Notícias
2 de março de 2006

Contra o tempo

A meta do Ministério do Meio Ambiente é ter 13 milhões de hectares de floresta sob concessão num prazo de uma década. Isso corresponde a cerca de 3% da Amazônia. Eufórico com a sanção da lei, Tasso Azevedo, Secretário de Florestas do MMA, disse que a implementação será imediata. Tomara.

Por Carolina Elia
2 de março de 2006
Notícias
2 de março de 2006

Cálculo de risco

Ao redor do mundo, para um escalador conhecer o grau de dificuldade de uma via, basta checar o número que define o seu risco. Só tem um problema:...

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2006
Notícias
2 de março de 2006

Garimpo no caminho

Uma equipe do Ibama constatou no final de fevereiro a presença de duas grandes balsas extraindo ouro na região do rio Juruena, onde o instituto pretendecriar um parque nacional. O Ibama suspeita que índios levados de Juína (MT) para lá pela Funai estejam facilitando a atividade mineradora. Os índios invadiram uma pousada que funcionava no local e ergueram quatro casas ao longo da pista de pouso do hotel. Se continuar assim, a região de um milhão de hectares pode virar terra indígena em vez de parque.

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2006
Notícias
2 de março de 2006

Índio quer ouro

A mesma equipe do Ibama foi informada sobre a extração de minérios com bombas na Terra Indígena Igarapé Preto, vizinha à futura unidade de conservação.

Por felipe Felipe Lobo
2 de março de 2006
Colunas
2 de março de 2006

Acorda aí!

A lei se fez cumprir em pleno Carnaval em Ilha Grande e campistas foram mandados para casa mais cedo. Um passo importante que precisa ser seguido de outros.

Por Pedro da Cunha e Menezes
2 de março de 2006
Análises
2 de março de 2006

Forma e conteúdo

De Rogério Cunha de PaulaCENAP/IBAMA Prezada Andreia, Recebi só agora a reportagem que escreveu sobre a Serra da Canastra e gostaria de parabenizá-la pela excelente descrição bilateral dos acontecimentos na região. Sou biólogo e trabalho na Serra desde 97, com os mamíferos da região. Atualmente coordeno e desenvolvo pesquisas com o lobo-guará, um projeto grande engatilhado desde 2001 e iniciado sistematicamente em 2004. Participei também ativamente do conturbado e discutido Plano de Manejo do parque realizado em 2001/2002 e publicado somente no ano passado. Sendo assim, sou um dos defensores do parque e da desapropriação de parte das terras ainda não regularizadas. Mas, como no Brasil ainda o que prevalece são os interesses econômico-políticos, não vejo uma boa luz no fim deste longo túnel. Enfim, de qualquer forma, cabe aqui meus parabéns pela matéria e se precisar de qualquer coisa sobre a fauna da serra, pode contar comigo. Abraços

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2006
Análises
2 de março de 2006

Solução de mercado

De Luiz de FreitasParabéns pela forma aberta e clara de sua declaração "empregos desta qualidade, não deviam existir" desautorizando teóricos de gabinete que continuam protestando... contra o avanço da mecanização agrícola!Não admira que ainda nos idos anos 70, um professor francês achou por bem desautorizar um "especialista" brasileiro, afirmando "que o BRASIL só exportava açúcar barato porque embutia no custo o sangue de seus trabalhadores e as esperanças de sua juventude".Saudações,Luiz de Freitas

Por Redação ((o))eco
2 de março de 2006
Notícias
1 de março de 2006

Alienígenas

Cheasepeake Bay, no estado de Maryland, é uma das mais bonitas e mais importantes baías da costa Leste dos Estados Unidos. Com 166 mil quilômetros quadrados de área, é o maior estuário do país e até 3 décadas atrás estava prestes a acabar por causa da pressão da poluição e da pesca industrial. Rios de dinheiro foram jogados na limpeza de Cheasepeake e a pesca foi submetida à plano de manejo. Deu certo – a água e os mangues ficaram mais limpos e os estoques pesqueiros voltaram a crescer – exceto pelas famosas ostras do local. Elas nunca se recuperaram. Agora, segundo o The New York Times, a situação delas anda tão ruim que as autoridades estão pensando em repovoar a baía com espécie de ostra importada da Ásia. Não só para dar um meio de vida a quem ganha com a sua pesca, mas para recolocar nas águas da baía o principal bicho responsável pela sua filtragem. Na teoria, parece bom. Na prática, a ver. Historicamente, a introdução de espécies exóticas provou ser imprevisível e irreversível. Em geral, causam mais danos do que benefícios.

Por felipe Felipe Lobo
1 de março de 2006
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1 de março de 2006

Conserto chinês

No ecosystemmarketplace, uma reportagem diz governos de vários países estão olhando para um programa do governo chinês com interesse redobrado. Nele, o fazendeiro que plantar árvores em áreas sob risco de erosão, deslizamento e enchentes, ganha das autoridades dinheiro e subsídios na compra de sementes de grãos. O governo também está limitando crescimento da agricultura, determinando áreas de plantio e proibindo sua expansão sobre áreas de floresta. Atualmente, em locais com mais de 25 graus de inclinação, só se pode plantar árvores. A reação chinesa aos danos ambientais da agricultura começou em 1999 e já produziu o replantio de árvores em 16 milhões de hectares. A recuperação dessas florestas custou para o governo, até agora, 2 bilhões de dólares.

Por felipe Felipe Lobo
1 de março de 2006
Notícias
1 de março de 2006

Efeitos do calor

A subida de temperatura nas latitudes mais ao Norte no Canadá está matando vastas extensões de floresta nativa no país. O clima fez explodir a população de besouros na região e a infestação estea matando milhares de árvores. Nessa batida, disse biólogo ao The Washington Post, breve os besouros estarão infestando praticamente todas as florestas nativas do Oeste da América do Norte. A ver.

Por felipe Felipe Lobo
1 de março de 2006
Notícias
1 de março de 2006

Silêncio

Esse é o primeiro inverno em muito tempo em Yellowstone, Parque Nacional americano, que a paisagem está livre dos snowmobiles, motonetas que andam na neve, fazer um barulho terrível e, segundo ambientalistas, provoca impactos desmesurados na natureza. É que entrou em vigor regulação limitando seu uso em parques nacionais e estimulando outras formas de visitação no inverno que tenham baixo impacto ambiental. Diz o The New York Times que a indústria do turismo não está nada contente com a situação, porque há anos a barulheira dos snowmobiles e o cheiro de combustível que exalam vinham sendo a principal maneira de movimentar seu caixa. Os turistas também não estão satisfeitos com as alternativas de passeios de inverno que estão sendo oferecidas, como o passeio num ônibus montado sobre lagartas. Dizem que não é emocionante. Pode até não ser. Mas pelo menos, garante a conservação do Parque.

Por felipe Felipe Lobo
1 de março de 2006

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