A população e os governos locais precisam ajudar mais os catadores de materiais recicláveis. Essa é a conclusão de um estudo recém concluído pela bióloga Jandira Aureliano de Araújo, mestre em saúde pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco. Após acompanhar durante cerca de um ano a atividade de catadores da comunidade de São José do Coque, em Recife (PE), Jandira constatou que se a população tomasse atitudes básicas em relação à coleta seletiva – como descarte correto do lixo, com separação do material molhado do seco e o orgânico do inorgânico – o produto revendido pelos catadores teria seu valor comercial aumentado.
Além da falha no papel dos cidadãos, os catadores ainda enfrentam falta de estrutura para realização da triagem do material. Segundo a pesquisadora, é comum os catadores levarem o que coletam para dentro de suas comunidades, expondo também outros moradores a riscos de contaminação. De acordo com o IBGE, apenas 8% das cidades brasileiras possuem algum tipo de coleta seletiva e somente 2% do lixo produzido no país são de fato reciclados.
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