“Mais águias, mais linces, mais ursos e principalmente muito mais salmões”, promete a revista Backpacker a quem daqui a dez anos bater as trilhas do Parque Nacional de Olympic, no estado de Washington. Até lá, enquanto um projeto de recuperação orçado em US$ 182 milhões devolve ao rio Elwha a saúde original, a convalescença dos quase 300 hectares de florestas inundados por duas represas no comecó do século XX poderá ser acompanhado via internet através de câmeras instaladas ao ar livre em áreas críticas. Só a demolição da barragem de Glines Canyon levará pelo menos dois anos e meio, para que o reservatório esvazie aos poucos e os sedimentos acumulados no lago artificial se depositem devagar. Mas os ecologistas da ONG American Rivers, que monitora o projeto, prevêem em que, livre das represas, os salmões do Elwha se multipliquem por cem. E, reaberto rio acima o caminho de desova até a base do monte Olympus, o resto virá atrás, ia começar pelos ursos e os turistas.
Leia também
Brasil perdeu 1,4 bilhão de toneladas de carbono do solo por conversão de áreas naturais à agricultura
Quantidade equivale à emissão de 5,2 bilhões de toneladas de CO2 equivalente, segundo cálculo feito por pesquisadores da Esalq-USP e da Embrapa →
Um ano de Trump: como os Estados Unidos reverteram avanços climáticos, dentro e fora do país
Earth.Org analisa algumas das ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde sua posse em 20 de janeiro de 2025, e o que elas significam para os estadunidenses e para o mundo →
Justiça afasta indenização milionária envolvendo desapropriação no Parque Nacional do Caparaó
TRF-2 reconheceu prescrição e e livrou Ibama e ICMBio de indenização sobre áreas da Unidade de Conservação criada em 1961 →


