Análises
16 de novembro de 2005

Vestida de alface II

De Debbie Hirst Bancaria americana, trabalhando no BrasilAlguns comentários ao seu artigo:Submeto que o fato que até você comenta sobre o vestido feito de verduras prova que PETA realizou exatamente o impacto desejado! Como uma jornalista você deve entender que muitas coisas são feitas para atrair a midia (Submeto que até seus artigos, as vezes claramente escritas para gerar polemica, são da mesma familia?!) A luta de defesa de animais é baseada em informação, porque nos acreditamos que não é na genetica da raça humana o desejo de causar sofrimento, então atraves de educação e informação pessoas vão modificar seu comportamento. Quando a midia da cobertura ao material, um grupo maior é atingida - por exemplo, graças ao seu artigo mais pessoas sabem do evento de Peta, que você alega desprezar.Querida, você parece bem jovenzinha tambem no seu foto, então acho interessante suas criticas sobre os jovens atras de PEA e as atitudes "estudantis" (a proposito, não tenho afiliação ou envolvimento com este grupo). Estou uma ativista agora na minha meia-idade. Quando estava aluna, importei mais com festas, cerveja e meninos. Tenho o maximo respeito para jovens que respondem a uma chamada mais nobre do que a do bar mais perto. Tem tantas historias do sucesso dos movimentos feitos pelos jovens, até no Brasil. Você é muito injusta quando você despreza este movimento.Finalmente, mesmo que eu tenha quase certeza que sua ultima frase foi feita para gerar polêmica, vou pegar a isca. Um drogrado tem prazer quando ele toma drogas. Um sadista tem prazer quando ele abusa das pessoas. Muitas pessoas tinham (e até tem) prazer dos resultados do trabalho escravo. Receber prazer de um ato não justifica o ato. Se isso fosse a verdade, não teria mais animais sendo abusados em nome de sustentação da raça humana, porque isso me daria mais prazer que qualquer outra coisa na minha vida!

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005
Análises
16 de novembro de 2005

Para não engolir sapos

De Adrian Antonio Garda Graduate Student, Department of Zoology and SN Oklahoma Museum of Natural HistoryGostei muito da reportagem publicada pela jornalista Marina Lemle no site O Eco. Tanto a leitura que ela fez das desclarações como o modo de explicar onde está a polêmica são muito bons.Tenho apenas uma colocação a fazer. A frase inicial "Anfíbios do Brasil estão no centro de uma polêmica que opõe cientistas nacionais e estrangeiros" leva a discussão para o rumo errado, em minha opinião.Diversos brasileiros (como eu) acreditam que a análise subsequente dos dados pelos pesquisadores "estrangeiros" não é errada, e que estamos sim subestimando a quantidade de anfíbios em declínio no nosso País. Isso ficou muito claro a partir de um simpósio feito durante o último congresso de herpetologia do brasil, realizado na PUC-Minas. Havia quem concordasse com Stuart e quem concordasse com "os brasileiros".Alguns pesquisadores internacionais, por sua vez, concordam com a posição dos pesquisadores brasileiros envolvidos na confecção da lista. Assim, talvez tenha faltado um pouco de pesquisa de campo dos jornalistas para verificar que, dentro do próprio Brasil, não há consenso sobre o assunto. Entendo que é difícil arrumar tempo para fazer isso (minha irmã é jornalista).É errado, em minha opinião, centrar a questão em um tom nacionalista, quando dentro do Brasil não há consenso sobre o assunto. No mais, acho a reportagem de excelente qualidade e somente o fato de colocar nossos sapos na mídia já é um ponto extremamente positivo. Agradeço a atenção,

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005
Análises
16 de novembro de 2005

Cobras criadas

De Manoel M S Sobrinho Sr. Editor,Venho parabenizá-los pela excelente reportagem sobre o processo de formação de novas espécies em ilhas do litoral brasileiro. Tal tipo de divulgação vem reafirmar a riqueza de nossa fauna e flora e a importância da pesquisa no assunto.Cabe, no entanto, uma observação. Segundo o tom da reportagem, dá-se uma visão lamarquiana ao processo de evolução.Trechos como: "(...)elas viram seus habitats se modificarem e para sobreviver precisaram desenvolver, geração após geração, novas características físicas e de comportamento (...)", ou ainda, "(...)O principal motivo das alterações genéticas foi a escassez de alimento. Habituadas, em terra, a comer pequenos mamíferos como ratos e gambás, as jararacas se viram obrigadas a buscar outras dietas depois que o alimento se extinguiu (...)"; dão a entender que o ambiente provocou modificações genéticas nos indivíduos, quando na realidade essas modificações ocorreram ao acaso (variabilidade) e o ambiente selecionou (seleção natural) os indivíduos mais aptos, e esses sim, transmitiram essa carga genética para os descendentes (visão neodarwiniana).Volto a reafirmar a qualidade do material jornalístico publicado por O Eco, desejando longa vida ao site e parabéns ao seu grupo de trabalho.Atenciosamente,

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2005
Notícias
15 de novembro de 2005

Intervenção tardia

A mulher que fica calada diante da expansão da soja e do gado Amazônia adentro, não reage ao desenvolvimentismo caótico do governo, assenta gente em áreas de floresta e escreve artigo de jornal defendendo a transposição do São Francisco, finalmente indignou-se em favor do meio ambiente. Já não era sem tempo. Marina Silva, segundo a Folha de S. Paulo, ficou indignada com a morte-protesto de ambientalista por conta dos planos de instalar usinas de álcool e plantações de cana nas bordas do Pantanal matogrossense. A ministra soltou uma nota dizendo que é contrária à idéia, defendida por seu colega de petismo e governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, e que se ela for levada adiante, a sobrevivência do ecossistema do Pantanal ficará sob sério risco. A indignação da ministra veio um pouco tarde. Esse assunto das usinas está rolando desde março e ela nunca quis se meter nele. Mas diante do cadáver de Francisco Anselmo, o ambientalista que se imolou no fim de semana, ela não tinha como ficar calada.

Por Redação ((o))eco
15 de novembro de 2005
Notícias
15 de novembro de 2005

País de desmatadores

Como nada nesse mundo é perfeito, Marina, no mesmo dia em que reagiu ao caso das usinas em mato Grosso do Sul, teve o dissabor de ver seu trabalho colocado debaixo de luz nem um pouco lisonjeira. A ONU fez uma avaliação dos recursos florestais em cada país do mundo e concluiu que o Brasil do governo Lula se manteve como o grande desmatador do planeta, responsável por pouco menos da metade das árvores cortadas no mundo por ano. É muita coisa. Dá 3,1 milhão de hectares de floresta, diz O Globo.

Por Redação ((o))eco
15 de novembro de 2005
Notícias
15 de novembro de 2005

Milho do mal

No Malawi, uma história mostra os riscos de se viver num país que não pensa no meio ambiente. Nunca nenhuma autoridade por lá se preocupou com o fato que os fazendeiros do país expandiam suas plantações de milho em cima da floresta, muito menos com a transformação do grão na principal dieta da população. Pois bem, desmatamento, mais monocultura, mais variações climáticas e não deu outra. Veio o desastre. Uma seca devastadora destruiu a safra de milho e deixou os habitantes do país à míngua. Sem outra alternativa, segundo o The Wall Street Journal, o governo recorreu à uma campanha de relações públicas para incentivar os cidadãos a variarem a sua dieta, comendo coisas como banana e batatas-doce, cujas safras não foram afetadas. O curioso em tudo isso é que o milho é planta exótica na África, onde foi introduzida, vinda das Américas, pelos portugueses. No Malawi, ele chegou há mais ou menos 50 anos e transformou a vida de sua população.

Por Redação ((o))eco
15 de novembro de 2005
Análises
15 de novembro de 2005

Vestida de alface

De Adriana Lisboa Oi, Silvia,Acabo de ler o seu artigo em O Eco. Eu em parte concordo com você - um vestido de alface não é nada atraente. Sou membro da PETA e, aqui no Brasil, do instituto Nina Rosa, embora profissionalmente minha praia seja a literatura (sou escritora e tradutora). No entanto, não se trata de "relaxar um pouco e entender que o fascínio existe, que nem sempre ele é produto de devastações ambientais e que, mesmo quando é, produz algum tipo de prazer, ainda que seja tão somente estético - o que já é muita coisa." Acredito que não é exatamente a preservação do ambiente que está em jogo, aqui, mas uma luta contra o especismo - contra o milenar equívoco filosófico que leva o homem a achar que é superior aos outros animais e que, por isso, pode dispor deles. Esse é o mesmo princípio, como ensinou com extrema clareza o filósofo Peter Singer (o mais importante nome de bioética), que leva, por exemplo, o homem a achar que é superior à mulher, ou o branco a achar que é superior ao negro, ao índio.Um outro desdobramento é que, mesmo se cairmos na esparrela da superioridade/inferioridade, existe um dado factual, que é o de que os animais sofrem quando submetidos a certas práticas. Chinchilas confinadas sofrem, galinhas em granjas industriais sofrem, ratos de laboratório sofrem - a vida inteira.É contra esse sofrimento que eu pessoalmente me rebelo e isso o que me leva a ser vegetariana, a não usar couro, lã, seda ou peles de animais e a evitar comprar produtos testados em animais. Em útlima análise, é isso o que me leva a, apesar de tudo, achar um vestido de alface, por mais insosso que seja, mais atraente do que um casaco de peles.Com um grande abraço,

Por Redação ((o))eco
15 de novembro de 2005
Reportagens
14 de novembro de 2005

A marcha da sensatez

Só a insensatez explica por que Francisco Ancelmo de Barros se suicidou por causa de usinas de álcool no Pantanal. A sensatez não liga para essas coisas.

Por Marcos Sá Corrêa
14 de novembro de 2005
Notícias
14 de novembro de 2005

Desespero

A luta ambiental no Brasil parece estar se radicalizando. Depois do bispo que fez greve de fome contra a traansposição do São Francisco, um ambientalista imolou-se no sábado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, num protesto contra a implantação de usinas de álcool no estado. Francisco Anselmo Barros, conta a Folha de S. Paulo, morreu ontem vítima das queimaduras. Tudo indica que a insensibilidade do atual governo com o meio ambiente está levando as pessoas à adoção de atitudes desesperadas.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005
Notícias
14 de novembro de 2005

Metas

No domingo, O Estado de S. Paulo publicou reportagem sobre proposta que o Brasil leva para conferência da ONU sobre mudanças climáticas que acontece em fins de novembro em Montreal, no Canadá. Nossos burocratas querem que o mundo financie a preservação da Amazônia. Não se espera nenhum resultado concreto sobre a idéia, até porque ninguém sabe direito como implementá-la. Mas o importante na reportagem é que gente da cúpula de nossos Ministério do Meio Ambiente fala pela primeira vez em público de assumir metas de desmatamento nacionais. Para o Itamaraty, trata-se de um anátema que fere a soberania brasileira na região. Bobagem de diplomata.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005
Notícias
14 de novembro de 2005

Bola de cristal

Embora oficialmente todo mundo diga que é uma previsão impossível, virologistas americanos, na privacidade de seus laboratórios, estão tentando adivinhar quando vai acontecer a próxima pandemia de gripe no mundo. A aposta, embora nenhum deles esteja disposto a colocar dinheiro nela, é 2025 e baseia-se em estudo publicado em 2002 por Maurice Hillerman, microbiólogo que morreu no começo do ano, diz o The New York Times. Sua teoria, baseada na análise de pandemias que varreram o mundo nos últimos 300 anos, é que elas tem acontecido em ciclos regulares de 68 anos. A última onda devastadora da gripe do frango aconteceu em 1957. Portanto, volta em 20025. A boa notícia é que pela tese, a gripe do frango que assusta Europa e Ásia nesse momento, tem tudo para ser somente isso, um susto.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005
Notícias
14 de novembro de 2005

Realidade

Apesar da tese que a próxima pandemia ainda está por vir, instituições financeiras e de saúde multilaterais se reuniram semana passada em Genebra para discutir meios de combater a atual gripe do frango que anda graçando na Ásia e bate às portas da Europa. Diz a The Economist que a burocracia garante que o dinheiro que existe é pouco para coordenar um esforço mundial contra a doença. Deve ser mesmo, pois como nota a reportagem, os países ricos, apesar de defenderem uma ação global, estão cada um fazendo planos alternativos para tentar se defender da doença sozinhos.

Por Redação ((o))eco
14 de novembro de 2005

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