Análises
8 de agosto de 2005

Operação Mata Atlântica

De Everton Silva LimaAssessor de Comunicação Social do IEF/RJCom relação às matérias Quebrando a rotina, de Andréia Fanzeres, e Mais do mesmo, da estagiária de jornalismo Juliana Tinoco, publicadas, respectivamente, nos dias 28/07 e 01/08 neste site, informando sobre a Operação Mata Atlântica, deflagrada pela Fundação Instituto Estadual de Florestas – IEF/RJ entre os dias 28 e 31 de julho, gostaríamos de comentar o seguinte: A primeira reportagem foi, na verdade, um desserviço às ações de fiscalização realizadas pelo IEF. A repórter desdenha da operação e insinua que ela não serviu para nada, pois, segundo Andréia, não se pode agir quando o infrator não está no local do crime ambiental (informação que não condiz com a verdade), basta os fiscais darem às costas para os serviços em obras embargadas continuarem e, o mais revoltante, atrela o órgão que cuida das políticas florestais do estado à impunidade. Sinceramente, é de se questionar: a repórter acompanhou a fiscalização para apurar os dados ou já foi para a operação com sua matéria pronta? Queremos esclarecer à Andréia e aos leitores de O Eco que, quando o proprietário de um terreno desmatado não está, lançamos mão de outras formas para intimá-lo e notificá-lo: isso pode ser feito por carta; os fiscais do parque e as patrulhas do IEF, que fiscalizam as unidades de conservação, procuram voltar ao local nos dias consecutivos a fim de encontrar alguém para notificar etc. No caso das duas construções embargadas, os pedreiros foram encaminhados à delegacia e o material usado na obra apreendido e doado à Fundação Leão XIII, fatos que a matéria omite e que foram amplamente divulgados pela imprensa. No que se refere à impunidade, o IEF sempre irá realizar operações como essa para coibir crimes ambientais, mesmo que elas sejam ou não do agrado de alguns. O nosso interesse é a preservação das florestas fluminenses e, sempre revestidos do caráter legal, efetivamos, de pronto, a demolição de imóveis e benfeitorias irregulares. Os números mostram o crescimento desse tipo de ação: sete demolições em 2002, 26 em 2003 e 43 em 2004, um aumento de 520%.Já com relação à outra matéria, mais preocupada em detalhar o que ocorreu na operação e não fazer ilações sobre as conseqüências que podem ou não advir de atividades desse porte, a estagiária Juliana Tinoco diz que fiscalizações assim só ocorrem “esporadicamente”. Pois bem: o instituto conta com uma Divisão de Vigilância e Fiscalização (DiVF), subordinada à Diretoria de Conservação da Natureza, que realiza ações de maior envergadura, como a Operação Mata Atlântica, esporadicamente, sim! Mas isso não significa dizer que só esse tipo de operação é realizada para fiscalizar irregularidades nos parques e áreas de entorno, pois tanto a DiVF quanto a Divisão de Unidades de Conservação (DiUC) emitem autos e efetuam fiscalizações. Nossos números provam a eficiência obtida pela atual administração: 112 autos de constatação emitidos em 2002, 213 em 2003 e 252 em 2004, um crescimento de 125%; já no que se refere a intimações e notificações, foram 50 em 2002, 192 em 2003 e 476 em 2004, aumento de 850%.Não condiz com a verdade, portanto, afirmar categoricamente que as ações do IEF são esporádicas. No dia-a-dia, e conforme já afirmei, as fiscalizações são feitas pelas equipes que estão baseadas nos parques e pelas 10 Patrulhas de Fiscalização que o IEF tem em várias regiões do estado. É por isso que estarrece ler as matérias citadas, pois creio que, para os leitores de O Eco, sobrou a impressão de que as operações realmente não servem para nada e não ocorrem com a freqüência que deveriam. Aproveito para informar ao site que também contamos com um serviço em que a população do estado pode entrar em contato com o IEF para fazer denúncias contra delitos ambientais. Trata-se do Disque Florestas: (21) 2233-1857, que, só no primeiro semestre de 2005, recebeu 109 ligações, o que, de certa forma, confirma o reconhecimento da população ao trabalho do instituto. O IEF age, e continuará agindo, dentro da lei, fazendo uso dos dispositivos necessários para evitar a degradação do meio ambiente. É uma tarefa árdua, mas o IEF não fugirá daquela que é uma de suas mais nobres responsabilidades!

Por Redação ((o))eco
8 de agosto de 2005
Reportagens
8 de agosto de 2005

Chumbo neles

Ibama libera caça de javalis estrangeiros no Rio Grande do Sul. Foi a maneira que o governo encontrou para se livrar de um dos maiores destruidores de lavouras.

Por Cristina Ávila
8 de agosto de 2005
Reportagens
8 de agosto de 2005

Quórum zero

Criada em 2004, continua na estaca zero a Comissão que analisa a inclusão do Cerrado na lista de patrimônios nacionais. O lobby ruralista não a deixa avançar.

Por Carolina Mourão
8 de agosto de 2005
Notícias
8 de agosto de 2005

O novo homem do Ibama

Depois de dois meses sob intervenção, o Ibama de Mato Grosso será chefiado pelo gaúcho Paulo Fernando Maier Souza. Ele entrou para o Ibama há três anos através de concurso e foi parar direto na Amazônia, como gerente executivo do escritório de Santarém, no Pará. Ele substituirá o procurador Elielson Ayres de Souza, que comandou a Operação Curupira.

Por Redação ((o))eco
8 de agosto de 2005
Colunas
7 de agosto de 2005

Um ano de janela

Neste primeiro ano de O Eco, viajei, pensei e conversei muito, para entender a questão ambiental. Não foi suficiente. Mas já dá para tirar algumas conclusões.

Por Sérgio Abranches
7 de agosto de 2005
Reportagens
5 de agosto de 2005

Adeus

A situação de parálise que se abateu sobre os madeireiros legalizados da Amazônia faz uma vítima de peso. A Gethal, empresa certificada, diz que vai deixar a região.

Por Manoel Francisco Brito
5 de agosto de 2005
Notícias
5 de agosto de 2005

Água que passarinho não bebe

Pesquisadores da Australian National University, em Canberra, descobriram que uma quantidade moderada de álcool aumenta a velocidade do pensamento, a habilidade verbal e a memória, publicou o The Guardian (gratuito). O estudo foi feito com 7 mil pessoas entre 20 e 60 anos. A recomendação é que homens bebam entre 14 e 28 doses por semana e mulher entre 7 e 14. Haja fígado!

Por Redação ((o))eco
5 de agosto de 2005
Notícias
5 de agosto de 2005

Tempo ruim

Oficias do National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), entidade que controla a chegada de tempestades tropicais e furacões no Golfo do México, afirmaram que a temporada este ano promete. O Environment News Service informou que o NOAA prevê entre 18 e 21 tempestades tropicais entre agosto e novembro e que destes, pelo menos cinco serão furacões grandes. Os números para este ano estão bem acima da média de dois furacões por ano.

Por Redação ((o))eco
5 de agosto de 2005
Notícias
5 de agosto de 2005

Canguru com vodka

Carne de canguru é um dos mais baratos e populares pratos da Rússia. Só em 2004 os russos gastaram 11 milhões de dólares na iguaria. Se você achou a noticia estranha, não foi o único. O jornal San Francisco Chronicle colocou a notinha na seção de notícias bizarras.

Por Redação ((o))eco
5 de agosto de 2005
Notícias
5 de agosto de 2005

Para ver estrelas

Os espanhóis estão preocupados com seu céu. Uma campanha nacional chamada “Por um céu escuro”exige a aprovação de uma lei contra a contaminação luminosa, gerada pelo excesso de luz nas ruas e em anúncios. Segundo o jornal El Mundo nas grandes cidades espanholas, apenas 200 das 7.500 estrelas conseguem ser vistas. Isso representa quase 98% do céu às escuras. A associação espanhola Grupo para la Protección del Cielo acrescenta que a iniciativa de diminuir a luminosidade nas cidades também traz benefícios econômicos.

Por Redação ((o))eco
5 de agosto de 2005
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