Esta semana o homenageado do ((o))eco é o curió (Sporophila angolensis), um pássaro exclusivo das Américas, apesar do que indica erroneamente o nome científico. Encontra-se em todo o território nacional e em quase todos os outros países da América do Sul, com exceção do Uruguai e do Chile. Sua ampla distribuição não reflete sua condição atual. O curió está ameaçado de extinção em alguns estados, como Minas Gerais. Isso porque essa pequena ave, de cerca de 15 cm, tem um maravilhoso canto. Suas habilidades musicais fizeram dele o pássaro com mais criadores registrados junto ao IBAMA. Infelizmente, nem todos se dignam a atuar dentro da legalidade e o curió é também a ave mais apreendida no tráfico de animais silvestres.
Sua alimentação é composta por insetos e sementes. É uma espécie que gosta de viver sozinha ou aos pares: na época de acasalamento, que vai do final do inverno até o fim do verão, é natural encontrar o curió acompanhado. Põe 2 ovos que demoram aproximadamente 13 dias para eclodir. Quando nascem, os filhotes ficam cerca de um mês no ninho, sob cuidado dos pais, até estarem prontos para ganhar o mundo com suas asas e sua voz. Foto: Dario Sanches
Coruja suindara: uma sábia caçadora
Papa-piri: o pequeno que gosta de aparecer
Estrelinha ametista: preciosa beleza
Leia também
Lei Geral do Licenciamento em vigor trará prejuízos econômicos, alertam ambientalistas
Especialistas analisam o cenário de insegurança jurídica com o desmonte de uma legislação fundamental ao desenvolvimento do país em quatro décadas de redemocratização →
Indígenas mantêm ocupação do acesso ao porto da Cargill em protesto contra hidrovias
Povos do Baixo Tapajós ocupam há mais de duas semanas a entrada do terminal da Cargill em Santarém, em Santarém, contra dragagem do rio Tapajós →
Sociedade civil reivindica participação no Mapa do Caminho para fim dos combustíveis fósseis
Mais de 100 organizações enviam carta a embaixador Corrêa do Lago pedindo que criação do roteiro seja “processo político real e inclusivo” →




