A população e os governos locais precisam ajudar mais os catadores de materiais recicláveis. Essa é a conclusão de um estudo recém concluído pela bióloga Jandira Aureliano de Araújo, mestre em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco. Após acompanhar durante cerca de um ano a atividade de catadores da comunidade de São José do Coque, em Recife (PE), Jandira constatou que se a população tomasse atitudes básicas em relação à coleta seletiva – como descarte correto do lixo, com separação do material molhado do seco e o orgânico do inorgânico – o produto revendido pelos catadores teria seu valor comercial aumentado.
Além da falha no papel dos cidadãos, os catadores ainda enfrentam falta de estrutura para realização da triagem do material. Segundo a pesquisadora, é comum os catadores levarem o que coletam para dentro de suas comunidades, expondo também outros moradores a riscos de contaminação. De acordo com o IBGE, apenas 8% das cidades brasileiras possuem algum tipo de coleta seletiva e somente 2% do lixo produzido no país são de fato reciclados.
Leia também
Perigos explícitos e dissimulados da má política ambiental do Brasil
pressões corporativas frequentemente distorcem processos democráticos, transformando interesses privados em decisões públicas formalmente legitimadas →
Transparência falha: 40% dos dados ambientais não estavam acessíveis em 2025
Das informações ambientais disponibilizadas, 38% estavam em formato inadequado e 62% desatualizadas, mostra estudo do Observatório do Código Florestal e ICV →
O Carnaval é termômetro para medir nossos avanços no enfrentamento da crise climática
Os impactos da crise climática já são um problema do presente. Medidas políticas eficazes de prevenção aos eventos climáticos extremos não podem ser improvisadas às vésperas das festividades →





