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Assim como é verdade afirmar que unidades de conservação reduzem o desmatamento da floresta amazônica, também é correto supor que o oposto é verdadeiro: redução de áreas protegidas aumenta o desmatamento. A conclusão veio de um estudo publicado nesta quinta-feira (27) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
O estudo destaca 10 de 40 áreas que sofreram alterações pelo governo federal e pelos governos estaduais de Rondônia, Mato Grosso e Pará para os dados sobre o avanço do desmatamento após a perda da proteção formal ou mudança de categoria para uma de menor proteção. O resultado foi que nas unidades avaliadas entre 2003 e 2011, 5 anos após a redução, o desmatamento aumentou em média 50% em comparação aos 5 anos anteriores à perda de proteção.
Usando a amostra das 40 áreas protegidas que perderam ou tiveram a proteção legal reduzida, os principais motivos que levaram a perda da proteção foram ocupações, com 74% dos casos. Em segundo lugar são as instalações de projetos hidrelétricos, com 42%. O balanço indica uma perda de 2,5 milhões de hectares em 38 áreas protegidas na Amazônia.
UC estaduais em perigo
Há 2 semanas, deputados de Rondônia aprovaram um projeto de lei que anula a criação da Reserva Extrativista Jaci-Paraná, na região de Minas Nova, no município de Buritis. O episódio está longe de ser uma exceção.
As Unidades de Conservação estaduais são as que mais sofreram processo de anulação ou recategorização para um tipo de UC de menor proteção. Representam 77% das áreas protegidas alteradas, contra 28% Federais e 5% de Terras Indígenas.
Pará e Rondônia concentram mais de 80% das áreas protegidas alteradas. A perda de área é mais comum em Unidades de Conservação de Uso Sustentável (84%), do que em UCs de proteção integral (8%) e Terras Indígenas (8%).
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