Algumas semanas atrás este blog mostrou que uma boa parte das terras cultiváveis de nosso planeta é usada para produzir ração para animais. Voltamos hoje ao assunto, desta vez para mostrar como as terras dedicadas a cultivar comida para seres humanos estão sendo aproveitadas.
Os mapas abaixo mostram que nosso planeta tem a capacidade de produzir muito mais comida do que é produzido atualmente. Esse conjunto de dados, fornecido pela Universidade de Minessota, mostra as produções atuais e potenciais para três das principais culturas de alimentos, milho, trigo e arroz, medida em toneladas por hectare. O potencial de rendimento para uma determinada área é determinado usando a produtividade de uma outra região com condições ambientais análogas como referência, assumindo que o uso da água e de fertilizantes estiver otimizado. Em ambos os mapas, as áreas mais escuras mostram rendimentos menores, enquanto que as áreas rosas indicam rendimentos mais elevados.
O mapa em amarelo destaca a diferença entre os rendimentos atuais e potenciais. Enquanto algumas regiões podem ter um rendimento potencial muito alto, ele já pode ser quase igual à produção atual, como é o caso do Meio-Oeste dos EUA onde a produção está muito perto de seu pleno potencial. Regiões com maior espaço para melhorias, no entanto, se destacam em amarelo brilhante no mapa. Os pontos brilhantes na Ásia, na África Ocidental, Europa Oriental e América Central, por exemplo, indicam locais onde mais alimentos podem ser produzidos.
Fizemos também um recorte dos mapas, destacando o Brasil.
Leia também
A produção de alimentos vista do espaço
O crescimento urbano visto do espaço
Índios x brancos: o que não falta é terra
Hambúrguer in vitro: futuro possível para o consumo de carne
Vamos comer insetos?
‘Nunca é por causa da demografia’
Leia também
Pesquisa revela a importância das cavernas para serviços essenciais à vida no planeta
Desde uma fonte de energia renovável até local para produção de alimentos, ambientes subterrâneos prestam serviços ecossistêmicos fundamentais para a saúde do planeta e nosso bem-estar →
Inação do governo baiano segue afogando animais silvestres em polo do agronegócio
Canais vegetados e adutoras seriam alternativas para reduzir a matança, sobretudo das espécies em risco de extinção →
O fim das multas ambientais tradicionais e o início de uma nova era de reparação ambiental
A Instrução Normativa do Ibama (IN nº 04/2026) precisa ser compreendida como um instrumento estratégico indispensável à atuação dos municípios →




