
Um estudo divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) em parceria com o Instituto Max Planck de Química afirma que a cheia deste ano, no Rio Negro, estará entre as mais severas da história e deverá chegar a 29,67 metros, apenas 10 centímetros menos do que o recorde de 2009. Atualmente a cheia atinge 26,88 metros.
“Nunca no início de março o rio foi tão alto quanto esse ano. Como temos uma La Ninã moderada estabelecida no Pacífico Equatorial, este fenômeno contribuiu para o aumento das chuvas na região. O nível do rio no início do ano estava na média histórica e atingiu em dois meses um recorde”, afirma o pesquisador Jochen Schöngart.
O nível máximo do Rio Negro poderá ser atingido na segunda quinzena de junho. Uma vez muito cheio, afetará zonas urbanas, o que espalha lixo pela cidade. Em zonas rurais, atinge comunidades ribeirinhas e suas atividades de agricultura e pecuária.
De acordo com Jochen, a tendência de cheias e secas têm aumentado nos últimos 25 anos, mas ainda não é possível afirmar se estes fenômenos representam uma variabilidade natural do regime hidrológico da floresta ou se são consequências das mudanças climáticas.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Cerrado perdeu quase 14 milhões de hectares de vegetação nas margens de rios desde 1985
Perda concentrou-se nas bacias do Alto Tocantins e Araguaia e representam mais de um quarto de toda vegetação nativa perdida no bioma, aponta levantamento do MapBiomas →
Jovens lançam plataforma de mobilização por justiça climática
Proposta para a COP 31, a mobilização visa conectar iniciativas locais à agenda de ação global, fomentando a participação latina e juvenil nas políticas climáticas →
Levamos a Terra para um check-up, o diagnóstico é grave, mas ainda temos cura
O Planetary Health Check acompanha nove limites que precisam ficar dentro de uma margem segura para que o planeta continue estável e habitável. Hoje, sete deles estão ultrapassados →
