Nesta segunda-feira O Eco embarca na última semana da expedição científica que desde 24 de fevereiro realiza levantamentos de flora, fauna, paisagem e sócio-economia no Parque Nacional do Juruena. É a terceira vez que pesquisadores visitam a área protegida desde sua criação, em junho de 2006. Depois de um primeiro reconhecimento da área e de estudos feitos na porção sul da unidade de conservação, em novembro do ano passado, equipes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), Instituto Centro de Vida (ICV) e WWF-Brasil estão neste momento na divisa dos estados de Mato Grosso, Pará e Amazonas, onde os rios Juruena e Teles Pires se encontram para formar o Tapajós. Até lá serão cerca de duas horas de sobrevôo a partir de Alta Floresta (MT) num monomotor até a pista de pouso mais próxima. Força da natureza Desde o início da expedição, que pretende reunir informações cruciais para elaboração do plano de manejo do Parque Nacional do Juruena, a natureza já mostrou às cerca de 30 pessoas embarcadas que enfrentar uma região remota como esta requer, no mínimo, flexibilidade no planejamento. A princípio, a campanha iria navegar pelo rio Juruena e por lá fazer paradas em pelo menos dois pontos estratégicos para permitir que os pesquisadores recolhessem seus dados. Mas não deu. Além da cheia do rio, que dificultava encontrar áreas de barranco para atracar o barco, as equipes de apoio fizeram à organização, já em campo, uma surpreendente advertência: havia tantos mosquitos que era impossível permanecer no lugar por mais de alguns minutos. Entenda como os mosquitos expulsaram os pesquisadores do rio Juruena na entrevista com o biólogo Ricardo Umetsu, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), pesquisador titular de artrópodes para o plano de manejo do parque.
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