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Desmatamento e degradação têm queda expressiva na Amazônia

Governo federal comemora tendência de queda e mira na meta do desmatamento zero até 2030. Cerrado também apresentou redução no desmate

Cristiane Prizibisczki ·
12 de fevereiro de 2026

O desmatamento na Amazônia caiu 35% nos últimos seis meses. Entre 1º de agosto de 2025 e 31 de janeiro de 2026, o bioma contabilizou 1.324 km² sob alerta de desmate, contra 2.050 no período anterior (agosto de 2024 a janeiro de 2025). A queda na degradação foi ainda maior: 93%, passando de 44.555 km² para 2.923 km² no mesmo período. Os números, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram divulgados nesta quinta-feira (12).

As cifras foram comemoradas pelo governo federal. “Há uma expectativa de chegarmos, em 2026, à menor taxa de desmatamento da série histórica na Amazônia se continuarmos com esses esforços”, destacou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

Cerrado

No Cerrado, a tendência também é de queda, mostraram os dados do INPE. No mesmo período (agosto de 2025 a janeiro de 2026), foram identificados 1.905 km² sob alerta de desmatamento no bioma, ante 2.025 km² no ciclo anterior, o que representa uma queda de 6%. 

Segundo a ministra Marina Silva, os números registrados nos últimos seis meses na Amazônia e Cerrado são resultado de uma política pública “baseada em dados e evidências”, associada a investimento no comando e controle e aos esforços em alcançar a meta de eliminar o desmatamento no país até 2030.

Para exemplificar tal esforço, o governo apresentou outras cifras: o número de ações de fiscalização realizadas pelo Ibama aumentaram em 59%, em relação a 2022, com elevação também no número de embargos realizados pelo órgão: aumento de 51% no mesmo período.

André Lima, Secretário Extraordinário de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do MMA, apresenta os dados do desmatamento. Foto: Rogério Cassimiro/MMA

Já no ICMBio, órgão responsável pela gestão das unidades de conservação do país, as ações de fiscalização aumentaram em 24% e os embargos, em 44%, também em comparação a 2022.

Outro eixo de atuação, segundo o governo federal, foi a retomada da destinação de florestas públicas federais. O Governo do Brasil prevê destinar 15 milhões de hectares de florestas públicas, conforme estabelece o Decreto nº 12.046/2024 e a Portaria Interministerial MMA/MDA nº 1.309/2025.

Os dados foram divulgados após a 6ª reunião ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento. Reativado em 2023, o colegiado reúne 19 pastas sob a presidência da Casa Civil e a secretaria executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

“Sem o esforço coletivo desses 19 ministérios, não teríamos conseguido alcançar os excelentes resultados obtidos até o momento. Seguimos organizados e comprometidos para avançar ainda mais”, disse a secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, durante a entrevista.

Pantanal 

No Pantanal, de agosto de 2025 a janeiro de 2026, houve aumento de 45,5% no desmatamento, na comparação com o mesmo ciclo anterior: passou de 202 km² para 294 km². Porém, na comparação do mesmo recorte entre 2023 e 2024, houve queda de 65,2%.

  • Cristiane Prizibisczki

    Jornalista com quase 20 anos de experiência na cobertura de temas como conservação, biodiversidade, política ambiental e mudanças climáticas. Já escreveu para UOL, Editora Abril, Editora Globo e Ecosystem Marketplace e desde 2006 colabora com ((o))eco. Adora ser a voz dos bichos e das plantas.

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