Notícias
18 de novembro de 2004

Dinossauros blindados

Uma família de dinossauros, os anquilossauros, tinha armaduras flexíveis de placas ósseas até nas pálpebras. Chegavam a dez metros de comprimento e suas caudas terminavam na forma de um potente taco, provavelmente usado para se defender.Esse tipo de armadura corporal é encontrado hoje nos crocodilos, mas, segundo cientistas que estudam os fósseis, a dos anquilossauros era muito mais complexa, com flexibilidade e capacidade de resistência admiráveis. Ainda bem que eram herbívoros. Science Daily (gratuito).

Por Eduardo Pegurier
18 de novembro de 2004
Análises
17 de novembro de 2004

Licenciamento

De Pedro P. de Lima-e-SilvaCaro EcoComo leitor assíduo desta novidade, O Eco, gostaria de fazer uma reclamação: vocês não falam de uma das maiores polêmicas hoje na área crítica para o país atual, a área produtiva, de geração de renda e o licenciamento.Tenho conversado com empresários e profissionais da área ambiental, como eu, sobre a questão do licenciamento de projetos no Brasil pelo IBAMA, assim como também de órgãos reguladores estaduais. A questão crítica, objeto de minhas pesquisas teóricas acadêmicas e de de minha atuação prática como auditor-fiscal do governo, é de que o licenciamento de projetos no Brasil sofre de uma mal crônico de erro de perspectiva, de falta de objetividade e de desperdício desmesurado de recursos.Essa visão errada, a meu ver, está conduzindo a sociedade a um desastre, catastrófico e, pior, previsível, que é o de que a falta de percepção do poder público está proporcionando aos produtores colocar a questão do licenciamento ambiental como um mal em si e, por extensão, colocar os próprios ambientalistas e o próprio ambientalismo como o mal que impede o país de progredir economicamente.É como se condenássemos a existência da justiça baseado na ineficiência dos processos jurídicos. A verdade é que o processo de licenciamento ambiental no Brasil é ruim mesmo, e eu passei 400 páginas de uma tese de doutorado há poucos anos explicando isso, e como poderíamos aprimorar isso. Basta dizer que o licenciamento não regula e controla o ambiente, e sim a instalação, o que já um erro crasso de percepção e foco, ou que todas as toneladas de informações geradas e os milhões de reais gastos nos EIA/RIMA simplesmente vão para o lixo, restando para a sociedade uma migalha dos benefícios que poderiam ser auferidos de todo o processo. Os empreendedores, por sua vez, em vez de usarem o EIA como um instrumento de aprimoramento de projeto, o encaram como um estorvo, um custo de obtenção de licença exclusivamente. Por cima disso, ainda há essa discussão de bêbados [e geração de métodos estranhos] sobre a compensação ambiental, devida aos empreendimentos de "significativo impacto ambiental". Há muitos mais problemas aí, mas precisaríamos de mais tempo e espaço para discutir isso.Minha reclamação, e sugestão, é de que O Eco abrisse um espaço, pequeno que fosse, para se discutir as questões do licenciamento, e de como isso está afugentando investidores do país, fazendo o Brasil perder milhões, talvez bilhões de dólares que estão indo parar no México e em outros países, quando tem o Brasil recursos naturais tão fantásticos que poderiam atrair o capital produtivo.Cordialmente,

Por Lorenzo Aldé
17 de novembro de 2004
Notícias
17 de novembro de 2004

Engevix se defende atacando

A empresa de engenharia Engevix recusa a exclusividade que o Ministério do Meio Ambiente e o consórcio Baesa lhe atribuíram na fraude ambiental que permitiu a construção da hidrelétrica de Barra Grande, no rio Pelotas. A Engevix fez, sim, o estudo de impacto ambiental usado pelo Ibama para liberar a obra. Mas, na nota de esclarecimento divulgada em seu site e publicada como anúncio em jornais, a empresa contesta “com veemência” as acusações de irregularidade. Afirma que seu estudo mencionou a existência de espécies ameaçadas de extinção na área a ser inundada, inclusive araucárias. Além disso, antes de emitir a licença prévia para a obra, o Ibama teria enviado técnicos para inspecionar a região "por terra e ar". Ou seja, sabia muito bem o que havia lá embaixo. Em resumo, a Engevix diz que, se errou, não fez isso sozinha.

Por Lorenzo Aldé
17 de novembro de 2004
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17 de novembro de 2004

Combate à biopirataria

Foi inaugurado ontem, em plena floresta amazônica, um centro de treinamento para preparar agentes da polícia federal, do Ibama e do Incra para combater a biopirataria na região. Segundo O Globo(gratuito), o objetivo da PF é combater crimes ambientais na mesma escala em que está combatendo a corrupção na administração pública. Eles vão investigar contrabando de madeira, extração de minérios e biopirataria.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2004
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17 de novembro de 2004

Minas na Amazônia

A companhia Vale do Rio Doce ganhou uma concorrência internacional para explorar Bauxita na região de Pitinga, na Amazônia. As minas ficam a 250 quilômetros de Manaus e o potencial das reservas não foi divulgado. A empresa quer instalar um novo complexo de alumínio na região. A notícia está no Valor ( só para assinantes).

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2004
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17 de novembro de 2004

PV e a Máfia do combustível

Alessandro Calazans, do Partido Verde, pode estar envolvido com a Máfia do Combustível . Uma testemunha-chave do caso o acusou de extorsão. O deputado foi acusado do mesmo crime ao presidir a CPI da Loterj. Ele teria exigido dinheiro do empresário Carlinhos Cachoeira. A história está no Globo (gratuito).

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2004
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17 de novembro de 2004

Diferencial

Segundo O Valor ( só para assinantes) , gestores ambientais ganham cada vez mais espaço no mercado brasileiro. Principalmente quando são bem formados. Um estudo da Câmara Brasil-Alemanha revelou que investimentos em tecnologias ambientais no país já ultrapassam US$ 3 bilhões, e que os gastos nessa área devem ter uma expansão anual acima de 5%.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2004
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17 de novembro de 2004

Democratas enfrentam Bush

Grupos verdes e democratas já mandaram mais de 1,7 milhão de comentários, durante os debates públicos sobre a nova política de uso de terras federais, proposta pelo governo Bush. Eles pretendem impedir a passagem da medida, que permite maior controle pelos governadores sobre 60 milhões de acres. Se passar, os estados poderão reduzir as restrições à construção de estradas, extração de madeira e minerais nessas terras. Será uma reversão das políticas implementadas por Clinton, em 2001.

Por Eduardo Pegurier
17 de novembro de 2004
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17 de novembro de 2004

A energia do futuro

A BBC News (gratuito) publicou a opinião de vários especialistas sobre a necessidade de geração de energia nas próximas décadas. Eis algumas das previsões feitas. Até 2030, serão necessários US$16 trilhões de investimento, metade nos países em desenvolvimento, para satisfazer o aumento da demanda, estimado em 60%. Os técnicos da União Européia acreditam que, em 2040, metade da energia produzida pode ser gerada com fontes renováveis, como eólica, solar, geotérmica, entre outras. A energia nuclear será cada vez mais importante, como forma de evitar o aquecimento global. E os carros, pela mesma razão, serão movidos a hidrogênio. Enfim, o quadro é otimista. A energia do futuro será gerada por fontes mais variadas e renováveis do que hoje. E, desde que os investimentos corretos sejam feitos a tempo, ela não faltará e agredirá cada vez menos o meio ambiente.

Por Eduardo Pegurier
17 de novembro de 2004
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17 de novembro de 2004

Poluição na China

A BBC News reporta os problemas de saúde causados em Tangshan, cidade a 150 km de Pequim, por uma fábrica de coque, um subproduto de carvão mineral usado na produção de aço.  A poluição da fábrica causa problemas pulmonares, de pele e vários cânceres, como a leucemia. Mas a China precisa de aço para continuar seu crescimento acelerado, se tornou um dos grandes consumidores mundiais. A renda ainda baixa dos chineses faz com que a poluição seja vista como um problema menor. Mas não por muito tempo. Os problemas ambientais causados pelo crescimento acelerado do país são igualmente gigantes.

Por Carolina Elia
17 de novembro de 2004

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