Boa nova

Minas Gerais começa hoje um projeto que vai instalar 30 escolas de educação ambiental no estado, ampliando o número para 55 até o final do ano. Cada escola vai oferecer ensino presencial e à distância para 300 alunos. A Rede Mineira de Educação Ambiental, que tem apoio da Unesco e do Conselho Mundial de Águas, pretende implantá-las em locais próximos às bacias hidrográficas de Minas, com a finalidade de educar para a preservação do meio ambiente e, de quebra, melhorar as condições sociais dos moradores da região. Para a primeira fase, o governo vai contar com a infra-estrutura de universidades e autarquias como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Segundo matéria de ontem do Estado de São Paulo, circula pela Câmara dos Deputados um projeto de lei que torna a educação ambiental obrigatória no país.

Por Redação ((o))eco
11 de junho de 2007

Maravilha

As favelas de Ascurra, Cerro Corá e Guararapes, no Rio de Janeiro, estão se expandindo em direção à linha férrea que leva ao Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca. A denúncia é do diretor do Trem do Corcovado, Sávio Neves. Ele estima que em cinco anos as ocupações ilegais se aproximem do Cristo – que concorre este ano ao posto de uma das sete maravilhas do mundo. O caso está sendo investigado por uma CPI da Câmara de Vereadores do Município. Interrogado pela reportagem de O Globo, o prefeito Cesar Maia não arredou pé de sua (convenhamos, mambembe) convicção. Disse que o crescimento é “impressão” causada pelo crescimento vertical das comunidades.

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11 de junho de 2007

Corais ameaçados

Mais um estudo saiu na semana passada para alertar sobre a extinção de espécies de corais nos mares do mundo. O foco é o Caribe. A pesquisa, organizada pela Conservação Internacional, revelou que 10% dos 62 recifes de corais nessa região estão ameaçados e os manguezais caribenhos diminuíram 42% nos últimos 25 anos. Segundo os estudiosos, os ambientes mais saudáveis foram encontrados dentro de unidades de conservação bem administradas.

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11 de junho de 2007

Petróleo na terra

Semelhante às propostas para compensar com dinheiro desmatamento evitado, o presidente do Equador disse que vai se comprometer a não mexer na Reserva da Biosfera de Yasuní se a comunidade internacional se sensibilizar para pagar pelo menos metade dos 700 milhões de dólares que poderiam ser gerados com a exploração petrolífera no campo Ishpingo, Tambococha, Tiputini (ITT).

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11 de junho de 2007

Madeira do bem

A Lei Nacional de Licitações e Contratos da Administração Pública ganhou, no final do mês de maio, uma alteração que passou despercebida. Foi incluído um artigo que exige controle da legalidade da origem da madeira usada em obras públicas no Brasil.

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11 de junho de 2007

Peixes da Mata Atlântica

O Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) lança nesta segunda-feira o livro “Peixes de Água Doce da Mata Atlântica: Lista preliminar das espécies e comentários sobre a conservação dos peixes de água doce neotropicais”. A publicação apresenta 309 espécies da região, sendo 267 endêmicas e 49 ameaçadas. Além da lista de espécies, a obra é pioneira por fazer considerações sobre os ambientes aquáticos da Mata Atlântica e as conseqüências do desmatamento na vida desses peixes. O livro será vendido no Museu de Zoologia da USP por 90 reais.

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11 de junho de 2007

Seco

Começou a temporada de queimadas. Já se pode ver, pelos céus do Centro-Oeste do país, focos de incêndio no entorno de diversas cidades. Neste domingo de tarde, por exemplo, eram inúmeros os focos em Brasília e Cuiabá. Em São Paulo, o ar também já está turvo com o início das queimadas de cana-de-açúcar, no interior do estado.

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11 de junho de 2007

Blá blá blá “substancial”

Para infelicidade da primeira-ministra da Alemanha e atual presidente do G8, Angela Merkel, a reunião do grupo dos mais ricos do mundo terminou sem avanços nas medidas de combate ao aquecimento global. A chanceler alemã esperava que o texto final do encontro tivesse medidas específicas para a estabilização da concentração de gases estufa na atmosfera, mas o máximo que conseguiu foi uma declaração dos países que se comprometem a reduzir “substancialmente” as suas emissões. O texto vago, explica matéria do jornal Folha de São Paulo se deve ao fato de os Estados Unidos terem vetado o estabelecimento de metas numéricas no documento.

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8 de junho de 2007

O desmatamento é nosso

Aproveitando a falta de compromisso aprofundado dos países do G8, o presidente Lula destilou o seu blá blá blá habitual. Conforme matéria do Estado de São Paulo, durante entrevista coletiva nesta quinta em Berlim, o nosso alto mandatário resolveu bater nos países ricos e reafirmou que serão eles, e não os emergentes, quem deverão resolver o problema do aquecimento global. Para completar o discurso, Lula colocou a cereja no bolo. “Nós sabemos cuidar da nossa Amazônia”. Com esse discurso, o Brasil dá sinais que não aceita compromissos formais para combater a principal fonte de emissões de gases estufa no país, o desmatamento. Além disso, alinha-se com a China, que também se mostrou contrária a ter metas especifícas para o corte de poluentes.

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8 de junho de 2007

I love etanol

Outra matéria da Folha revela que Lula estaria disposto a só falar de etanol e biodiesel na participação que fará nesta sexta feira no encontro do G8. Ele e seus assessores estão convencidos que o Brasil pode salvar o mundo se passar exportar etanol a todo vapor. Vai dizer que temos terra de sobra para plantar cana de açúcar e de quebra, garante, não existe ameaça sobre a Amazônia.

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8 de junho de 2007

Corte

Há pouco mais de um mês, Eduardo Braga, governador do Amazonas, disse num encontro com lideranças indígenas e de seringueiros, que o bolsa-floresta que seu governo inventou para incentivar essas populações a preservarem a mata estadual seria de 500 dólares, ou pouco menos de mil reais, por ano. Foi aplaudido. Na terça-feira, ao sancionar o texto da lei estadual que trata desses e outros assuntos relativos às mudanças climáticas, o governador, deu outro valor para o mimo: 600 reais anuais.

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6 de junho de 2007

Preço

Como Braga quer logo de cara estender seu bolsa-floresta às 8 mil e 500 famílias que vivem em Unidades de Conservação estaduais como reservas de desenvolvimento sustentável, o programa parte de um custo anual de 5 milhões e 100 mil reais por ano. Mas a intenção é elevar o número de cadastrados a 60 mil até 2010, o que vai empurrar essa conta, sem considerar a possibilidade de reajustes, para 36 milhões de reais anuais.

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6 de junho de 2007