Colunas
3 de setembro de 2009

A era volátil da fotografia

Comodismo tecnológico das câmeras digitais tornou a fotografia efêmera, sem norte, sem causa. Embora não pareça, isso pode ser um risco que envolve a banalização da natureza.

Por Adriano Gambarini
3 de setembro de 2009
Notícias
2 de setembro de 2009

E lá se vai o Saola

Alerta distribuído hoje pela União Internacional para a Conservação da Natureza dá conta de que o simpático Saola (foto acima) está em vias de extinção. Esse parente do boi selvagem que atende pelo nome científico de Pseudoryx nghetinhensis só foi descoberto em 1992, em montanhas do Vietnã e Laos, mas conforme cientistas reunidos de emergência no segundo país, sua situação é para lá de crítica. E ainda mais perigosa porque não há um exemplar sequer em zoológico, se isso se pode chamar de conservação. A principal ameaça ao belo animal é caça apoiada por cachorros, seguida pela destruição de seus habitats pelo desmatamento. Receituário certo para a extinção.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2009
Notícias
2 de setembro de 2009

Preço da sustentabilidade

Na Catalunha (Espanha), o escritório de arquitetos Pich-Aguilera e a empresa de prefabricados Pujol sacaram da cartola uma casa bioclimática chamada Kyoto. Com 259 metros quadrados, esfria e aquece por si mesma, usa ventilação natural, tem painéis solares para esquentar água e gerar energia e um "telhado verde" que aproveita a chuva para irrigação de um jardim que dispensa maiores cuidados. Pré-fabricada, permite montagem e desmontagem rápida, além da reciclagem. O problema ainda é o preço da inovação, 372 mil Euros, ou quase um milhão de reais. Mais informações aqui.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2009
Notícias
2 de setembro de 2009

Mais corações, mais descontos

Falando em Catalunha, o governo de lá quer incentivar um melhor aproveitamento dos automóveis oferecendo descontos em pedágios para veículos que trafegarem com mais passageiros. Um problema imediato era detectar automaticamente o número de pessoas em cada carro. Muitos neurônios queimados depois, a possibilidade mais interessante e confiável é usar sensores de batimento cardíaco. Segundo especialistas, cada pessoa tem um ritmo único, o que permitiria o reconhecimento da lotação por um sensor especial. O modelo está em planejamento.

Por Redação ((o))eco
2 de setembro de 2009
Notícias
1 de setembro de 2009

Menos 532 km² de florestas

A Amazônia Legal perdeu 532 quilômetros quadrados de florestas em julho deste ano. O número, resultado das análises do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Imazon, representa aumento de 93% em relação a junho de 2009, quando o desmatamento somou 276 km². O Imazon alerta, no entanto, que parte desse desmatamento pode ter ocorrido nos meses anteriores, quando a cobertura de nuvens estava bem acentuada na região. O estado campeão em corte raso no mês analisado foi o Pará, com 70% do total de árvores derrubadas, principalmente na área de influência da BR-163 e na Terra do Meio. A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu e as Florestas Nacionais de Altamira e do Jamanxim foram as mais afetadas. Mato Grosso responde por 12 % do total, seguido pelo Amazonas (10%), Rondônia (5%), Acre, Roraima e Tocantins, com 1% cada. Parte do Maranhão que integra a Amazônia Legal não foi analisada. Já as florestas impactadas pela degradação progressiva – que é diferente do corte raso – somam 455 km². Novamente o Pará é o estado campeão, com 44% do total. O segundo lugar fica com o Mato Grosso (40%), seguido por Rondônia (13%), Roraima, Amazonas e Acre que, juntos, são responsáveis por 3% do total de degradação. O acumulado de agosto de 2008 a julho de 2009 foi de 1.766 km², o que representa redução de 65% em relação ao desmatamento no mesmo período do ano anterior (5.031 km²).

Por Redação ((o))eco
1 de setembro de 2009
Salada Verde
1 de setembro de 2009

Médicos querem mais ação de Minc

A Sociedade Brasileira de Cardiologia enviou uma carta a Carlos Minc pedindo mais providências e mais empenho do ministro para que o governo adote medidas que reduzam a poluição nas grandes cidades. O documento é fruto de um fórum que a entidade organizou em São Paulo. "Para citar outro exemplo, o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo comprovou que, nos dias de alto índice de poluição e baixa temperatura, há um incremento de pelo menos oito mortes devidas a doenças cardiovasculares neste único hospital. Isso porque, segundo estudos recentes, 20% das mortes por evento cardíaco na cidade são aceleradas por causa da poluição. No caso de infartos, por exemplo, há um risco até três vezes maior. Comprovadamente, a poluição do ar aumenta não só o número de infartos, mas também as arritmias cardíacas, as crises de asma brônquica e as infecções respiratórias. E ainda afeta negativamente a saúde das gestantes e dos bebês", diz um trecho da carta. Confira a íntegra aqui.

Por Salada Verde
1 de setembro de 2009
Salada Verde
1 de setembro de 2009

Cobrar pelas sacolinhas plásticas

Lá foram já descobriram que o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. Por isso, além de campanhas midiáticas, a assembléia do País de Gales prepara um projeto de lei que obrigará supermercados e outros estabelecimentos a cobrar 20 centavos de Euro (quase 60 centavos de real) por cada indigesta sacolinha plástica. Segundo eles, essa será uma maneira eficiente para estimular os consumidores a levar de casa suas próprias bolsas. A Irlanda já cobra pelo material desde 2002. Por aqui temos a campanha Saco é um saco, mas nada se fala sobre cobrança. Um saco.

Por Salada Verde
1 de setembro de 2009
Entrar