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Autoridades russas acusaram formalmente 14 ativistas do Greenpeace por pirataria, com outros de 16 correndo risco de também serem indiciados.
Os acusados incluem 4 cidadãos britânicos. Kieron Bryan, um cinegrafista freelancer, junto com Alexandra Harris, Philip Ball e Anthony Perrett, foram acusados de “pirataria praticada em quadrilha.” Cada um pode pegar até 15 anos de prisão se for considerado culpado.
Entre outros acusados estão Ana Paula Alminhana, do Brasil; Dmitri Litvinov, um sueco-americano; Sini Saarela, da Finlândia, e Roman Dolgov, da Rússia, de acordo com o Greenpeace.
Eles estão entre as 30 pessoas de 18 países diferentes que viajavam a bordo do Arctic Sunrise, um navio do Greenpeace, que, no mês passado, foi base de um protesto contra a plataforma de petróleo Prirazlomnaya. A plataforma de perfuração no mar de Pechora é operada pela empresa russa Gazprom de energia.
Como dois ativistas tentaram escalar a plataforma, a polícia russa de fronteira invadiu o barco a partir de helicópteros. O Arctic Sunrise foi então escoltado de volta para Murmansk, noroeste da Rússia, com a tripulação mantida sob guarda armada.
Todos os 30 ativistas foram encarcerados como prisão preventiva por até dois meses, enquanto investigadores estudam as acusações. Espera-se que os promotores acusarão todos nos próximos 2 dias.
O diretor-executivo do Greenpeace Internacional, Kumi Naidoo, disse que a decisão das autoridades russas de indiciar os ativistas representava “a mais séria ameaça ao ativismo ambiental pacífico do Greenpeace” desde o afundamento do Rainbow Warrior em 1985.
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O atual capitão do Arctic Sunrise, Peter Willcox, americano, também era o capitão do Rainbow Warrior na época. Ele está preso em Murmansk, mas ainda não foi indiciado.
“A acusação de pirataria está sendo feita contra homens e mulheres cujo único crime é ser dotado de uma consciência”, disse Naidoo. “Qualquer alegação de que esses ativistas são piratas é tão absurda como é abominável”.
As acusações também vêm após Vladimir Putin dizer que era “completamente óbvio” que os ativistas não eram piratas. O presidente russo, no entanto, acusa-os de violar a lei e disse que as autoridades não tinham como saber se eles eram terroristas ou não, e assim foram forçados a agir.
O Greenpeace afirma que mais de um milhão de pessoas escreveram para embaixadas russas em todo o mundo apoiando seus militantes.
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*Shaun Walker é correspondente do Guardian em Moscou. Esse artigo é publicado através da parceria de ((o))eco com a Guardian Environment Network (veja a versão original). Tradução de Eduardo Pegurier. |
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