A população e os governos locais precisam ajudar mais os catadores de materiais recicláveis. Essa é a conclusão de um estudo recém concluído pela bióloga Jandira Aureliano de Araújo, mestre em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco. Após acompanhar durante cerca de um ano a atividade de catadores da comunidade de São José do Coque, em Recife (PE), Jandira constatou que se a população tomasse atitudes básicas em relação à coleta seletiva – como descarte correto do lixo, com separação do material molhado do seco e o orgânico do inorgânico – o produto revendido pelos catadores teria seu valor comercial aumentado.
Além da falha no papel dos cidadãos, os catadores ainda enfrentam falta de estrutura para realização da triagem do material. Segundo a pesquisadora, é comum os catadores levarem o que coletam para dentro de suas comunidades, expondo também outros moradores a riscos de contaminação. De acordo com o IBGE, apenas 8% das cidades brasileiras possuem algum tipo de coleta seletiva e somente 2% do lixo produzido no país são de fato reciclados.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
IDS lança Bússola 2026 para pautar debate socioambiental nas eleições
Documento reúne diretrizes e propostas para a agenda socioambiental brasileira no período de 2027 a 2030 e apresenta questionamentos a candidatos aos cargos do Executivo e Legislativo →
Ultrapassar 1,5°C não pode ser normalizado
Mesmo que a temperatura global possa ser reduzida no futuro, os danos produzidos durante o período de maior aquecimento não serão automaticamente revertidos →
Registros inéditos revelam área-chave para reprodução de tubarões no litoral do RJ
Pesquisa identifica fêmeas grávidas e mapeia potencial berçário de três espécies de tubarão, duas dela ameaçadas, no complexo estuarino de Ilha Grande-Sepetiba →

