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Lobby político adia aterro sanitário de Petrópolis

Empresa pernambucana contratada para o projeto que substituiria o atual lixão pode perder a vez porque não tem padrinho no estado do Rio.

2 de dezembro de 2015 · 6 anos atrás
  • Emanuel Alencar

    Jornalista, editor de Conteúdo do Museu do Amanhã e mestre em Engenharia Ambiental. É autor do livro “Baía de Guanabara – Des...

Aterro sanitário Pedro do Rio recebe todo o lixo do município de Petrópolis. Foto: Divulgação/COMDEP
Lixo de Petrópolis e  Região Serrana vai para aterro considerado inadequado ou para lixões. Foto: Divulgação/COMDEP

Impasses e disputas políticas complicam o processo de licenciamento do aterro sanitário que receberá 400 toneladas diárias de lixo das cidades de Petrópolis, Três Rios, Paraíba do Sul, Sapucaia, Areal e Comendador Levy Gasparian, no interior do estado do Rio. Esse novo aterro, em Três Rios, será um negócio privado, feito com licenciamento do estado e, logo, dispensa licitação ou concessão. A Empresa Pernambucana de Engenharia e Construções (Empesa) recebeu uma ducha de água fria depois de ter largado na frente e ter apresentado um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O órgão ambiental apresentou um documento da prefeitura de Três Rios alegando problemas com uma certidão de zoneamento do empreendimento. Em resumo: o processo travou.

Ato contínuo, um outro licenciamento para o mesmo aterro ganhou força. Este, como parte interessada a empresa União Norte Fluminense Engenharia e Comércio Ltda. Nos corredores do Inea, comenta-se que a proximidade de um dos sócios da empresa, Hugo Aquino, com o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), foi determinante para que a União Norte “furasse a fila” e tivesse sua vida facilitada no Inea. Aquino inclusive foi agraciado, em 2008, com uma Medalha Tiradentes, que lhe foi concedida por iniciativa de Picciani.

A Empesa e a União Norte sugerem a construção do aterro em áreas distintas. O custo de implantação do empreendimento é de R$ 32 milhões. Dificilmente o aterro ficará pronto antes do final de 2016. Enquanto isso, as cidades da Região Serrana mantêm lixões a céu aberto, contrariando a lei federal. Petrópolis, por exemplo, despeja seus resíduos num espaço no distrito Pedro do Rio cuja operação é considerada muito ruim e com vida útil já esgotada.

 

 

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