Análises
13 de novembro de 2004

Baesa

De Gustavo Heinz Schmidt WiggersAdvogado - OAB/SC 15.722Especializando em Direito e Gestão AmbientalQuanto à afirmação da Baesa de que assinou um Termo de Compromisso, e não um Termo de Ajustamento de Conduta, creio que pelo fato do Sr. Carlos Alberto Bezerra de Miranda, Diretor Superintendente da BAESA – Energética Barra Grande S.A., provavelmente NÃO ser da área jurídica, pensa que são coisas completamente distintas, mas, salvo melhor juízo, para mim são a mesmíssima coisa. Nota-se que a Lei 7.347/85, Lei da Ação Civil Pública, em seu artigo 5º, § 6º dispôs sobre Compromisso de Ajustamento de Conduta (CAC), chamado por muitos de "Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)" ou "Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta", por serem esses CAC's realizados por meio de Termo. Daí, a confusão, penso eu, e com razão do Sr. Carlos Alberto Bezerra de Miranda, como leigo, que deve ser, na seara jurídica. Bem, através do sítio da internet abaixo citado percebe-se que pode se chamar o Compromisso de Ajustamento de Conduta (CAC) de diversas formas, inclusive de "Termo de Compromisso". Vide: http://www.pgt.mpt.gov.br/noticias/2003/06/n225_anx1.html"MPT firma termo de compromisso para aprendizagem de adolescentes em cinco EstadosTermo de Compromisso de Ajustamento de Conduta n° 208/2003Aos dias do mês de abril de 2003, nos autos do Procedimento Investigatório n. 1048/2002, a INSPETORIA SÃO JOÃO BOSCO , CNPJ: 33 583 592/0001-70, na qualidade de mantenedora dos Centros Salesianos do Menor – CESAM’S dos Estados de MINAS GERAIS, RIO DE JANEIRO, ESPÍRITO SANTO, GOIÁS, TOCANTINS e do DISTRITO FEDERAL, neste ato representado pelo Inspetor Pe. Ovídio Geraldo Zancanella, CPF n. 371.222.236-04 pelo presente instrumento, firma compromisso, nos termos do art. 5º, § 6º, da Lei nº 7347/85 c/c art. 876 da CLT, perante o MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, representado pela Procuradora do Trabalho, MARILZA GERALDA DO NASCIMENTO e pela a DELEGACIA REGIONAL DO TRABALHO/MG, representada pela Auditora Fiscal do Trabalho Christiane Azevedo Barros, nos seguintes termos:I – Este termo de compromisso envolve os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal, cuja sede de representação encontra-se em Belo Horizonte/MG." (grifos meus) Ora, mesmo que tenha sido nominado de "Termo de Compromisso", certo é que o instrumento celebrado por termo pela BAESA com o Ministério Público Federal e demais órgãos públicos e, divulgado por meio de notas pelos meios de comunicação, de fato e na prática, afigura-se, para mim e, salvo melhor juízo, com os mesmos efeitos de um "Compromisso de Ajustamento de Conduta - CAC" (a meu ver a nomenclatura correta), "Termo de Ajustamento de Conduta - TAC" ou "Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta". Sem mais para o momento, renovo meus protestos de estima e consideração pelos colunistas e leitores de "O Eco". Cordialmente,

Por Lorenzo Aldé
13 de novembro de 2004
Notícias
12 de novembro de 2004

O pacto de Bonito

Programa bom é o que está reservado este mês aos promotores públicos que atuam na bacia do Alto Paraguai, no Pantanal de Mato Grosso. No dia 22, eles vão a Bonito, assistir a uma audiência pública sobre os resultados do programa Formoso Vivo. Depois, nos dias 25 e 26, à fazenda Rio Negro, uma RPPN da ONG Conservação Internacional, no município de Miranda. Ou seja, vão ver o que é bom, para saber como evitar o que é ruim em suas comarcas. Das reuniões sairá um plano coletivo de trabalho em 2005. O Formoso Vivo, para quem ainda não ouviu falar dele, nasceu do empenho do promotor Luciano Loubet para levar a sério a legislação ambiental em Bonito. Deu tão certo, que até o viveiro de mudas de árvores nativas da cidade, usado na restauração das matas ciliares nos rios transparentes que cortam as fazendas da região, é produto de acordos de compensação estimulados pelas multas de Loubet.

Por Redação ((o))eco
12 de novembro de 2004
Reportagens
12 de novembro de 2004

Aviso: A floresta lotou

O maior aglomerado de espécies em extinção do Brasil corre risco de desaparecer. Murici, em Alagoas, já virou área de proteção, mas talvez seja tarde.

Por Tim Hirsch
12 de novembro de 2004
Notícias
12 de novembro de 2004

Cifrões ecológicos

Tente adivinhar de onde foram extraídas as seguintes frases:“A teoria econômica tem três mitos falsos, unanimemente aceitos: 1) o sistema econômico é neutro para o meio ambiente, 2) o meio ambiente é inesgotável, e 3) todas as benesses sociais dependem do crescimento econômico”.“Se as exportações e os acordos de livre comércio não garantem resultados socioambientais satisfatórios, voltando todo esse passivo para as mãos das empresas e dos governos, por que insistimos nessa mesma trilha batida, sem qualquer avaliação crítica?”“No longo prazo não estaremos todos mortos, como disse Keynes. Ele se esqueceu de que, como espécie animal, somos praticamente imortais e vamos precisar de solo fértil, atmosfera e água para viver, e não de lucros econômicos extremamente mal-mensurados”. Resposta: do Relatório Econômico e Estratégico de novembro, distribuído aos investidores pelo ABN AMRO Asset Management, onde o banco avisa que avaliar os riscos ambientais do crescimento deixou de ser conversa de ecologista.

Por Redação ((o))eco
12 de novembro de 2004
Notícias
12 de novembro de 2004

Raro registro

Um filme raro documentando os primórdios do ambientalismo brasileiro foi recuperado e será exibido em Curitiba a partir de 17 de novembro. Ele registra uma expedição pelo rio Tibagi e pela Serra do Mar, no Paraná, em 1926. Filmado pelo alemão Reinhard Maack, mostra cenários naturais paranaenses que já não existem mais. O documentário será exibido na exposição A História Ambiental do Paraná de Reinhard Maack”, resultado de três anos de pesquisas da empresa Lobo-Guará, com apoio do Instituto Goethe. Maack trabalhou durante décadas em pesquisas cartográficas e geológicas na região Sul, e o projeto em sua homenagem é parte de uma pesquisa maior de recuperação da história ambiental do Brasil, em especial do Paraná.

Por Redação ((o))eco
12 de novembro de 2004
Reportagens
12 de novembro de 2004

Em jogo, a jóia carioca

Projeto de Lei propõe novo zoneamento do Alto da Boa Vista, mas sua aprovação às pressas pode pôr a perder a última chance de preservar a maior floresta do Rio.

Por Eduardo Pegurier
12 de novembro de 2004
Reportagens
12 de novembro de 2004

Grutas que vêm à tona

Pesquisadores catalogam 1.200 novas cavernas na região de Pains, Minas Gerais. Mas outras 600 teriam sido destruídas por décadas de mineração sem controle.

Por Roselena Nicolau
12 de novembro de 2004
Reportagens
12 de novembro de 2004

O perigo mora ao lado

Postos de gasolina foram personagens de escândalos noticiados semana passada pelos jornais. As histórias serviram para lembrar o perigo que eles representam.

Por Carolina Elia
12 de novembro de 2004
Colunas
12 de novembro de 2004

Liqüida-se uma cidade

Quando um cartaz anuncia "Poda-se árvore com moto-serra", é óbvio que o meio ambiente no Rio de Janeiro não vale mais nada. O caos na habitação comprova isso.

Por Carla Rodrigues
12 de novembro de 2004
Colunas
12 de novembro de 2004

Abdicação Ambiental

O Brasil abdicou de seu papel na governança ambiental global. Para retomá-lo, o governo tem que mudar a atitude, ser pluralista e assumir responsabilidades.

Por Sérgio Abranches
12 de novembro de 2004
Notícias
12 de novembro de 2004

Na cúpula?

O jornal O Globo (gratuito, pede cadastro) divulgou o conteúdo de mais gravações obtidas pela Polícia Federal na investigação sobre a máfia dos combustíveis. O esquema de cobrança de propinas para a concessão de licenças ambientais na Feema pode envolver a cúpula do órgão estadual. Nas conversas entre os dois principais acusados de pertencerem à máfia dos combustíveis (já presos), ele citam diversas vezes contatos com a presidência da Feema, inclusive quando o assunto é a “tabela” de valores cobrados para a liberação de licenças.

Por Lorenzo Aldé
12 de novembro de 2004

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