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13 de março de 2008

Sem choro nem vela

Em nota enviada no início da noite desta quarta-feira, o Ibama de São Paulo informou que o processo de licenciamento da UHE Tijuco Alto irá continuar. Segundo o órgão, ainda não foi emitida qualquer licença ambiental para o empreendimento, pois faltam as considerações do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) a respeito das cavidades subterrâneas nas proximidades do empreendimento e a autorização da Agência Nacional das Águas para a utilização dos recursos hídricos pelo empreendedor. Uma comissão formada por representantes do movimento contra a hidrelétrica se reunirá hoje em Brasília com o presidente do Ibama para discutir a questão. O objetivo deles é impedir a ida do empreendimento para o Vale do Ribeira.

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7 de março de 2008

Riqueza confirmada

Em estudo inédito, cinco instituições de pesquisa e ensino do Rio de Janeiro fizeram um inventário da biodiversidade marinha da Baía da Ilha Grande. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural (UFRRJ) e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico carimbaram o que já se esperava: a Baía é “extremamente rica”.

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7 de março de 2008

Ao público

O inventário rendeu boas fotos e uma série de conclusões sobre a Ilha Grande, que podem direcionar as ações de preservação futuras no local. Tudo isso foi reunido no livro “Biodiversidade Marinha da Baía de Ilha Grande”, que será lançado nesta sexta-feira, às 19h, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico carioca. As imagens captadas nas viagens ficarão em exposição no mesmo local, até o dia 17 de março.

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5 de março de 2008

Educação ambiental

Na próxima segunda-feira dia 10, às 9h, a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (Escas) abre as portas para sua aula inaugural. Situada em Nazaré Paulista (SP), a instituição – nova em folha – está oferecendo o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável. Mesmo quem não está matriculado no curso pode aparecer para assistir a palestra “Mudanças Climáticas Globais e Conservação de Florestas Tropicais”, com o Prof. Dr. Don Melnick, da Universidade de Columbia. A Escas nasceu de um projeto parceiro entre o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) e a Natura.

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5 de março de 2008

Pelotas em debate

Com uma fila de barragens (projetadas ou construídas) em seu leito, o rio Pelotas vai ser assunto principal do III Fórum Sobre o Impacto das Hidrelétricas no Rio Grande do Sul. As discussões sobre a biodiversidade que resiste no entorno da bacia e os erros do passado, como a usina de Barra Grande, estarão em pauta no encontro, que vai contar com professores universitários e ONGs ambientalistas. O palco do debate será na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e os organizadores chamaram para a mesa toda a turma do governo, incluindo o Ministério de Minas e Energia e o Ibama, que está prestes a dar a licença prévia para mais uma hidrelétrica: de Pai Querê. Confira a programação no site do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais.

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3 de março de 2008

Megabiodiversidade

Pesquisas indicam que a bacia do rio Tibagi guarda hoje locais de megabiodiversidade. Este rio é um dos únicos que restaram no Paraná sem barragens, apesar de diversos projetos de represamento em andamento.

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28 de fevereiro de 2008

Mais pela frente

Lançado em julho de 2007, o programa vai promover plantios com dois objetivos principais: seqüestro de carbono e conservação da biodiversidade da Mata Atlântica. Dentre as mudas, foram escolhidas algumas espécies ameaçadas de extinção, como a imbuia, árvore símbolo do estado. Os participantes da primeira edição empolgaram-se com o plantio. Se depender deles, o projeto terá vida longa.

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27 de fevereiro de 2008

Sem prazos

Ainda segundo o Ibama, não é possível falar em prazos para a reabertura das cavernas. Isso porque, quando concluído o plano de manejo, ele ainda deverá ser avaliado pelo Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de Cavernas, hoje vinculado ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Os autuados têm prazo de 20 dias para apresentar sua defesa.

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27 de fevereiro de 2008

O último dos carnívoros

Além das transformações que culminaram com a era industrial, as alterações da biodiversidade provocadas pelo homem têm papel fundamental no desequilíbrio do fluxo de carbono.

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25 de fevereiro de 2008

Onda de exilados

A existência de "exilados do clima" – aqueles que, por causa das mudanças climáticas têm de deixar o território em que vivem – já é uma realidade para vários países europeus, segundo opinião da ministra do Meio Ambiente da Espanha. De acordo com Cristina Narbona, a chegada de "ondas" de cidadãos africanos na Europa deve-se à perda da biodiversidade no continente. Em um evento realizado nesta segunda-feira na Espanha, a ministra disse que o país deve se comprometer com os cidadãos mais desfavorecidos, "porque onde falta a vida, os seres humanos têm pouco futuro. Que o digam aqueles que chegam em ondas dos países mais pobres da África, onde quase não há vida, entre outras coisas, pelo avanço do aquecimento global, o avanço do deserto e à perda da biodiversidade", disse. A notícia é da agência Europa Press.

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22 de fevereiro de 2008

Servidores em ação

A Associação Nacional dos Servidores do Ibama (Asibama) entrou nesta sexta-feira com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a criação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. O IChiBio teria tolhido a competência do Ibama em fiscalizações e engordado a máquina administrativa, “aumentando a burocracia e diminuindo a agilidade e celeridade do serviço estatal e a efetiva proteção ao meio ambiente”. A Asibama critica a constitucionalidade e a forma como foi criado o novo órgão.

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21 de fevereiro de 2008

Sem queima

A partir desta semana, os produtores de cana da região de Jaú, no interior de São Paulo, não poderão mais realizar a queima controlada da palha de cana-de-açúcar. A decisão é do juiz Gilberto Mendes Sobrinho, da 1ª Vara Federal da cidade, que, em sua sentença, proferida na última segunda-feira, declarou nula todas as licenças expedidas pelo governo estadual e vetou a liberação de novas. Como argumentos para sua determinação, Sobrinho citou o desequilíbrio ambiental causado pela monocultura, o lançamento de gases de efeito estufa e o prejuízo à biodiversidade local provocados pela queima e as doenças respiratórias ocasionadas em trabalhadores rurais.

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13 de fevereiro de 2008

“Não é santuário”

Na tarde de terça, durante encontro com o presidente francês, Nicolas Sakozy, na Guiana Francesa, Lula soltou a seguinte frase: "Não somos daqueles que defendem a Amazônia como um santuário da humanidade". De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, Lula defendeu que é preciso adotar um modelo para preservar a Amazônia sem impedir que os habitantes da região tenham acesso a bens de consumo e ao mercado de trabalho. Para isso, a idéia dele é criar acordos de cooperação entre França e Brasil com o objetivo de estudar a biodiversidade da região. Ainda dentro das discussões sobre a Amazônia, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, defendeu uma solução equilibrada para o problema do desmatamento. Segundo ele, as discussões sobre a anistia de desmatadores ilegais foram feitas de maneira equivocada.

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12 de fevereiro de 2008

Riqueza mantida

O governo francês vetou à empresa de mineração Iamgold o direito de explorar uma mina de ouro na Guiana Francesa. A natureza suspirou aliviada. A extração seria na região de Kaw, conhecida por sua riquíssima biodiversidade. Pesquisadores e entidades ambientalistas estavam preocupados com os fortes impactos ambientais que a atividade poderia ter na área. Segundo as autoridades francesas, o local é uma das pouquíssimas florestas do mundo que “ainda não foram fragmentadas pela ação do homem”. Os que vibraram com o veto, no entanto, lembram que o trabalho ainda não terminou: o próximo passo do governo deve focar nos caçadores, que ainda fazem a festa sem impedimentos. A notícia é do site Mongabay.

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6 de fevereiro de 2008

Futuro próximo

Uma pesquisa divulgada neste domingo pelo jornal O Globo reforçou a celeuma causada no governo com os dados do desmatamento. De acordo com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia (Ipam), se a devastação continuar no ritmo atual, a maior floresta tropical do mundo pode perder 21% de sua cobertura verde em apenas 22 anos. Com isso, os períodos de chuva seriam ainda mais reduzidos, as emissões de gases estufa teriam um aumento brutal e a perda de biodiversidade seria incalculável. “Os danos para o planeta serão irreparáveis”, alertou um dos responsáveis pelo estudo, que aponta o avanço da agropecuária, a abertura de rodovias e a falta de fiscalização como fatores principais do desmatamento.