A urbanização intensa no Brasil nas últimas décadas levou o número de municípios a aumentar mais de oito vezes desde 1872. A criação de novas cidades aconteceu principalmente, em Minas Gerais e São Paulo, conforme é possível observar no infográfico abaixo, que foi organizado a partir de dados do Atlas do Censo Demográfico de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com mais centros administrativos e mais gente vivendo em áreas urbanas, surgiram também novos problemas ambientais. O uso crescente de recursos naturais, a pressão pela ocupação de áreas verdes frente à demanda por espaço, a alta geração de resíduos e lixo, e a necessidade de ampliação de redes de saneamento básico e tratamento de água e esgoto, estão entre os desafios que os gestores municipais terão que enfrentar cada vez mais.
A criação de cidades, porém, nem sempre vem acompanhada dos mecanismos institucionais necessários para lidar com questões ambientais. Conforme o estudo Perfil dos Municípios Brasileiros, também do IBGE, apenas 63,7% das cidades contam com Conselhos Municipais do Meio Ambiente, 55,42% têm legislação específica, 37,2% têm Fundo Municipal do Meio Ambiente, e 24,4% possuem áreas de conservação ambiental.
Ao se analisar a evolução dos número de municípios no país, é importante observar quando mais unidades foram criadas. Dois períodos concentram a multiplicação de cidades no país, as décadas de 1950 e 1960, e as de 1980 e 1990, conforme indica o gráfico abaixo.
Baixe as informações que embasaram esta datareportagem. Clique aqui para obter uma tabela em excel ou em arquivo tipo .csv, com a quantidade de municípios por Estado no período.
Leia também
Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas
Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central →
Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar
Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha →
Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo
O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha →





