
O presidente Jair Bolsonaro anunciou na tarde de quinta-feira (06) o nome de Augusto Aras como o próximo procurador-geral da República. Aras será o sucessor de Raquel Dodge, que fica no cargo até o dia 17 de setembro. O nome de Aras ainda precisa ser aprovado pelo Senado.
Mais tarde, à noite, Bolsonaro justificou a sua escolha por achar Aras mais alinhado em relação a um conjunto de assuntos, um deles, o meio ambiente. “Tem procurador que não pode ver um bambu sendo cortado que já quer processar todo mundo”, afirmou o presidente.
Em agosto, o presidente havia adiantado que nomearia um novo procurador-geral que não fosse “um xiita ambiental” e que entendesse “minoria como minoria”.
Nesta quinta-feira (05), na Live, defendeu sua escolha com base nesses pontos.
“Tudo bem. O cara é radical, quer acabar com a corrupção, mas é um cara que é xiita na questão ambiental. Que eu não vou poder abrir uma estrada que ela será contestada. Que eu não poderei buscar um trabalho melhor para o produtor rural que terá problema. Um radical que é favorável à ideologia de gênero, fim da família, essas patifarias todas que estão aí. Isso eu não vou fazer”, disse.
Subprocurador-geral da República, especializado nas áreas de direito público e direito econômico, Antonio Augusto Brandão de Aras tem 60 anos e é natural de Salvador, Bahia. Começou sua carreira no Ministério Público Federal (MPF) em 1987.
Aras se candidatou em abril à vaga de Dodge e não participou da lista tríplice da PGR, onde os candidatos são votados pelos procuradores. É a primeira vez, em 16 anos, que o nome do novo PGR não sai da lista.
Embora com o discurso alinhado contra pautas importantes para o governo, como ideologia de gênero e questão ambiental, Aras não tem o apoio de parte dos apoiadores do presidente, que resgataram fotos, vídeos e menções à figuras como Che Guevara, personagem importante na revolução cubana, para criticar a nomeação.
O nomeado deverá ser sabatinado no Senado e, caso aprovado, tomará posse no dia 17 de setembro.
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O fato é que o ambientalismo militante perdeu a noção de escala e hoje ignora que o xiitismo ambiental é aquele que enterrou o conceito de desenvolvimento sustentável e o substituiu por subdesenvolvimento politicamente correto onde o homem não é parte da natureza, mas um c a ncer que deve ser controlado senão eliminado.
A dúvida é se o PGR vai cumprir o esperado.
Qual?
O compromisso com desenvolvimento sustentável, inclusão social, defesa da soberania nacional e combate à corrupção na área ambiental, incluindo ongs piratas, grilagem e pirataria biológica.
Então vamos aguardar. Da caixa preta, conforme dizem os procuradores federais.
Pergunta?
O PGR é advogado da constituição e dos preceitos públicos, ou é advogado do sr. Jair Bolsonaro e suas idéias e ideologias.