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A Grande Sardinhada

No Brasil, a exploração de sardinhas gerou a verdadeira 'tragédia dos comuns'. Na África do Sul, o manejo garante lucros ao setor turístico e alimento à biodiversidade.

19 de novembro de 2007 · 18 anos atrás
  • Fabio Olmos

    Biólogo, doutor em zoologia, observador de aves e viajante com gosto pela relação entre ecologia, história, economia e antropologia.

Quem assistiu a série da BBC Planeta Azul (aquela considerada inadequada para menores de 10 anos pela nova Censura Federal) já viu. A Sardine Run é um dos maiores, e até a pouco dos menos conhecidos, espetáculos da vida selvagem do planeta.

Durante o inverno, entre maio e julho, águas frias e ricas em nutrientes penetram em direção ao leste e norte ao longo da costa da África do Sul, deslocando a morna Corrente de Agulhas, vinda de Moçambique. Com as águas frias e ricas em plâncton vem uma profusão de vida marinha, incluindo imensos cardumes de sardinhas, que chegam a 7 km de comprimento, 1,5 km de largura e 30 m de profundidade, e são visíveis do ar por quem passa de avião. O Run não acontece todos os anos, e 2006 foi um ano fraco.

* Fábio Olmos é biólogo e doutor em zoologia. Tem um pendor pela ornitologia e gosto pela relação entre ecologia, economia e antropologia. Embora sempre tenha as aves na cabeça, dizem que não tem miolo de passarinho. Atua como consultor ambiental para a iniciativa privada, governos e ongs, e tem um gosto incurável por discutir políticas ambientais e viajar pelo mundo para ver bichos e a gestão de recursos naturais.

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