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Websérie de ((o))eco mostra natureza que resiste na Baía de Guanabara

"Guanabara: baía que resiste" estreia nesta terça-feira com histórias inspiradoras sobre conservação e soluções baseadas em natureza na região da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro

Redação ((o))eco ·
7 de dezembro de 2021

Lar da maior faixa de manguezal contínua do estado do Rio de Janeiro, de mais de uma centena de áreas protegidas e de uma resiliente e ainda presente biodiversidade, a região hidrográfica da Baía de Guanabara possui riquezas naturais ignoradas por muitos dos seus moradores. Enquanto uns desconhecem a natureza que resiste na região, outros se engajam para recuperar a vida da Guanabara com ações inspiradoras de recuperação ambiental e implementação de negócios que investem na natureza como solução. Esses ilustres personagens guanabarinos vêm à tona na websérie “Guanabara: Baía que Resiste”, realizada por ((o))eco, que estreia nesta terça-feira (7).

A região hidrográfica da Baía de Guanabara engloba 17 municípios do estado do Rio de Janeiro. Desde aqueles que estão as suas margens até aqueles onde estão rios que levam suas águas para a baía, como o município de Cachoeira de Macacu, onde está a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA), uma das histórias de restauração ambiental contadas pela websérie. Na reserva particular, além do plantio de mais de 600 mil árvores e da recuperação de mais de 400 hectares de Mata Atlântica, também está em curso a reintrodução de antas, animal que havia sido extinto da região.

Outro protagonista da websérie é a Área de Proteção Ambiental de Guapimirim, localizada no fundo da Baía de Guanabara, onde pescadores artesanais se tornaram grandes aliados do manguezal e da conservação da natureza, além de agentes de educação ambiental.

A websérie “Guanabara: baía que resiste” é uma realização de ((o))eco, com patrocínio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, e conta com três episódios, com duração média de 10 minutos cada. Os episódios 2 e 3 serão lançados, respectivamente, nos dias 9 e 13 de dezembro, no site de ((o))eco e no canal do Youtube. Apoiadores de ((o))eco tiveram acesso antecipado ao conteúdo.

Os três episódios terão exibição especial nos dias 8, 9 e 10 de dezembro, durante o Seminário Ação Ambiental 2021 da Firjan, como parte do lançamento do movimento Viva Água, que reúne atores de diferentes setores da sociedade com o objetivo de fortalecer a segurança hídrica, promover a adaptação às mudanças climáticas e fomentar o empreendedorismo sustentável em toda a bacia hidrográfica de Guanabara.

“Nosso objetivo ao longo desses três episódios é, em primeiro lugar, mostrar que a Baía de Guanabara está viva e fazer as pessoas entenderem, valorizarem isso e terem um outro olhar sobre a baía. E na websérie a gente traz exemplos inspiradores de pessoas que estão engajadas na recuperação e na defesa da Baía de Guanabara, que incluem soluções baseadas na natureza e oportunidades de negócios que promovem a revitalização ecológica, econômica e social”, conta o diretor da websérie, Marcio Isensee e Sá.

As soluções baseadas na natureza, que vão desde a recuperação ambiental e a retomada de serviços ecossistêmicos, como qualidade de água, também incluem exemplos de iniciativas criadas a partir da infraestrutura natural, como tratamento de resíduos sem químicos, jardins filtrantes, e plantio de agroflorestas.

“A biodiversidade é a grande guardiã de um conjunto de benefícios que a natureza dá para nós. Quando fazemos essa restauração que recupera a biodiversidade, mas ao mesmo tempo gera renda para pessoas, gera empregos verdes, como por exemplo para quem monta um viveiro, para quem coleta sementes, aí a gente passa a ter uma solução baseada na natureza”, explica o professor do Departamento de Ecologia da UFRJ, Fabio Scarano, conselheiro da Fundação Grupo Boticário e um dos personagens da websérie.

Assista ao primeiro episódio da websérie “Guanabara: Baía que resiste”:

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Comentários 1

  1. Treep diz:

    Lugar perfeito e repleto de natureza!
    Eu ainda não sabia da existência e agora já quero estar lá!