O planejador de áreas protegidas – com Kenton Miller
O americano Kenton Miller é considerado o pai do planejamento de áreas protegidas. Para conservar a biodiversidade, recomenda treinamento e criatividade aos chefes de parques. →
Garimpo na Amazônia
Teve início no último dia 18 uma grande operação de desocupação do rio Puruí, afluente do Japurá, situado no estado do Amazonas. Fiscais do Ibama e membros do Exército Brasileiro uniram forças para prender garimpeiros da região que usam dragas e máquinas fixas em suas atividades ilegais. Esses equipamentos ajudam a destruir um dos maiores refúgios da biodiversidade brasileira. →
Todo mundo na Amazônia
Na fronteira de desmatamento, hotel de selva Cristalino (MT) ensina que investir na riqueza da biodiversidade faz bem à cultura e à economia. Falta só cativar mais brasileiros. →
Verdes e brancos
Liderando uma das mais ricas ONGs ambientalistas dos Estados Unidos (a The Nature Conservancy), o cientista Sanjayan está preocupado com outras questões além da biodiversidade. O especialista de pele mulata afirmou ao site da Time que a liderança do movimento ambientalista está muito restrita à elite branca. Para Sanjayan, se houvesse mais rostos negros falando sobre meio ambiente, mais jovens de pele escura iriam se identificar e abraçar a causa. Professor universitário e autor de diversos artigos escritos para publicações como New York Times e revista Nature, ele acredita que sua cor ajudou a difundir as idéias da The Nature Conservancy em regiões mais pobres, como a África, e diz que a “diversidade de vozes” é fundamental para que o discurso ambientalista não caia na irrelevância. →
Bom pastor
A pintura ao lado decora a capela do Instituto Israel Pinheiro, em Brasília (DF). À esquerda, uma floresta tingida de negro, com sinistros lobos, onças e morcegos; à direita, árvores enfileiradas coroam um campo desmatado onde pastam singelas ovelhinhas. Não se pode afirmar das intenções, mas pega mal à qualquer igreja atacar a biodiversidade e a realidade natural em troca de supostos paraísos extra-terrenos. →
Sem defesa
Os cerca de 700 gorilas-da-montanha que ainda restam na República Democrática do Congo não têm a quem recorrer. A investigação sobre o caso da morte de dez destes animais no Parque Nacional Virunga, no ano passado, resultou na prisão, nesta terça, de um guarda-florestal que teria organizado a matança. Segundo funcionários da unidade ouvidos pela BBC, a ação do rapaz que deveria proteger a biodiversidade local revela a politicagem que tem regido a segurança do parque. De acordo com peritos, existe uma fabricação de carvão ilegal dentro da UC, e alguns trabalhadores estariam envolvidos com a atividade. Os investigadores suspeitam que a morte dos gorilas tenha sido calculada, como forma de desviar as atenções sobre a fábrica. →
Forte como um Rochedo
Visitar Gibraltar sempre esteve nos meus sonhos de pós-adolescente. Lá encontra-se um magnífico monumento natural e um dos locais mais ricos em biodiversidade no planeta. →
Bio Din-din
O Fundo Global para o Meio Ambiente anuncia nesta sexta (14) uma doação de US$ 22 milhões (cerca de R$ 37 milhões) para o Projeto Nacional de Ações Integradas Público-Privadas para Biodiversidade - Probio II, encabeçado por Ministério do Meio Ambiente, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade - Funbio e Caixa Econômica Federal. Outros US$ 75 milhões (por volta de R$ 127 milhões) serão contrapartidas de fontes governamentais e setor privado. →
Sem choro nem vela
Em nota enviada no início da noite desta quarta-feira, o Ibama de São Paulo informou que o processo de licenciamento da UHE Tijuco Alto irá continuar. Segundo o órgão, ainda não foi emitida qualquer licença ambiental para o empreendimento, pois faltam as considerações do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) a respeito das cavidades subterrâneas nas proximidades do empreendimento e a autorização da Agência Nacional das Águas para a utilização dos recursos hídricos pelo empreendedor. Uma comissão formada por representantes do movimento contra a hidrelétrica se reunirá hoje em Brasília com o presidente do Ibama para discutir a questão. O objetivo deles é impedir a ida do empreendimento para o Vale do Ribeira. →
Riqueza confirmada
Em estudo inédito, cinco instituições de pesquisa e ensino do Rio de Janeiro fizeram um inventário da biodiversidade marinha da Baía da Ilha Grande. Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Museu Nacional/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal Rural (UFRRJ) e Instituto de Pesquisas Jardim Botânico carimbaram o que já se esperava: a Baía é “extremamente rica”. →
Ao público
O inventário rendeu boas fotos e uma série de conclusões sobre a Ilha Grande, que podem direcionar as ações de preservação futuras no local. Tudo isso foi reunido no livro “Biodiversidade Marinha da Baía de Ilha Grande”, que será lançado nesta sexta-feira, às 19h, no Centro de Visitantes do Jardim Botânico carioca. As imagens captadas nas viagens ficarão em exposição no mesmo local, até o dia 17 de março. →
Educação ambiental
Na próxima segunda-feira dia 10, às 9h, a Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade (Escas) abre as portas para sua aula inaugural. Situada em Nazaré Paulista (SP), a instituição – nova em folha – está oferecendo o Mestrado Profissional em Conservação da Biodiversidade e Desenvolvimento Sustentável. Mesmo quem não está matriculado no curso pode aparecer para assistir a palestra “Mudanças Climáticas Globais e Conservação de Florestas Tropicais”, com o Prof. Dr. Don Melnick, da Universidade de Columbia. A Escas nasceu de um projeto parceiro entre o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas) e a Natura. →
Pelotas em debate
Com uma fila de barragens (projetadas ou construídas) em seu leito, o rio Pelotas vai ser assunto principal do III Fórum Sobre o Impacto das Hidrelétricas no Rio Grande do Sul. As discussões sobre a biodiversidade que resiste no entorno da bacia e os erros do passado, como a usina de Barra Grande, estarão em pauta no encontro, que vai contar com professores universitários e ONGs ambientalistas. O palco do debate será na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e os organizadores chamaram para a mesa toda a turma do governo, incluindo o Ministério de Minas e Energia e o Ibama, que está prestes a dar a licença prévia para mais uma hidrelétrica: de Pai Querê. Confira a programação no site do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais. →
Megabiodiversidade
Pesquisas indicam que a bacia do rio Tibagi guarda hoje locais de megabiodiversidade. Este rio é um dos únicos que restaram no Paraná sem barragens, apesar de diversos projetos de represamento em andamento. →
Mais pela frente
Lançado em julho de 2007, o programa vai promover plantios com dois objetivos principais: seqüestro de carbono e conservação da biodiversidade da Mata Atlântica. Dentre as mudas, foram escolhidas algumas espécies ameaçadas de extinção, como a imbuia, árvore símbolo do estado. Os participantes da primeira edição empolgaram-se com o plantio. Se depender deles, o projeto terá vida longa. →
