento ambiental escutaram que é possível conceder a licença prévia às usinas de Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira, se algumas questões forem solucionadas na etapa da licença de instalação. No caso dos peixes, uma das condicionantes será um estudo in loco de um canal semi-natural de transposição que permita a migração dos grandes bagres, mas impeça a passagem de peixes que tradicionalmente não subam as corredeiras. Também serão solicitadas provas de que os ovos e larvas serão capazes de descer o rio, passando pelas turbinas e o vertedouro.

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14 de junho de 2007

Endemismo

Se a licença prévia sair, outra condicionante dirá respeito à quantidade de espécies de peixes endêmicas na área de influência das usinas. Sabe-se que no trecho que o Madeira será alagado há uma taxa pequena de exemplares únicos, mas especialistas querem dados mais amplos sobre a presença de endemismo à montante e à juzante das barragens.

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14 de junho de 2007

Pesca comercial

Um aluno do mestrado em Gerenciamento Ambiental da Universidade de Yale (EUA) apresentará nos próximos dias um artigo com os resultados de uma pesquisa sobre os efeitos das usinas Santo Antônio e Jirau na pesca comercial em Rondônia e no departamento de Pando, na Bolívia. Segundo o pesquisador Erin Barnes, que entre outros dados aplicou questionários em comunidades de pescadores nas cidades de Porto Velho e Guajará-Mirim, o mercado de pesca no rio Madeira gera divisas de 1,3 bilhão de dólares por ano e suas projeções indicam que as receitas podem ser afetadas entre 12% a 50% com a construção das barragens.

Por Redação ((o))eco
14 de junho de 2007