Quem assistiu a série da BBC Planeta Azul (aquela considerada inadequada para menores de 10 anos pela nova Censura Federal) já viu. A Sardine Run é um dos maiores, e até a pouco dos menos conhecidos, espetáculos da vida selvagem do planeta.
Durante o inverno, entre maio e julho, águas frias e ricas em nutrientes penetram em direção ao leste e norte ao longo da costa da África do Sul, deslocando a morna Corrente de Agulhas, vinda de Moçambique. Com as águas frias e ricas em plâncton vem uma profusão de vida marinha, incluindo imensos cardumes de sardinhas, que chegam a 7 km de comprimento, 1,5 km de largura e 30 m de profundidade, e são visíveis do ar por quem passa de avião. O Run não acontece todos os anos, e 2006 foi um ano fraco.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
A destruição ambiental anunciada por Flávio Bolsonaro
O que propõe o candidato do PL levaria o Brasil aos idos dos anos 70, desguarnecendo o futuro, com fortes prejuízos para fauna, flora, qualidade ambiental, sustentabilidade hídrica e alimentar →
Da seca na Amazônia às enchentes no Sul: a ameaça do negacionismo de Flávio Bolsonaro
As mudanças climáticas não são uma questão de crença ou preferência política, e suas consequências já afetam a biodiversidade, agricultura e a segurança e saúde da população →
A cidade e a governança dormiram. E agora temos um novo vilão: o El Niño!
Governos locais precisam se antecipar aos efeitos do El Niño, com planos de emergência e ações para proteger a população →

* Fábio Olmos é biólogo e doutor em zoologia. Tem um pendor pela ornitologia e gosto pela relação entre ecologia, economia e antropologia. Embora sempre tenha as aves na cabeça, dizem que não tem miolo de passarinho. Atua como consultor ambiental para a iniciativa privada, governos e ongs, e tem um gosto incurável por discutir políticas ambientais e viajar pelo mundo para ver bichos e a gestão de recursos naturais.