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7 de setembro: Temas ambientais fizeram parte da marcha contra a corrupção

Manifestações lutam contra a aprovação do Código Florestal no Senado, Belo Monte, o uso de agrotóxicos e os impactos das obras da Copa.

Nathália Clark ·
9 de setembro de 2011 · 14 anos atrás
No dia da Independência, 20 mil pessoas se reuniram em protestos na capital federal. Foto: Nathália Clark
No dia da Independência, 20 mil pessoas se reuniram em protestos na capital federal. Foto: Nathália Clark
As comemorações deste 7 de setembro – Dia da Independência do Brasil – não se restringiram aos tradicionais desfiles militares. Além da Marcha Nacional contra a Corrupção, Brasília assistiu à 17ª edição do Grito dos Excluídos, com o lema “Pela Vida Grita a Terra. Por Direitos, Todos Nós”. De acordo com entidades organizardoras do Grito, cerca de 20 mil pessoas estiveram presentes no protesto nas ruas da capital federal, para marchar não somente contra a corrupção, mas também contra a proposta do novo Código Florestal, a construção da Usina de Belo Monte, no Pará, o uso abusivo de agrotóxicos e os impactos socioambientais e econômicos das obras da Copa do Mundo.

Na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional, cerca de 100 pessoas estavam reunidas para protestar contra Belo Monte, no Rio Xingu. A mobilização juntou indígenas e defensores do meio ambiente, e fez parte de um conjunto de manifestações que ocorreram em outras cidades brasileiras no que foi chamado de Dia Internacional da Ação em Defesa da Amazônia.

O encontro durou cerca de duas horas. Entre os manifestantes, Olavo Wapichana, liderança indígena de Roraima, hoje estudante de engenharia florestal na Universidade de Brasília (UnB), ressaltou que “toda obra que afeta áreas protegidas, como as terras indígenas no caso de Belo Monte, é preocupante”.

Abaixo-assinado

Em Belém, o Grito em Defesa da Amazônia, como foi intitulada a manifestação, teve por objetivo chamar a atenção para a importância da luta pela preservação dos recursos ambientais e denunciar os projetos que destroem a região.

Nessa e em outras marchas pelo Brasil também circulou o abaixo-assinado em defesa das florestas, organizado pelo Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável. Lançado em 07 de junho de 2011, o Comitê é uma coalizão formada por 112 organizações da sociedade civil brasileira contrárias ao PLC 30/2011, aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, mais conhecido como o “novo” Código Florestal.

O abaixo-assinado já contém mais de 10,5 mil assinaturas e ontem, somente em Brasília, foram coletadas mais algumas milhares.

Veja aqui a íntegra do documento.

Nota do editor: por imprecisão apontada nos comentários sobre o número de participantes, o título da matéria e o primeiro parágrafo foram editados em 11/09/2011. Não houve intenção, mas a mudança de URL da matéria, infelizmente, apagou os referidos comentários. Aqueles que assim desejarem poderão republicá-los abaixo.

Marcha lutava por causas ambientais como a oposição à aprovação do Código Florestal e a construção de Belo Monte. Foto: Nathália Clark
Marcha lutava por causas ambientais como a oposição à aprovação do Código Florestal e a construção de Belo Monte. Foto: Nathália Clark
Marcha lutava por causas ambientais como a oposição à aprovação do Código Florestal e a construção de Belo Monte. Foto: Nathália Clark
Marcha lutava por causas ambientais como a oposição à aprovação do Código Florestal e a construção de Belo Monte. Foto: Nathália Clark
Manifestantes carregavam faixa a favor da proteção das nascentes do Cerrado, Amazônia e Pantanal. Foto: Nathália Clark
Manifestantes carregavam faixa a favor da proteção das nascentes do Cerrado, Amazônia e Pantanal. Foto: Nathália Clark
  • Nathália Clark

    Nathalia Clark é jornalista na área de meio ambiente, desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas, justiça social e direitos humanos.

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