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Um helicóptero do Ibama, usado na fiscalização contra desmatamento, sofreu sabotagem no início de setembro. A Polícia Federal está investigando o crime. Os responsáveis pela sabotagem poderão responder por tentativa de homicídio e atentado contra a segurança do transporte aéreo.
Tudo foi descoberto depois que o computador da aeronave identificou uma problema durante a decolagem no aeroporto de Sinop, no Mato Grosso. O mecânico verificou que os fios responsáveis pela potência das hélices do helicóptero foram cortados com um alicate. Não fosse o alerta eletrônico, o helicóptero poderia ter caído.
O helicóptero realizava sobrevoos diários de reconhecimento nas áreas identificadas pelo Sistema Deter, do INPE. Em agosto, o Deter detectou um aumento de 220% sobre o mesmo mês do ano passado na região amazônica. Para coibir esse aumento, o Ibama deflagrou a Operação Soberania Nacional, que reúne centenas de fiscais, advindos de vários estados, para combater o aumento o desmatamento no Mato Grosso e Pará. No auge da operação, estavam em campo 250 fiscais do Ibama.
Funciona assim: a partir da análise de imagens de satélite, o Deter (Detecção de desmatamento em tempo real) envia alertas que podem ser até diários ao Ibama. Com o local mapeado, o helicóptero é enviado para sobrevoar o local e, confirmado o problema, passar uma mensagem de rádio às equipes que farão a abordagem por terra. Para a tarefa, o Ibama conta com 105 veículos adaptados ao solo amazônico. Mais de 70% das imagens detectadas em agosto pelo satélite já foram fiscalizadas com o uso do helicóptero e das equipes em terra.
A sabotagem ocorreu no começo do mês de setembro, mas foi divulgada somente ontem pelo Ibama. A Polícia Federal é a responsável pelo inquérito. Depois de uma perícia, para coletar possíveis impressões digitais, o helicóptero voltou ao uso.
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