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África do Sul: matança de rinocerontes bate novo recorde

Mais de 1200 animais foram abatidos no país. Desses, 827 foram mortos dentro do Parque Nacional Krueger, o principal destino safári do país.

Redação ((o))eco ·
23 de janeiro de 2015 · 8 anos atrás

"Pare com a morte de rinocerontes", diz placa no Kruger National Park, na África do Sul. Foto:
"Pare com a morte de rinocerontes", diz placa no Kruger National Park, na África do Sul. Foto:

A África do Sul bateu novo recorde no ranking de número de rinocerontes abatidos para a coleta de seus valiosos chifres. Apesar do combate ao tráfico, dados do governo mostram um avanço significativo no número de animais caçados ilegalmente. Em 2014 foram 1.215 abatidos, contra 1.004 em 2013. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pela ministra de Assuntos Ambientais Edna Molewa.

Apenas em janeiro de 2015 já foram registradas 49 mortes de rinocerontes.

Desde 2011, foram abatidos 3.384 rinocerontes na África do Sul. Deste total, 2.139 mortes ocorreram no Parque Nacional Krueger, onde vive a maior parte da população desses animais no país e o principal destino turístico de safari na região. Em 2014, foram assassinados 827 rinocerantes no parque.

O número de prisões de caçadores também vem aumentando ao longo dos anos: foram 386 ano passado e já são 17 os encarcerados neste janeiro. Ao todo, contado a partir de 2011, foram presos 1.245 caçadores.

Os caçadores matam os animais em busca do valioso chifre, que é exportado aos mercados do Oriente Médio e Ásia, para emprego como símbolo de virilidade ou em miraculosas curas da medicina tradicional.

Os traficantes usam o parque para abater os animais e seguem rumo a Moçambique, a porta de saída dos chifres ilegais. De lá os chifres seguem para a Ásia, geralmente o Vietnã, por onde o produto já triturado e em forma de pó é distribuído para atender o mercado consumidor regional.

Estratégias de conservação

A Ministra de Assuntos Ambientais Edna Molewa informou na coletiva os planos do governo da África do Sul pretende para inverter o atual quadro.

Entre as medidas estão a transferência do rinoceronte de locais sob ameaça para locais  mais seguros, melhoria na investigação policial contra o tráfico de animais e capacitação de funcionários dos portos para identificar entrada e saída de produtos oriundos da caça ilegal.

 

 

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