Salada Verde
12 de dezembro de 2008

350: não esqueça este número

Poznan - Nas discussões sobre mudanças climáticas, os países há anos têm debatido a necessidade de que para estabilizar o clima em uma temperatura segura seria preciso limitar a concentração de gás carbônico na atmosfera em 450 partes por milhão (ppm). Mas há uma campanha em todo mundo para que os negociadores na ONU resolvam baixar esta meta a 350 ppm. Isso implicaria em um aumento de temperatura de aproximadamente 1,5C no planeta, o que já não é bom, mas melhor do que 2C, como deve ocorrer com os 450 ppm. Nesta sexta a Campanha 350 (Veja o site) ganhou um apoio de peso. Na Conferência do Clima, que ocorre na Polônia, o prêmio Nobel Al Gore afirmou em discurso a delegados que as "metas precisam ser endurecidas para chegarmos a 350 ppm". Ele foi longamente aplaudido. Falta ver que país se comprometeria com isso.Leia também a reportagem "O clima está mudando. E rápido"

Por Salada Verde
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Semana em fotos

A semana chega ao fim com uma bela sessão de fotografias da natureza publicada no site do The Guardian. Ao longo das 16 imagens, o leitor poderá conferir um grupo de cormorões (pássaros também conhecidos como corvos marinhos) pegando sol em fila no lago Merritt (EUA), mais antigo refúgio de vida silvestre da América do Norte, ou um mergulhador nadando próximo a inúmeras barracudas na Malásia. O destaque, no entanto, vai para a teia de aranha clicada em uma manhã fria na Índia. Confira!

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Califórnia dá um passo atrás

Em 2006, a Califórnia lançou uma meta ambiciosa para combater o aquecimento global: chegar no final da próxima década com os mesmos níveis de emissão de gases de efeito estufa verificados em 1990. Os planos para atingir tal objetivo começaram a ser votados na última quinta-feira pelo Conselho de Recursos do Ar no estado comandado por  Arnold Schwarzenegger. No entanto, as novidades não são lá muito animadoras. De acordo com notícia da agência Reuters, as conversas agora são pautadas nos custos-benefícios do projeto em meio à crise financeira e é bem possível que sequer 30% da proposta inicial sejam alcançados.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Última mensagem antes do fim

Uma empresa do Novo México resolveu ajudar o ativismo em prol do meio ambiente até na hora do suspiro final. Atendendo a pedidos da organização protetora dos animais Peta, a empresa criou caixões feitos em madeira e projetados para serem eco-simpatizantes, sem parafusos, pregos, dobradiças ou cola com componentes de origem animal. A novidade do produto está nas mensagens gravadas nos caixões, como “Salvei 500 animais. Quantos você salvará?”, “Dê à vida o seu melhor – torne-se vegan” ou até mesmo aquelas com uma pitada de humor, como “Eu disse a você que em pele de animal, nem morto!”. Os caixões começaram a ser vendidos na última semana. Os modelos podem ser conferidos no site responsável pelos designs, The Old Pine Box.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Proposta boa, preço salgado

Começou ontem (11), no Rio de Janeiro, o sistema de aluguel de bicicletas nos moldes do que já existe em Paris e outras cidades européias. A partir de agora, os cariocas podem adquirir um passe – que será diário, semanal ou anual –, pegar a magrela em uma das estações credenciadas pela empresa pernambucana Serttel e devolvê-la em outros postos da cidade. O número de trajetos é ilimitado, mas o tempo máximo na viagem de cada bicicleta é de 30 minutos. Depois disso, o usuário paga um valor extra. O problema é o preço do pacote, um tanto salgado. Para ter direito a usar as bikes públicas durante 12 meses, o ciclista deve desembolsar 350 reais. A capital francesa cobra 93 reais pelo mesmo período. A notícia é do jornal O Globo.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

“Yes, we can!”

Poznan - Al Gore não perde a chance de emplacar a mensagem de que o mundo precisa combater o aquecimento global. Nesta sexta (12), ele aterrissou na Polônia, bem nos últimos momentos das negociações da Conferência da ONU sobre mudanças climáticas. "Sim, nós podemos (Yes, we can)", disse ele repetindo o lema da campanha de seu companheiro democrata Barack Obama. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e também prêmio Nobel da Paz mostrou otimismo e afirmou que será possível construir um acordo ambicioso na reunião de Copenhague, em 2009, quando expira o prazo para as negociações.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Aplausos para o Brasil

Poznan – O Plano Nacional de Mudanças Climáticas e as metas para a redução do desmatamento estabelecidas pelo governo brasileiro no último dia 1º de dezembro foram mencionados por Al Gore em seu discurso aos delegados da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas. "O Brasil acaba de estabelecer um importante compromisso para interromper a perda de suas florestas", disse o prêmio Nobel. A fala foi aplaudida com entusiasmo pelo público do principal plenário do pavilhão de Poznan.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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12 de dezembro de 2008

Nem tudo são glórias

Poznan – Enquanto o governo brasileiro recebe elogios por suas metas contra o desmatamento, ONGs ambientalistas questionam a seriedade do presidente Lula em implementar o plano. Principalmente porque ontem ele assinou o decreto 6686, que altera o 6.514, assinado em junho de  2008, e que aumenta o prazo para produtores rurais com infrações ambientais regularizarem sua situação. Em Poznan, o ministro Carlos Minc conversou com O Eco e afirmou que a posição do governo não enfraquece as metas para o desmatamento. Segundo ele, a negociação com os representantes do setor agrícola aumentou o prazo original de 4 meses para 1 ano, enquanto, na verdade, a turma dos fazendeiros estava pedindo 4 anos. "Botamos um monte de bodes na sala e agora conseguimos um acordo que acho razoável", disse o ministro.

Por Redação ((o))eco
12 de dezembro de 2008
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11 de dezembro de 2008

Projeto ambiental em mãos extrativistas

Os vereadores de Apiacás, cidade do norte do Mato Grosso, vão decidir amanhã (12) o futuro da Casa de Meio Ambiente e Cultura, projeto da WWF que prevê a construção de um espaço para dar apoio aos trabalhos de pesquisa, educação ambiental e cursos de formação sobre o Parque Nacional do Juruena. O projeto tem de tudo para incentivar boas práticas ambientais, mas os membros da Câmara e empresários locais, que enriquecem à base da exploração ilegal de madeira, já se mostraram avessos à idéia. Segundo a ONG, tudo indica que a Casa não será aprovada, mesmo com o apoio do Instituto Centro de Vida (IVC), Instituto Chico Mendes (ICMBio) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente do município. 

Por Redação ((o))eco
11 de dezembro de 2008
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11 de dezembro de 2008

Recado indireto

Como já noticiou O Eco em diversas reportagens, Apiacás é um dos municípios que exercem grande pressão à integridade ambiental do Parque Nacional do Juruena. Se votarem contra o projeto da WWF, os vereadores passarão seu recado sobre o que pensam de atividades como pecuária, garimpo e exploração ilegal de madeira, que movimentam financeiramente a região. “Se esses representantes optarem por um parecer negativo à edificação do empreendimento, como porta-vozes dos setores adeptos de práticas não sustentáveis, um grande retrocesso seria consolidado”, diz a WWF, em nota.

Por Redação ((o))eco
11 de dezembro de 2008
Salada Verde
11 de dezembro de 2008

O estilo Minc chega a Poznan

Poznan - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, fez nesta quinta-feira seu pronunciamento na plenária da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, que ocorre até sábado na Polônia. Para não perder costume, o homem-do-colete (aliás estava usando um belo rajado) chegou anunciando um novo programa. Desta vez é chamada de Aliança Tecnológica para Inovações Anti-Aquecimento - vulgarmente batizada de ATIA. Em poucas palavras, o nosso ministro está propondo que Brasil e outros países formem um fundo para diminuir os royalties de tecnologias verdes para países em desenvolvimento. Minc não explicou quem já foi convidado entre os membros da ONU a integrarem a ATIA e de onde virá o dinheiro do fundo. O único porém é que só faltou combinar com os russos. Os diplomatas pelo Itamaraty não estão informados da proposta e ela não consta no documento final da Conferência, que aliás foi escrito pelo ministro brasileiro Luis Alberto Figueiredo Machado.

Por Salada Verde
11 de dezembro de 2008

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