Ranking da energia limpa

Estudo realizado pela Ernst & Young, empresa de auditoria que presta serviços em nível global, mostra quais os países detentores das melhores estratégias para uso de energia renovável, nos cinco primeiros meses deste ano. Estados Unidos lideram a lista, seguidos pela Alemanha e China. O Brasil aparece somente na 20ª posição do ranking geral. O estudo, que levou em consideração não apenas estratégias futuras, mas também a infra-estrutura de energia renovável nos países, aponta um esforço maior das principais nações para alteração da matriz energética, possivelmente motivadas pela inconstância nos preços das fontes de energia fóssil e por sua previsível escassez em médio prazo. Apesar da colocação ruim no ranking, Brasil é lembrado pelo potencial de geração de energia eólica e solar. Confira abaixo o ranking geral (quanto maior potencial, melhor colocação).

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Ação contra fosfateira em SC

A não-governamental Montanha Viva, que atua em defesa da preservação da Mata Atlântica catarinense, protocolou, na última quinta-feira (5), ação civil pública contra Bunge Fertilizantes S.A, Yara Brasil Fertilizantes S.A e Indústria de Fosfatados Catarinense Ltda. O documento pede a suspensão do processo de licenciamento do Projeto Anitápolis, que prevê a construção de uma mina de extração de fosfato no Vale do Rio Pinheiro, município de Anitápolis, na Grande Florianópolis (SC). Segundo o biólogo Jorge Albuquerque, presidente da ONG, o projeto impactará cerca de 10 mil hectares de florestas nativas. Também são réus no processo a União, o Estado de Santa Catarina, o município de Anitápolis, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e o escritório regional do Ibama. Além da Ação Civil Pública, a não-governamental e entidades parceiras realizam uma campanha pela anulação do projeto. Até o momento, já foram colhidas mais de duas mil assinaturas de moradores de 25 municípios que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar e que serão impactados direta ou indiretamente pelo projeto. Para saber mais sobre o Projeto Anitápolis, clique aqui.  

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

O Eco na Rádio Câmara

O descarte de aparelhos eletrônicos e a falta de cuidado com a reciclagem dos mesmos é o tema do Momento O Eco desta semana, no programa Salão Verde, da Rádio Câmara. Ao todo, estima-se que entre 20 e 50 milhões de toneladas de computadores, pilhas e celulares antigos estejam jogados pelo mundo, enquanto apenas 10% voltam para a linha de produção. O Salão Verde também apresenta reportagens sobre a aprovação da Medida Provisória 458, que transfere terrenos de até 1.500 hectares na Amazônia para pessoas jurídicas e físicas, e hotéis situados na maior floresta tropical do mundo indiciados por crimes ambientais. Confira estas e outras reportagens do programa, clicando aqui.

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Tudo sobre conservação marinha

O maior banco de dados sobre ecossistemas marinhos é lançado nesta segunda-feira. De acordo com nova ferramenta, Brasil protege hoje 16.5% de seu mar territorial em 67 unidades de conservação.

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Navios piratas

Depois de três anos de investigações, a Fundação Justiça Ambiental (EJF, na sigla em inglês) lançou um estudo revelando que a pesca ilegal promovida por navios piratas pode estar causando um prejuízo de até 15 bilhões de dólares em países em desenvolvimento. A catástrofe ecológica, segundo o estudo, é provocada principalmente por empresas chinesas, européias e latino americanas que operam em áreas irregulares e não reportam a quantidade nem a qualidade do que capturam. A situação é mais séria na costa nordeste da África, onde 30% do que seria capturado por pescadores artesanais estão sendo roubados por esses navios. No litoral da Somália, por exemplo, 700 embarcações estrangeiras fortemente armados exploram cardumes de atum, tubarão, além de lagostas, todos ameaçados de extinção. Ainda segundo o relatório, 75% dos estoques mundiais de peixes estão sendo sobreexplotados.

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Acabando com os rios africanos

Um dos artigos mais primorosos sobre as mentiras contadas para justificar as boas intenções da construção de hidrelétricas foi publicado na edição de junho da revista britânica Ecologist. Não falava do Brasil, mas da destruição dos rios africanos. O jornalista investigativo Khadija Sharife conta que a geração de eletricidade de Moçambique, por exemplo, é suficiente para abastecer o país inteiro, mas paradoxalmente só 9% da população usufruem da energia. A África já tem 1.270 usinas e quase todas servem diretamente a indústrias multinacionais, fornecem água para mineradoras e irrigação para grandes latifúndios. Cerca de 400 mil pessoas já foram desapropriadas por causa das hidrelétricas e seu acesso à energia continua marginalizado, sem falar nos prejuízos ao acesso aos cursos d’água, que passam a fluir cada vez menos, no continente mais castigado por secas no planeta. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Fronteiras móveis

As mudanças climáticas estão provocando o estabelecimento das primeiras fronteiras móveis, entre Suíça e Itália. Originalmente definidas de acordo com a posição do gelo nos Alpes, o derretimento fez com que os dois países concordassem em redesenhar 750 quilômetros de fronteiras que ficarão sob avaliação de um grupo de especialistas que acompanham o fenômeno. Entre 2007 e 2008 a maioria das geleiras alpinas sofreu uma retração de no mínimo 25 metros, sendo que em alguns pontos da fronteira da Suíça com a Itália a diminuição foi de 300 metros. Nesse ritmo, as geleiras devem desaparecer por completo em cerca de 30 ou 40 anos.

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

450 mil para Cassurubá

Logo após ter efetivado a criação da Reserva Extrativista de Cassurubá, no sul da Bahia, na última sexta (5), o governo anunciou que R$ 450 mil serão liberados para a elaboração do plano de manejo da área protegida de uso sustentável. Ele será construído junto com as populações que lá vivem e vai direcionar a pesca e o uso de outros recursos naturais na reserva, com cerca de cem mil hectares. Sempre afeito a declarações agudas, Carlos Minc disse, conforme nota do Ministério do Meio Ambiente, que reservas extrativistas "proporcionam uma reforma agrária ao homem da floresta, (...) garantindo aos pescadores que seus filhos e netos continuem a atividade sem destruir o meio ambiente e o mangue". "Se o governo não faz isso, o rico toma conta, faz campo de golfe, resort e o pescador sai de lá e acaba virando um favelado".

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Na contramão

Já Lula, provando novamente que sua praia não é ambiental, reforçou no mesmo dia a controversa posição brasileira de esperar por pagamentos externos para preservar florestas. "Nós preservemos a nossa. Para ficar ricos destruíram suas florestas e hoje estão carecas", disse, também conforme nota do Ministério do Meio Ambiente. O presidente também teria "lembrado" que, quando se casou, ainda tinha móveis de jacarandá, e hoje não tem mais. Tais declarações só demonstram o total descolamento do líder com a realidade ambiental interna e internacional. Ainda associar desmatamento puro e simples com obtenção de riqueza e não reconhecer que outros países podem aprender com seus erros é tudo que o Brasil não precisa de uma liderança.

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Corredeiras capitais

Atletas do Distrito Federal já estão em plena mobilização para o Brasília MultiSport, que acontece dia 18 de julho, reunindo centenas de pessoas em modalidades esportivas como canoagem, corrida e ciclismo. No vídeo acima, grupos percorrem belas corredeiras no Rio Paranoá, a poucos quilômetros da capital federal. Mais informações sobre a prova, aqui.

Por Salada Verde
8 de junho de 2009

Parceiro de peso para Amazônia

O ex-presidente americano Bill Clinton assinou esta semana um compromisso comum com a não-governamental Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, para ampliar as atividades do projeto Balcão de Serviços para Negócios Sustentáveis. Clinton, que esteve no Brasil por ocasião do encontro Ethanol Summit 2009, realizado em São Paulo, assinou o compromisso em nome da Clinton Global Initiative (CGI), um fórum global de personalidades que busca viabilizar ações sobre temas relacionados ao clima, saúde e educação. Com a parceria, a Amigos da Terra pretende levantar fundos para permitir a expansão das atividades do projeto, que gera oportunidades adicionais de renda para 100 mil moradores da floresta. A idéia é providenciar oferta de serviços de negócios gratuitos para 50 empreendimentos sustentáveis na Amazônia Brasileira.

Por Salada Verde
5 de junho de 2009

Senadora irritada

A senadora Kátia Abreu (DEM/TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e relatora da MP 458, confirmou agora à tarde que vai processar a não-governamental Greenpeace por danos morais. Segundo a senadora, ela não irá mais “tolerar que esta ong minta sobre o que o setor produtivo está fazendo no Brasil. A Amazônia não está sendo derrubada pelos pecuaristas". Na última terça-feira, ativistas do Greenpeace tentaram entregar a faixa de “miss desmatamento” à senadora, no prédio do Senado, mas foram impedidos por policiais. No domingo, a ONG divulgou relatório que acusa criadores de gado da Amazônia de serem os maiores responsáveis pelo desmatamento. O processo contra a entidade será feito em parceria com o economista Roberto Gianetti da Fonseca, presidente a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O documento deve ser protocolado ainda este mês. Segundo Gianetti, a produção de carne bovina na Amazônia é insignificante e não causa danos ao bioma. Segundo Paulo Adário, coordenador da campanha Amazônia do Greenpeace, se o processo realmente acontecer, tanto a senadora quanto Roberto Fonseca estarão abrindo ação contra a pessoa errada. “Tem que fazer ação contra o próprio governo, que já em 2004 divulgou relatório informando que a pecuária era responsável pela maior parte do desmatamento na Amazônia. Todas as fontes de informação do nosso relatório estão referenciadas no final do documento”, disse Adário. Segundo ele, a acusação de que o Greenpeace mente sobre as ações do setor produtivo também não é correta. “Estamos é chamando a atenção da indústria para que, se ela quer ser competitiva no mercado internacional, tem que ser sustentável”. No mesmo evento em que a senadora confirmou o processo contra o Greenpeace, o encontro nacional do PSDB, que está sendo realizado em Foz do Iguaçu (PR), Kátia Abreu também declarou que não tem mais o que conversar com o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), que chamou os pecuaristas de “vigaristas”, no final de maio. “O presidente da República é quem deve assumir o seu ministro. Eu quero encerrar este assunto, é muito desgastante”, teria dito a senadora.

Por Salada Verde
5 de junho de 2009