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Desmatamento na Amazônia alcança menor valor da série histórica em fevereiro

No Cerrado, desmatamento também teve redução no último mês, mas números permanecem elevados

Cristiane Prizibisczki ·
11 de março de 2025 · 1 anos atrás

O desmatamento continua caindo na Amazônia. Em fevereiro, foram registrados 80,95 km² de destruição, o menor valor da série histórica do sistema Deter do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), iniciada em 2016.

O valor representou uma queda de 64% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registrados 226,5 km² de desmate. Os números foram atualizados na última sexta-feira (7), na plataforma do INPE.

Mato Grosso foi o estado com maior área desmatada no último mês (29 km²), seguido por Roraima (18 km²), Pará (15 km²) e Amazonas (11 km²). 

Roraima, que geralmente não figura entre os maiores desmatadores, aparece na lista porque a região norte do bioma enfrenta maior estiagem nos primeiros meses do ano, ao contrário do sul da floresta tropical, onde os meses mais secos se concentram entre junho e setembro.

Cerrado

O Cerrado também registrou queda no desmatamento em fevereiro, em relação ao mesmo período do ano anterior. No mês passado, o bioma perdeu 494 km², o que representou uma queda de 24% no total desmatado no mesmo período em 2024 (655 km²).

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Apesar da queda, os números do desmatamento no bioma permanecem altos: o valor registrado em fevereiro é o terceiro maior para o mês, só perdendo para 2024, quando o desmatamento atingiu seu pico, e 2023.

O estado que mais desmatou o bioma em fevereiro foi Piaui (118 km²), seguido por Bahia (104,7 km²), Tocantins (97 km²) e Maranhão (57 km²).

O controle do desmatamento no país tem sido uma bandeira do governo Lula. Os resultados são expressivos na Amazônia, mas ainda merecem atenção no Cerrado. O desmatamento é a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa do país.

  • Cristiane Prizibisczki

    Jornalista com quase 20 anos de experiência na cobertura de temas como conservação, biodiversidade, política ambiental e mudanças climáticas. Já escreveu para UOL, Editora Abril, Editora Globo e Ecosystem Marketplace e desde 2006 colabora com ((o))eco. Adora ser a voz dos bichos e das plantas.

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